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O zagueiro Rafael Ribeiro marcou um gol a favor e um gol contra. Fotos: Caio Falcão/Náutico.

Apesar do placar apertado, o Náutico passou sem sustos pelas quartas de final do Pernambucano. Mexendo na escalação após o revés em Salvador, com Jorge Henrique assumindo a titularidade como meia, na ausência de Jean Carlos, o timbu venceu o Central por 2 x 1 e se classificou pela 5ª vez seguida para a semifinal estadual. Em 2020, terá o Santa Cruz pela frente, num mata-mata que não acontecia há três anos no PE.

O cenário e o regulamento serão os mesmos, com jogo único na Arena Pernambuco. Espera-se mais futebol do Náutico até o clássico. Diante da patativa, num partida sem vantagem, o timbu começou tendo o total controle da bola. Chegou a ter 71% de posse, quase sempre presente no campo ofensivo, mas finalizou pouquíssimo – apenas três vezes no 1T. Na tarde toda, o trio de atacantes não esteve bem, tanto na mobilidade quanto nos arremates, com Jorge Henrique, um pouco mais atrás, tendo um desempenho melhor – inclusive no passe, com 36 certos e 7 errados, quase todos à frente. Pelo lado caruaruense, um jogo extremamente conservador, até mesmo pelo regulamento.

No 1T, o “visitante” ainda reclamou um pênalti não marcado, de Rafael Ribeiro em Leandro Costa (e achei que foi), e só adiantou a sua formação mais após sofrer o gol aos 31 minutos, com o mesmo zagueiro timbu concluindo um cruzamento de JH – pouco antes, o alvirrubro teve um gol anulado de Erick, esta marcação correta (achei um claro jogo perigoso). No 2T, logo no comecinho, o Náutico ampliou num gol contra de Gustavo Henrique, desviando o escanteio fechadinho de Jorge Henrique, o melhor do “mandante”. O confronto só não foi definido ali porque Rafael Ribeiro marcou contra aos 14, também em cobrança de escanteio. Mesmo com mudanças e passando a ter 51% de posse, o Central não teve forças para, sequer, criar uma chance efetiva. O Santa tende a dar muito mais trabalho…

Curiosidade 1
O jogo seguiu o roteiro da decisão de 2018, entre os dois times. O Náutico abriu 2 x 0 e o Central diminuiu, buscando o empate. E não conseguiu nos dois duelos. Na arquibancada, a diferença, com 42 mil torcedores na final e nenhum desta vez, devido ao protocolo de segurança contra o Covid-19

Curiosidade 2
O Clássico das Emoções ocorrerá pela 5ª vez no mata-mata desde que o sistema foi implantado no Estadual, em 2010. E o Náutico só passou 1 vez, logo no primeiro ano, na semi. Já o Santa avançou nas semifinais de 2013 e 2016 e ganhou a decisão de 3º lugar em 2017 – e ainda passou na 2ª fase da Copa do Brasil de 2019. O novo duelo será em 29/07, às 21h30, com transmissão da Globo.

Escalação do Náutico (melhor: Jorge Henrique; pior: Erick)
Jefferson; Hereda, Carlão, Rafael Ribeiro e Willian Simões; Rhaldney, Jhonnatan (Djavan, 31/2T) e Jorge Henrique (Bryan, 23/2T); Thiago (Wagninho, 43/2T), Kieza (Salatiel, 43/2T) e Erick (Júnior Brítez, 31/2T). Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Escalação do Central (melhor: Doda; piores: 1 Gustavo, 2 Soares e 3 Robinho)
Jeferson; Polegar, Felipe Costa, Janelson e Evandro; Janderson Maia (Idevam, 36/2T), Gustavo Henrique (Fernando Pires, 26/2T) e Doda; Leandro Costa, Soares (Robinho, 26/2T) e Adailson (Caíque, 26/2T). Técnico: Silvio Criciúma

Histórico geral de Náutico x Central (todos os mandos)
268 jogos
148 vitórias alvirrubras (55,2%)
72 empates (26,8%)
48 vitórias alvinegras (17,9%)

Náutico no Estadual na era do mata-mata
2010 – Final (vice)
2011 – Semifinal (3º lugar)
2012 – Semifinal (4º lugar)
2013 – Semifinal (3º lugar)
2014 – Final (vice)
2015 – 1ª Fase (6º lugar)
2016 – Semifinal (3º lugar)
2017 – Semifinal (4º lugar)
2018 – Final (campeão)
2019 – Final (vice)
2020 – Semifinal (a disputar, vs Santa Cruz), passou com 5V, 3E e 2D
Desempenho (16 duelos; 50% de aproveitamento): 8 classificações e 8 eliminações

A análise do Podcast 45 Minutos (Clauber Santana, João de Andrade e Lucas Liausu):


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