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Os dez clubes do NE que somaram mais pontos em toda a história. O Ceará subiu uma posição.

Ao longo de 63 anos (e 65 edições), 42 clubes do Nordeste já participaram do Campeonato Brasileiro, quatro deles na última competição. O período desde 1959 considera a unificação oficializada pela CBF em 2010. Assim, temos a Série A (1971-2021), a Taça Brasil (1959-1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967-1970), todos em formatos distintos. Em termos de competitividade, a participação do NE variou bastante, com números mais consistentes na primeira década.

Ao todo, 15 clubes da região já terminaram entre os 10 primeiros colocados. Só o estado do Rio Grande Norte ainda não emplacou uma classificação do tipo. Já foram 70 campanhas neste contexto, sendo que em 20 delas os times ficaram no “G4”. No auge, três títulos nacionais e seis vices. E a edição de 2021 teve uma atualização bem importante, com o Fortaleza alcançando o 4º lugar nos pontos corridos, algo inédito na região – a última posição neste patamar havia sido há 22 anos, com o Vitória em 1999. Em termos de pontuação, porém, a principal mudança no ranking após o encerramento do último Brasileirão foi com o arquirrival – abaixo, você confere as listas de colocações e pontos dos nordestinos.

Ao somar 50 pontos, acabando em 11º lugar no BR, o Ceará ultrapassou o Santa Cruz e assumiu a 5ª posição do NE, tanto no cenário unificado quanto no recorte da “Série A”. Para subir mais um degrau, agora o vozão terá que tirar 123 pontos em relação ao Náutico. Já o Fortaleza, o maior pontuador da temporada, com 58 pontos, segue fechando o G7 histórico, mas agora a 66 pontos do Santa. Enquanto o tricolor cearense vai para o 4º ano seguido na 1ª divisão, o tricolor pernambucano voltou à 4ª divisão. Outra mudança interessante no ranking foi na aba dos pontos corridos, o formato atual. O Sport passou o Vitória e assumiu a liderança do Nordeste – o Bahia, lembrando, segue isolado no recorte absoluto. O curioso é que o pódio histórico entre os nordestinos (Bahia, Sport e Vitória) não disputará a próxima edição.

Para uniformizar o ranking, com cinco cenários, a vitória vale três pontos em todos os jogos – no futebol do país, oficialmente, esta contagem começou em 1995. Já na lista de colocações, vale a melhor. Em caso de empate, mais campanhas naquela posição final e assim por diante.

Nordestinos na elite em 2022: Ceará e Fortaleza.

BRASILEIRÃO UNIFICADO (1959-2021; 65 edições)
A unificação ocorreu em 22 de dezembro de 2010, após a aprovação por parte da CBF de um estudo produzido pelo jornalista Odir Cunha. Assim, o Bahia tornou-se, de fato e de direito, bicampeão brasileiro – além do status de primeiro campeão nacional no país, em 1959. O tricolor soteropolitano ainda foi vice outras duas vezes, diante do Santos, obtendo os melhores resultados da região. No entanto, somando todas as colocações no “top ten”, o clube segue com uma campanha a menos que o Sport, que desempatou ao emplacar a 14ª em 2015, terminando aquela Série A em 6º lugar. Dominando o cenário pernambucano na década de 1960, o Náutico somou mais seis campanhas no período (incluindo cinco no G4!), ocupando o 4º lugar geral.

As 70 campanhas do NE entre os 10 primeiros (era unificada):
1º) Bahia (13x) – 1º (59/88), 2º (61/63), 4º (90), 5º (60/68/86), 7º (78/94), 8º (76/01) e 10º (62)
2º) Sport (14x) – 1º (87), 4º (62), 5º (59/63/85/00), 6º (15), 7º (88/98), 8º (78/83), 9º (82) e 10º (81/96)
3º) Fortaleza (6x) – 2º (60/68), 4º (21), 6º (61/65) e 9º (19)
4º) Náutico (7x) – 2º (67), 3º (65/66), 4º (61/68), 6º (84) e 7º (64)
5º) Vitória (11x) – 2º (93), 3º (99), 5º (13) 7º (66), 8º (65/74/79), 9º (97) e 10º (73/02/08)
6º) Ceará (5x) – 3º (64), 7º (59/62/85) e 8º (63)
7º) Santa Cruz (4x) – 4º (60/75), 5º (78) e 10º (77)
8º) Campinense (2x) – 5º (62) e 10º (61)
9º) Fluminense de Feira (1x) – 6º (64)
10º) América-CE (1x) – 7º (67)
11º) Moto Club (2x) – 8º (68) e 9º (60)
12º) Treze (1x) – 8º (67)
13º) Confiança (1x) – 9º (64)
14º) Capelense (1x) – 10º (60)
14º) Piauí (1x) – 10º (68)

SÉRIE A (1971-2021; 51 edições)
O Campeonato Brasileiro, com esta denominação mais popular, foi iniciado em 1971, com 20 clubes, sendo quatro da região: Bahia, Ceará, Santa Cruz e Sport. A partir dali, foram 32 regulamentos diferentes até 2002. No ano seguinte foi implantado o sistema de pontos corridos. Em termos de resultados, há de se destacar o fim da década de 1980, quando Recife e Salvador festejaram a “taça das bolinhas”, o troféu mais conhecido, com o Sport em 1987 e o Bahia em 1988. Abordando outros clubes, destaque para o vice do Vitória em 1993 e para as campanhas de Santa e Fortaleza em 1975 e 2021, respectivamente, com a 4ª colocação geral. Desde 1988 há acesso e descenso, período no qual apenas nove times conseguiram disputar a elite (Vitória 24x, Sport 24x, Bahia 23x, Náutico 11x, Ceará 8x, Fortaleza 8x, Santa 6x, América-RN 3x e CSA 1x).

As 34 campanhas do NE entre os 10 primeiros (Série A):
1º) Bahia (7x) – 1º (88), 4º (90), 5º (86), 7º (78/94) e 8º (76/01)
2º) Sport (11x) – 1º (87), 5º (85/00), 6º (15), 7º (88/98), 8º (78/83), 9º (82) e 10º (81/96)
3º) Vitória (9x) – 2º (93), 3º (99), 5º (13) 8º (74/79), 9º (97) e 10º (73/02/08)
4º) Santa Cruz (3x) – 4º (75), 5º (78) e 10º (77)
5º) Fortaleza (2x) – 4º (21) e 9º (19)
6º) Náutico (1x) – 6º (84)
7º) Ceará (1x) – 7º (85)

A seguir, o ranking histórico dos clubes do Nordeste no Brasileirão, de 1959 a 2021, com cinco recortes possíveis: período unificado, Série A, Taça Brasil, Robertão e pontos corridos, que não foi um campeonato à parte, mas sim o sistema atual, em vigor desde 2003.

Obs. Caso o leitor queira uma estatística ordenada sobre cada coluna do quadro, basta clicar na setinha no tópico das colunas, tanto para cima (+) ou para baixo (-). Basta escolher.


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