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O mapa de calor com a origem dos atletas no Brasil, sendo 347.487 homens e 12.804 mulheres.

Numa enorme pirâmide, o futebol brasileiro é composto por 360.291 atletas, entre amadores e profissionais registrados e entre jogadores em atividade ou não. Deste total, 88 mil são profissionais, o que corresponde a 24,4% do montante. Afunilando ainda mais, apenas 11,6 mil tiveram contratos ativos na temporada, ou 3,2% do total. Em relação aos vencimentos, considerando salários muito acima da faixa, cerca de 350 ganham mais de R$ 50 mil mensais – ou 0,09%. Lá no topo, com salários acima de R$ 500 mil, apenas 13 jogadores. Ou 0,003% de todos os jogadores do país.

É o que aponta o estudo da auditoria Ernst & Young (EY), encomendado pela CBF, com dados trabalhados a partir do cenário de 2018, período no qual o futebol brasileiro movimentou R$ 52,9 bilhões – ou 0,72% do PIB. Com 39 páginas, o relatório tem o pilar esportivo dividido em quatro assuntos (clubes, atletas, torneios e infraestrutura). Aqui, abordo atletas e clubes.

Faixa salarial dos jogadores (entre os 11 mil com contratos ativos)*
55% – Até R$ 1 mil
33% – De R$ 1.001 a R$ 5.000
5% – De R$ 5.001 a R$ 10.000
4% – De R$ 10.001 e R$ 50.000
1% – De R$ 50.001 a R$ 100.000
1% – De R$ 100.001 a R$ 200.000
1% – De R$ 200.001 a R$ 500.000
0,1% – Acima de R$ 500 mil
* Contratos ativos até 15 de março de 2019

Média salarial por região (entre os 11 mil com contratos ativos)*
R$ 15,0 mil – Sudeste
R$ 9,9 mil – Sul
R$ 4,0 mil – Nordeste
R$ 2,8 mil – Centro-Oeste
R$ 1,2 mil – Norte
* Contratos ativos até 15 de março de 2019

Segundo o estudo, o total de gasto em salários com jogadores na temporada analisada chegou a R$ 1 bilhão. Entretanto, com 80% deste valor concentrado em apenas 7% de todos os atletas. No âmbito profissional, com 11.551 homens e apenas 132 mulheres (11.683 ao todo), a verdadeira realidade é a do salário mínimo, com 55% dos jogadores recebendo até R$ 1 mil.

Esta a análise considera o contrato baseado na CLT dos atletas. Ou seja, não foram considerados os valores sobre “direito de imagem”, que em alguns casos chega a 40% da receita mensal – mas com apuração mais complicada. Então, possivelmente esta segunda vertente salarial aumentaria ainda mais a disparidade entre a base e o topo da pirâmide.

A origem dos atletas profissionais por região
39% – Sudeste
21% – Nordeste
20% – Sul
11% – Centro-Oeste
9% – Norte

Considerando todos os atletas (gráfico no alto), a concentração da origem está na costa do Nordeste, na região Sul e nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. No geral, o Nordeste representa 1/5 dos jogadores, deixando o claro o tamanho da mão de obra nesta área, que poderia ser mais aproveitada pelos times da região.

Em relação aos atletas da base, dos 12 aos 20 anos, esta fatia representa 29% do bolo – neste caso, a profissionalização só é permitida a partir dos 16 anos, apesar da contagem absoluta. Por outro lado, 24 mil pessoas (6,6%) seguem jogando bola mesmo passando dos 40 anos. A maioria em clubes amadores – até porque apenas 905 têm contrativos ativos.

Todos esses jogadores estão espalhados em 7.020 clubes, dos quais 1.430 ativos, sendo 874 profissionais e 556 amadores, tendo como critério o registro na CBF entre 2015 e 2018. Considerando os ativos, 1.347 possuem modelo associativo (como Náutico, Santa Cruz e Sport, por exemplo) e 88 são geridos por empresas (caso do Retrô, recém-criado em Pernambuco).

Os clubes registrados estão espalhados em 1.499 municípios, o que corresponde a 26,9% das 5.570 cidades brasileiras. Por região, a divisão de equipes cadastradas é a seguinte: 38% no Sudeste, 26% no Sul, 14% no Norte, 13% no Nordeste e 9% no Centro-Oeste. No âmbito do profissionalismo são 825 municípios contemplados, alcançando 134 milhões de habitantes.

Todos esses atletas e clubes foram responsável por 19 mil jogos em 2018, com média acima de 50 por dia e 29 mil horas de futebol, entre torneios amadores e profissionais. É o raio x.

Confira o estudo completo sobre o “Impacto do Futebol Brasileiro” clicando aqui.


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