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Jean Carlos fez uma boa partida, saindo apenas nos acréscimos. Foto: Márcio Cunha/Chapecoense.

Antes de começar a partida na Arena Condá, 29 pontos separavam Chapecoense e Náutico na classificação da Série B. A diferença entre o líder, virtualmente assegurado na elite, e o 18º colocado, dentro do Z4 e com chance de rebaixamento chegando a 71%. Ou seja, diferença técnica, tática e psicológica. Para o timbu, neste cenário improvável, era importante se organizar para a sequência final. Era preciso voltar de Santa Catarina com a confiança restabelecida.

Pelo desempenho, acho que foi além do esperado. O empate em 0 x 0 manteve a diferença na pontuação (58 x 29), mas não refletiu, em nenhum momento, nos dois times em campo. No 1T, um bom jogo, com chances claras para ambas as equipes, com João Ricardo (Chape) e Anderson (Timbu) praticando boas defesas. No 2T, a partida caiu bastante, com muita marcação e pouca objetividade. Para o visitante, apesar do bom futebol na primeira etapa, pareceu interessante o andamento na etapa complementar, valorizando bastante o pontinho.

E o Náutico, lembrando, atuou sem Kieza e Ronaldo Alves, machucados – o zagueiro acabou vetado de última hora. Ao final da partida, números que ilustram o jogo em Santa Catarina como favorável no viés pernambucano. O scout de finalizações, entre tentativas certas e erradas, foi bem equilibrado, mas com o Náutico à frente, 15 x 14. Nas tentativas na barra, 7 x 3 para o Náutico, sobretudo em arremates de fora da área – teve uma grande chance na área também, com Dadá, mas o goleiro salvou. Sobre o volume ofensivo, também é necessário dizer que o time precisa “definir”, pois tem apenas 25 gols em 29 jogos (média de 0,86).

Após dois empates fora de casa, o Náutico volta ao Recife para uma sequência decisiva no campeonato. Nas 9 rodadas restantes, serão 6 jogos nos Aflitos (Sampaio Corrêa 30ª, Cuiabá 31ª, Paraná 33ª, América-MG 34ª, Oeste 36ª e CSA 38ª) e apenas 3 fora de casa (Confiança 32ª, Ponte Preta 35ª e Cruzeiro 37ª). Embora o desempenho nos Aflitos ainda seja aquém do histórico, é inegável que a relação casa/fora tende a ser vital numa possível permanência.

Náutico em 29 rodadas na Série B de 2020
Mandante (13 jogos, 19 pts e 48.7%): 4V, 7E e 2D
Visitante (16 jogos, 10 pts e 20.8%): 2V, 4E e 10D

Escalação da Chapecoense (melhores: João Ricardo e Ronei)
João Ricardo, Matheus Ribeiro, Joílson, Derlan e Alan Ruschel; Willian Oliveira, Ronei e Denner (Mike, 13/2T); Anselmo Ramon (Foguinho, 37/2T), Aylon (Roberto, 13/2T) Paulinho Moccelin (Perotti, 37/2T). Técnico: Umberto Louzer

Escalação do Náutico (melhores: Anderson, Jean Carlos e Djavan)
Anderson; Hereda, Rafael Ribeiro, Camutanga e Kevyn; Djavan, Jhonnatan (Erick, 12/2T), Rhaldney (Renan Foguinho, 36/2T) e Jean Carlos (Ruy, 46/2T); Dadá Belmonte (Jorge Henrique, 36/2T) e Paiva. Técnico: Hélio dos Anjos

Histórico de confrontos, ambos nesta Série B (2E)
18/09/2020 – Náutico 1 x 1 Chapecoense (Aflitos)
16/12/2020 – Chapecoense 0 x 0 Náutico (Arena Condá)

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, João de Andrade e Lucas Liausu):


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