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Jefferson festeja a defesa na disputa de pênaltis. Encaixou a bola. Fotos: Léo Lemos/Náutico.

Mais uma vez nos pênaltis. Mais uma vez na barra da sede. Mais uma vez com Jefferson pegando pênalti. Mais uma vez com Matheus Carvalho convertendo a última cobrança. Numa noite de altos e baixos, o Náutico venceu o Juventude por 2 x 1, devolvendo o placar de Caxias do Sul, e garantiu nos pênaltis a classificação à final da Série C. O timbu vai pelo título inédito.

O jogo no domingo, mantido após uma luta do clube na justiça, teve dois tempos completamente distintos. No 1T, uma atuação segura do alvirrubro, com domínio absoluto no ataque – teve 7 x 1 em finalizações, entre certas e erradas. E a vantagem parecia encaminhar uma classificação no tempo normal. O time pernambucano foi ao intervalo com dois gols no marcador, em duas cabeçadas de Álvaro, em cruzamentos de Hereda (16 min) e Jean Carlos (31 min). O atacante, escalado na ponta esquerda, vem brilhando nesta reta final do Brasileiro. Antes, já havia marcado contra o Paysandu, nas quartas, e contra o próprio time gaúcho, na ida da semifinal.

No 2T, porém, a mudança de postura, de ambas as equipes, foi clara. No Náutico, a entrada de Maylson no lugar de Jean Carlos não funcionou. O time perdeu a mobilidade e a retenção de bola não foi suficiente para conter o adversário, que guardou o gás. Mesmo em “fim de feira”, já sem o técnico Marquinhos Santos, emprestado (isso mesmo) à Chapecoense, e sem o meia Renato Cajá, o Juventude se encontrou na partida e criou boas chances, sobretudo após a entrada de Breno – na segunda metade, o scout de chutes foi 9 x 6 pró-Juventude.

Na reta final, já aos 33 minutos, em outra bola aérea, Genilson diminuiu de cabeça, definindo o placar, idêntico ao da semana anterior. O resultado encaminhou a 4ª disputa de pênaltis da equipe neste ano – agora, com 2 classificações e 2 eliminações. Nesta, Álvaro ainda deu um susto ao bater pra fora, logo após a defesa de Jefferson no chute de Denner. Contudo, Dalberto também isolou e deu a chance a Matheus Carvalho, que fechou a série.

Pelo título inédito
Classificado, o Náutico vai em busca do título da terceirona de 2019. No caso, esta seria a primeira conquista nacional do clube de Rosa e Silva. Vice-campeão da Taça Brasil em 1967, hoje com peso da Série A, e da Série B em 1988 e 2011, o alvirrubro chega em boas condições. Na decisão contra o Sampaio Corrêa, com ida no Recife (29/09) e volta em São Luís (06/10), o time terá um adversário conhecido na temporada. Em três jogos em 2019, foram três vitórias alvirrubras.

As campanhas gerais na Série C (após 22 jogos)*
1º) 41 pts – Sampaio (12V, 5E e 5D; 28 GP e 21 GC)
2º) 38 pts – Náutico (11V, 5E e 6D; 29 GP e 23 GC)
* A pontuação geral definiu o mando de campo na volta da decisão

Escalação do Náutico (melhores: 1 Alvaro, 2 Jean Carlos; pior: Maylson)
Jefferson; Hereda, Rafael Ribeiro, Diego e Willian Simões; Josa, Jean Carlos (Mayson, intervalo) e Jhonnatan (Jefferson Nem, 41/2T) ; Matheus Carvalho, Wallace PE (Jiménez, 26/2T) e Álvaro. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Escalação do Juventude (melhor: Breno; pior: Poveda)
Marcelo Carné; Vidal, Genilson, Sidimar e Eltinho; João Paulo, John Lennon, Rafael Bastos (Braian Rodriguez, 29/2T) e Aprile (Denner, 23/2T); Gabriel Poveda (Breno, 12/2T) e Dalberto. Técnico: Fahel

Histórico de Náutico x Juventude (todos os mandos)
6 jogos
2 vitórias pernambucanas (33,3%)
3 empates (50,0%)
1 vitória gaúcha (16,6%)

Os 5 maiores públicos dos Aflitos após a reabertura em 12/2018
1º) 17.357 – Náutico 1 x 0 Newell’s Old Boys (16/12/2018, amistoso)
2º) 16.662 – Náutico (5) 2 x 2 (3) Paysandu (08/09/2019, Série C)
3º) 14.211 – Náutico 0 x 1 Sport (14/04/2019, Estadual)
4º) 13.084 – Náutico (4) 2 x 1 (3) Juventude (22/09/2019, Série C)
5º) 11.962 – Náutico 2 x 0 Afogados (03/04/2019, Estadual)

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Clauber Santana e João de Andrade):


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