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Como goleiro, Brigatti teve uma rápida passagem no Santa em 1995. Imagem: Santa Cruz/Twitter.

Em 16 de fevereiro, na véspera do anúncio oficial do técnico para a temporada 2021, o novo presidente do Santa Cruz, Joaquim Bezerra, listou em entrevista as principais características sobre o perfil do profissional. Teria que ser um líder (ou seja, não apenas um estrategista), trabalhar com a base, uma vez que 30% do elenco será formado por jovens do clube, e ter experiência nas divisões de acesso, devido à urgência em tirar o tricolor da Série C, onde o clube segue pelo 4º ano seguido. Naquele momento, João Brigatti já aparecia como o nome mais forte, mesmo sem a confirmação do mandatário. O anúncio só ocorreu após a assinatura do contrato, em São Paulo, com a presença de ambos. Será mesmo que Brigatti se encaixa no perfil?

De forma geral, eu diria que sim. O perfil do treinador – o segundo ato de fato da nova gestão, após a permanência do executivo Nei Pandolfo – se encaixa com a vontade inicial da direção, que o tratou como “aguerrido e vibrante”. Em relação à utilização da base, é algo que vai além de Brigatti, pois é uma meta inclusive prevista no novo estatuto coral, que ainda será votado. Além do elenco principal formado em parte pela base, 30% de cada venda será destinada à própria base. Já sobre a experiência, é algo que o ex-goleiro vem construindo aos poucos.

Afinal, após ser preparador de goleiros e auxiliar-técnico, ele assumiu a função como técnico apenas em 2017. Portanto, tem apenas quatro temporadas no comando técnico, com três clubes. No caso, Ponte Preta, onde começou, Paysandu e Sampaio Corrêa, onde conseguiu o acesso à Série B em 2019, como vice. Ou seja, já conseguiu a meta desejada no Arruda, sendo algo recente, o que denota conhecimento da competição, ponto decisivo para a esta primeira escolha. A sua estreia, tendo a base do elenco que ficou em 5º lugar na última Série C, será no PE, em 24/02, diante do Vitória, em casa. O time, embora seja experiente, precisa de uma cara de “chegada”, após as refugadas nas decisões ao longo de 2020, apesar do rendimento.

Na mesma entrevista (ouça abaixo), Joaquim pontuou que o Campeonato Pernambucano será preparatório, tendo um nível de cobrança diferente desta vez – e está certo. Tanto que, a princípio, a escolha de Brigatti é pontual, realmente voltada para a terceirona, com contrato até o fim do Brasileiro de 2021. Segundo o calendário da CBF, o torneio acabará em 21/11. Então, a partir disso, a continuidade provavelmente só virá em caso de objetivo consumado, com Brigatti alimentando o seu perfil de “acesso” e com o Santa Cruz enfim tendo novos ares.

Torcedor tricolor, o que você achou da contratação de João Brigatti para o comando técnico?

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