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O ranking de acessos à primeira divisão nacional, de 1980 até 2019.

A Sport venceu a Ponte Preta e garantiu o 6º acesso na história do clube, todos da segunda para a primeira divisão. Com as mudanças na estrutura do futebol brasileiro, é preciso detalhar este cenário.

O sistema de acesso e descenso como conhecemos hoje em dia, com mudanças de divisão na edição seguinte, começou em 1988. Entre 1980 e 1986, época na qual as vagas eram obtidas nos campeonatos estaduais, a competição era bem inchada, com mais de 40 participantes, e o “acesso” podia acontecer na mesma temporada! E assim foi o Sport logo em sua primeira participação, quando o clube chegou a ganhar uma taça (apenas pela vaga, não pelo título). Abaixo, relembre todas as classificações leoninas, três delas na Ilha.

Desde 1980, este foi o 6º acesso da história do Sport, o 15º de Pernambuco e o 34º do Nordeste. Considerando apenas o período a partir de 1988, com o sistema tradicional, foi o 5º do leão, o 12º do estado e o 28º da região. Já na era dos pontos corridos, foi o 4º do clube rubro-negro, o 7º do futebol pernambucano e o 17º entre os nordestinos. Escolha o recorte.

1980 (22º lugar; 9 jogos, 6V, 3E e 0D)
Na segunda divisão de 1980, chamada de “Taça de Prata”, o Sport terminou invicto. Mesmo liderando o seu grupo tanto na 1ª fase e se classificando na 2ª, a colocação foi ruim. Estranho, não? Pois era o sistema da época, com o acesso no mesmo ano. Naquele ano, os líderes dos oito grupos da primeira etapa disputaram um mata-mata valendo um lugar na “Taça de Ouro” – e o leão eliminou a Anapolina-GO (1 x 1 e 3 x 0). Já os eliminados disputaram o título da B (deu Londrina).

Jogo do acesso (Ilha do Retiro, 22.648 pessoas)
30/03/1980 – Sport 3 x 0 Anapolina (gols de Didi Duarte, Merica e Roberto)

1990 (campeão; 24 jogos, 7V, 15E e 2D)
Sport e Guarani viveram vários momentos decisivos nos anos 80 e 90, como na decisão do Brasileiro, os duelos na Libertadores e na Copa do Brasil e um emblemático jogo valendo o acesso, na 3ª fase da Série B de 1990. Na última rodada, no Brinco de Ouro, o leão jogava pelo empate para avançar à final – apenas o campeão e o vice subiriam. O bugre abriu o placar no primeiro tempo, com o leão reagindo só aos 27 da segunda etapa, com o centroavante Sérgio Alves pegando um rebote. Depois, já classificado, ganhou o título em cima do Athletico-PR com dois empates.

Jogo do acesso (Brinco de Ouro)
09/12/1990 – Guarani 1 x 1 Sport (gol de Sérgio Alves)

2006 (vice; 38 jogos, 18V, 10E e 10D)
O sistema de pontos corridos foi implantado na Série B três anos depois da Série A, mas já com o formato definitivo, com 20 clubes. Após dois anos de sufoco, escapando da C, o rubro-negro fez uma campanha segura – foram 4 vitórias nas 4 primeiras rodadas. O início da geração “Magrão e Durval” terminou com a segunda colocação, com o acesso duplo do futebol pernambucano – o Náutico fez os mesmos 64 pontos, com o leão à frente no saldo (21 x 16). O Galo foi o campeão.

Jogo do acesso (Ilha do Retiro, 24.915 pessoas)
10/11/2006 – Sport 3 x 0 Brasiliense (gols de Adriano Magrão, Marco Antônio e Ticão)

2011 (4º lugar; 38 jogos, 17V, 10E e 11D)
O acesso em 2011 foi o mais emocionante da história do Sport – comparável a 1990, mas tendo como diferencial a transmissão na tevê aberta para todo o estado. Após uma campanha de altos e baixos, o rubro-negro contou com uma senhora ajuda dos rivais na penúltima rodada, com as derrotas de Vitória (levou virada aos 43 e 48 do 2T) e de Bragantino, em casa. Assim, o time passou a depender das próprias forças no Serra Dourada – com milhares de leoninos presentes. Só que o toró tornou o jogo dramático, até o cruzamento de Marcelinho Paraíba para Bruno Mineiro.

Jogo do acesso (Serra Dourada)
25/11/2011 – Vila Nova 0 x 1 Sport (gol de Bruno Mineiro)

2013 (3º lugar; 38 jogos, 20V, 3E e 15D)
O Sport vinha de três vice-campeonatos estaduais seguidos diante do Santa. Além disso, a Série B teria um peso pesado, o Palmeiras. Era preciso juntar logo os cacos para voltar à elite na primeira tentativa – o time havia caído em 2012. Numa campanha de “8 ou 80”, o Sport oscilou entre vitórias e derrotas. Em 38 jogos foram apenas 3 empates. Em campo, a bola parada foi fortíssima, através de Marcos Aurélio (22 gols ao todo) e um reforço essencial na reta final, Neto Baiano .

