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Após a prata no Rio, o ouro na prova C-1 1.000m veio em Tóquio. Foto: Jonne Roriz/COB.

Em sua segunda Olimpíada, Isaquias Queiroz ampliou o seu repertório já histórico no Brasil. Após ganhar três medalhas no Rio de Janeiro, sendo o primeiro atleta do país a conseguir isso, o baiano de Ubaitaba, a 450 km da capital, ganhou a medalha que faltava em sua galeria. Movido pela “raiva”, em suas próprias palavras, Isaquias liderou com folga as três etapas, o qualificatório, a semifinal e a final, com quase uma canoa sobre o 2º.

Foi de longe o brasileiro mais dominante numa disputa nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Campeão mundial e, agora, campeão olímpico. Com isso, tendo um ouro, duas pratas e um bronze, somando as participações em 2016 e 2020, Isaquias igualou o número de medalhas de Serginho, do vôlei, e de Gustavo Borges, da natação.

E Isaquias está a uma medalha do recorde nacional, dividido por Robert Scheidt e Torben Grael, ambos da vela, com cinco pódios. Como o próximo ciclo olímpico terá apenas três anos, ele chegará em Paris-2024 com 30 anos, provavelmente com duas provas na agenda. A C-1 1.000m (solo), na qual venceu, e a C-2 1.000m (em dupla), na qual terminou em 4º lugar e que acabou sendo a base de toda a raiva para o desempenho monstruoso na decisão individual.

Com Isaquias, o carisma em pessoa, o o Brasil chegou a 5 medalhas de ouro em Tóquio-2020, das quais 3 vieram do Nordeste, todas em provas individuais. Todas no mar. Além de Isaquias, na canoagem, tivemos Ítalo no surfe e Ana Marcela na maratona aquática. Com isso, a região já tem o seu melhor desempenho individual em todos os tempos. Somando ainda a prata da skatista Rayssa Leal, a conta do NE fica 3-1-0, o que deixaria o “Comitê Olímpico Nordestino” em 26º lugar no quadro geral de medalhas, à frente do próprio Time Brasil desconsiderando essas medalhas. E também à frente de todos os outros países sul-americanos. E olhe que ainda faltam duas finais no boxe, com os baianos Hebert Conceição e Bia Ferreira…

A seguir, dados sobre o peso do ouro inédito obtido por Isaquias Queiroz nas águas japonesas.

Os maiores medalhistas olímpicos do Brasil (por quantidade)
1º) 5 medalhas (2-1-2) – Torben Grael (vela M), 1984-2004
1º) 5 medalhas (2-2-1) – Robert Scheidt (vela M), 1996-2012
3º) 4 medalhas (0-2-2) – Gustavo Borges (natação M), 1992-2000
3º) 4 medalhas (2-2-0) – Serginho (vôlei M), 2004-2016
3º) 4 medalhas (1-2-1) – Isaquias Queiroz (canoagem M), 2016-2020

Os 5 campeões olímpicos do NE em provas individuais
2012 (1º): Sarah Menezes, de Teresina-PI (judô até 48 kg F)
2016 (2º): Róbson Conceição, de Salvador-BA (boxe peso leve M)
2020 (3º): Ítalo Ferreira, de Baía Formosa-RN (surfe M)
2020 (4º): Ana Marcela, de Salvador-BA (maratona aquática F)
2020 (5º): Isaquias Queiroz, de Ubaitaba-BA (canoagem M)

A evolução das medalhas olímpicas individuais do Nordeste (ouro, prata e bronze)*
1-0-2 – Londres 2012
1-1-1 – Rio de Janeiro 2016
3-1-0 – Tóquio 2020
* De 1920 até 7 de agosto de 2021

As 10 medalhas olímpicas individuais do Nordeste (ouro, prata e bronze)*
1º) 3-1-2 – Bahia
2º) 1-0-0 – Piauí e Rio Grande do Norte
4º) 0-1-0 – Maranhão
5º) 0-0-1 – Pernambuco
Sem medalha: Alagoas, Ceará, Paraíba e Sergipe
* De 1920 até 7 de agosto de 2021


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