Compartilhe!

As camisas do trio com o novo patrocinador, respeitando as cores de cada. Imagem: divulgação.

Em 2022, os uniformes de Náutico, Santa Cruz e Sport vão estampar o mesmo patrocinador-master, num movimento de mercado raríssimo no Recife. Desde que os patrocínios foram liberados nas camisas dos clubes brasileiros, na década de 1980, esta será apenas a 4ª vez que uma marca ocupa a parte frontal do trio de ferro de forma simultânea – relembre as camisas abaixo.

Quebrando um hiato de 23 anos, a casa de apostas Betnacional conseguiu firmar acordos com os três clubes, com o rubro-negro sendo o último a assinar, apenas em 29 de dezembro – a previsão é de dois anos no Náutico, um ano no Santa e um ano no Sport, até 12/2022. Ao todo, foram três meses de negociações com os clubes, mas isso não ocorreu “em bloco”, apesar da singularidade na divulgação da empresa. Por sinal, o leão já havia contado com uma casa de apostas no espaço mais nobre da camisa. A Galera Bet era a patrocinadora-master desde setembro de 2020, valendo até o fim da Série A de 2021. O Náutico também teve uma marca deste segmento durante a Série B, com a Jogue Fácil, cujo acordo foi firmado em março.

Na reta final deste ano, considerando as partidas oficiais, só o Santa Cruz não tinha um patrocinador-master, embora também tenha estampado um site de apostas na camisa, mas na barra inferior, com a Esportes da Sorte. Antes disso, aí sim no espaço nobre do padrão coral, o clube teve Infinity Bet em 2019 e Estadium Bet em 2020 – esta última marca também chegou a ter um contrato de naming rigths para o Campeonato Pernambucano de 2020.

Essa quantidade de sites de apostas com interesse de exposição no futebol, indo bem além de PE, é algo recente no país. Apenas três anos. Em 12 de dezembro de 2018, o governo federal, através de Michel Temer, promulgou a lei 13.756/18, liberando as apostas esportivas de cotas fixas no Brasil. No caso, com o apostador já tendo a definição do quanto pode ganhar na efetivação da aposta. No futebol, foi imediato o impacto da polêmica decisão na ocasião, com a chegada de empresas investindo pesado no patrocínio de clubes e competições. A Copa do Nordeste, para citar outro exemplo, já passou de Bodog (2019) para Sporting Bet (2020).

Em relação aos valores do trio, os números não foram divulgados, mas não são idênticos, pesando também a divisão nacional de cada um no contrato, com a influência no número de jogos e a exposição na tevê. Enquanto Náutico e Sport jogarão 38 vezes na Série B, com transmissão completa no Premiere, além de jogos pontuais na Globo (tv aberta) e no SporTV (tv paga), o Santa Cruz jogará de 14 a 24 jogos na Série D, cujo pacote de transmissões poderá ficar restrito ao streaming e à TV Brasil (tv aberta). Segundo o orçamento alvirrubro para 2022, a previsão com patrocínios (ou seja, não só com a Betnacional) é de R$ 2,6 milhões. No Sport, o clube espera ter o “maior valor com patrocínios dos últimos anos”. De 2018 pra cá, o maior dado acumulado, segundo o balanço do clube, foi de R$ 7,6 mi em 2020, na Série A. A conferir.

Leia mais sobre o assunto
Ceará e Fortaleza firmam patrocínio mais longo do Nordeste: 5 anos. Nova realidade?

As camisas mais “parecidas” na história do Recife
Antes da Betnacional, os principais patrocínios simultâneos nos grandes clubes pernambucanos foram com Banorte (anos 80/90), Coca-Cola (1993/1994) e Excelsior Seguros (1998/1999). Ainda ocorreram patrocínios simultâneos em espaços distintos (um clube na manga, outro no calção, outro na barra inferior da camisa etc), como Lemonk Bank, Shineray, Prefeitura do Recife e Minasgás, o último, em 2008. Na ocasião, a Minasgás foi o master do Santa e apareceu na barra inferior de Náutico e Sport. A seguir, os últimos patrocínios triplos considerando a área mais nobre dos uniformes do trio de ferro da capital pernambucana. Cronologia em ordem decrescente, até a exposição das primeiras marcas, há quase 40 anos…

O último patrocínio-master em conjunto no Recife havia sido em 1999, com a Excelsior Seguros.

No início dos anos 90, a Coca-Cola dominou o mercado nacional e também esteve no trio em 93/94.

Em Pernambuco, a 1ª adesão em bloco de patrocínios foi com o extinto Banorte, nos anos 80/90.


Compartilhe!