Jogo do acesso (Dilzon Melo)
23/11/2013 – Boa Esporte 2 x 3 Sport (gols de Marcos Aurélio 2x e Neto Baiano)

2019 (2º lugar; 37* jogos, 17V, 16E e 4D)
Financeiramente, nos pontos corridos, foi a pior temporada do Sport. O clube foi rebaixado justamente no primeiro ano sem a “cláusula para-quedas”, que garantia a integralidade da cota A mesmo na B. Afundado em dívidas e sem receita, o Sport surpreendeu na montagem do elenco, com uma equipe consistente sob o comando de Guto Ferreira – embora sem tanto brilho. No ataque, viu o ressurgimento de Hernane Brocador (33 anos) e a afirmação de Guilherme (24 anos).

Jogo do acesso (Ilha do Retiro)
20/11/2019 – Sport 2 x 1 Ponte Preta (2 gols de Guilherme)

1980 - Sport 3 x 0 Anapolina (acesso)

Os seis acessos nacionais do Sport (e os técnicos)
1º) 1980 – 22º lugar de 64 times; 4 vagas* (Urubatão)
2º) 1990 – 1º lugar de 24 times; 2 vagas (Roberto Brida)
3º) 2006 – 2º lugar de 20 times; 4 vagas (Givanildo Oliveira)
4º) 2011 – 4º lugar de 20 times; 4 vagas (Mazola Júnior)
5º) 2013 – 3º lugar de 20 times; 4 vagas (Geninho)
6º) 2019 – 2º lugar de 20 times; 4 vagas (Guto Ferreira)
* Num sistema diferente, jogou a B até a 2ª fase, obtendo a classificação à elite do mesmo ano

Os acessos do Nordeste ao Brasileirão*
1980 – Sport (22º) e CSA (2º)**
1981 – Bahia (9º) e Náutico (11º)**
1986 – Central (1º) e Treze (1º)***
1988 – Náutico (vice)
1990 – Sport (campeão)
1992 – Vitória (vice), Santa Cruz (4º), Fortaleza (7º) e Ceará (10º)
1996 – América-RN (vice)
1999 – Santa Cruz (vice)
2002 – Fortaleza (vice)
2004 – Fortaleza (vice)
2005 – Santa Cruz (vice)
2006 – Sport (vice), Náutico (3º) e América-RN (4º)
2007 – Vitória (4º)
2009 – Ceará (3º)
2010 – Bahia (3º)
2011 – Náutico (vice) e Sport (4º)
2012 – Vitória (4º)
2013 – Sport (3º)
2015 – Santa Cruz (vice) e Vitória (3º)
2016 – Bahia (4º)
2017 – Ceará (3º)
2018 – Fortaleza (campeão) e CSA (vice)
2019 – Sport (vice)

* De 1988 a 2005 subiram 2 times, menos em 92 (12 vagas) e 93 (sem torneio). Desde 2006, 4 vagas

** Sport (1980), Bahia (1981) e Náutico (1981) conseguiram o acesso na 2ª fase e saíram da segundona; em 1980, o CSA não conseguiu o acesso na 2ª fase e continuou na Taça de Prata até o fim, ganhando a vaga para o ano seguinte

*** A segunda divisão (“Torneio Paralelo”) teve quatro grupos, com os vencedores de cada chave subindo no mesmo ano. Não houve fase final para definição do campeão oficial

Nº de acessos à elite de 1980 a 2019 (34x); entre parênteses, o nº de participações
6x – Sport (12)
4x – Vitória (9), Fortaleza (17), Náutico (19) e Santa Cruz (20)
3x – Bahia (10) e Ceará (30)
2x – CSA (8) e América-RN (23)
1x – Treze (9) e Central (17)

Número de acessos à elite por estado (1980-2019; 34x)
15x – Pernambuco
7x – Bahia e Ceará
2x – Alagoas e Rio Grande do Norte
1x – Paraíba

Número de acessos à elite de 1988 a 2018 (28x); entre parênteses, o nº de participações*
5x – Sport (10)
4x – Vitória (7), Fortaleza (12) e Santa Cruz (18)
3x – Náutico (18) e Ceará (27)
2x – Bahia (9) e América-RN (18)
1x – CSA (5)
* Considerando o período com o sistema tradicional de acesso e descenso, desde 1988

Número de acessos à elite por estado (1988-2018; 28x)*
12x – Pernambuco
7x – Ceará
6x – Bahia
2x – Rio Grande do Norte
1x – Alagoas
* Considerando o período com o sistema tradicional de acesso e descenso, desde 1988


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