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Acima, os clubes a partir de 40 títulos estaduais, com a lista ganhando dois nomes em 2021.

A temporada de “2021” acabou em 30 de dezembro, com a decisão do Campeonato Tocantinense. Com apenas nove dias de diferença, em 8 de janeiro, o início da temporada de “2022”, com a primeira rodada do Campeonato Cearense. Neste intervalo, então, a atualização do ranking com os maiores vencedores da história dos campeonatos estaduais do Brasil.

Em 120 temporadas de bola rolando nos campeonatos locais, tendo como base as rivalidades nas capitais, foram 2.647 títulos computados em 2.574 edições somando todos os estados. Entre os grandes campeões, 77 clubes ganharam ao menos dez títulos, com duas novidades no último ano, o Brasiliense (DF) e o Cuiabá (MT) – abaixo, confira o ranking completo neste recorte.

O maior vencedor é, há bastante tempo, o ABC. Apesar do vice em 2021, segue sendo o único acima de 50 taças. Na verdade, soma 56 títulos estaduais em 102 edições (54,9%), sendo também o maior vencedor de um mesmo torneio no mundo – com um troféu a mais que o Rangers da Escócia, que voltou a conquistar o campeonato nacional após dez anos. Enquanto isso, existem cenários estaduais bem polarizados, com Pará (Paysandu 49 x 46 Remo) e Ceará (Ceará 45 x 44 Fortaleza) sendo imbatíveis neste quesito. A lista a seguir conta com três pernambucanos: Sport 42 vezes (um dos 13 clubes no patamar pós-40 taças), Santa 29 vezes (a uma taça de mudar de patamar) e Náutico 23 vezes (o atual campeão estadual).

O primeiro campeonato e as mudanças do mapa
Esse levantamento parte de 1902, quando a Liga Paulista de Foot-Ball organizou a primeira edição do Paulistão, com 21 jogos. A taça ficou com o São Paulo Athletic, do introdutor do futebol no país, Charles Miller. Curiosamente, ele também foi o artilheiro, com 10 gols. Desde então, o mapa futebolístico mudou bastante, com o último ajuste em 1988, na criação do Tocantins – lá, o torneio começou em 1989, sendo profissionalizado em 1993. Neste histórico, o blog contabilizou desmembramentos estaduais, caso do Mato Grosso em 1979 (com MT e MS), e fusões, como o Rio de Janeiro atual. Até 1978 eram dois estados, o Rio de Janeiro sem a cidade do Rio, com o “Campeonato Fluminense”, e a Guanabara, só com a cidade do Rio, com o “Campeonato Carioca”. Por fim, também entraram “campeonatos extras”, como o Carioca de 1979 (o Fla ganhou os dois torneios daquele ano!) e os “supercampeonatos” em 2002, com os grandes de SP, MG e PR disputando um torneio local à parte após as extintas copas regionais (Rio-SP e Sul-Minas).

87 anos depois, a oficialização de dois títulos paulistas
Sobre o levantamento geral, a diferença de “73” entre edições e títulos é justificada por nuances históricas como dois campeões num mesmo torneio (ou quatro, caso do Cearense de 1992) e também pela disputa de dois campeonatos num mesmo ano. E foi algo bem comum nos primórdios do futebol no Brasil, com entidades distintas organizando competições paralelas. Por este motivo, surgiram dois novos campeões em São Paulo, quase nove décadas depois – e ambos os anos já contavam com vencedores oficial. Portanto, a pesquisa foi alimentada com as conquistas do Albion em 1933 e do Juventus em 1934, após o reconhecimento da FPF em 23 de setembro.

Valem os títulos da era amadora e da era profissional
Em todos os estados foram somados os períodos amador e profissional dos respectivos campeonatos oficiais. A ressalva é necessária porque na década de 1930, durante a transição do modelo, foram realizados torneios paralelos com chancela oficial, no Rio e em São Paulo. Se em Pernambuco a transição ocorreu de forma pacífica, em 1937, em Roraima a competição só foi profissionalizada em 1995, com três participantes, sendo a última de acordo com a CBF. Contudo, o campeonato já era organizado pela federação rio-branquense desde 1946, com os mesmos filiados.

A seguir, os maiores campeões estaduais a partir de 10 taças (e o ano do último título):

+50 títulos estaduais (1 clube)
1º) ABC-RN – 56 títulos (2020)

De 40 a 49 títulos estaduais (12 clubes)
2º) Bahia-BA – 49 títulos (2020)
2º) Paysandu-PA – 49 títulos (2021)
4º) Rio Branco-AC – 47 títulos (2021)
4º) Remo-PA – 46 títulos (2019)
4º) Atlético-MG – 46 títulos (2021)
7º) Internacional-RS – 45 títulos (2016)
7º) Ceará-CE – 45 títulos (2018)
9º) Fortaleza-CE – 44 títulos (2021)
10º) Nacional-AM – 43 títulos (2015)
11º) Sport-PE – 42 títulos (2019)
12º) CSA-AL – 40 títulos (2021)
12º) Grêmio-RS – 40 títulos (2021)

De 30 a 39 títulos estaduais (12 clubes)
14º) Cruzeiro-MG – 39 títulos (2019)*
15º) Coritiba-PR – 38 títulos (2017)
16º) Rio Branco-ES – 37 títulos (2015)
16º) Flamengo-RJ – 37 títulos (2021)
18º) América-RN – 36 títulos (2019)
18º) Sergipe-SE – 36 títulos (2021)
20º) Sampaio Corrêa-MA – 35 títulos (2021)
21º) Fluminense-RJ – 31 títulos (2012)
21º) River-PI – 31 títulos (2019)
21º) CRB-AL – 31 títulos (2020)
24º) Corinthians – 30 títulos (2019)
24º) Botafogo-PB – 30 títulos (2019)

De 20 a 29 títulos estaduais (16 clubes)
26º) Santa Cruz-PE – 29 títulos (2016)
26º) Vitória-BA – 29 títulos (2017)
28º) Goiás-GO – 28 títulos (2018)
29º) Baré-RR – 27 títulos (2010)
30º) Moto Club-MA – 26 títulos (2018)
30º) Athletico-PR – 26 títulos (2020)*
32º) Mixto-MT – 24 títulos (2008)
32º) Vasco-RJ – 24 títulos (2016)
34º) Atlético-RR – 23 títulos (2009)
34º) Palmeiras-SP – 23 títulos (2020)
34º) Náutico-PE – 23 títulos (2021)
34º) São Paulo-SP – 23 títulos (2021)*
38º) Santos-SP – 22 títulos (2016)
38º) Confiança-SE – 22 títulos (2020)
38º) Campinense-PB – 22 títulos (2021)
41º) Botafogo-RJ – 21 títulos (2018)

De 10 a 19 títulos estaduais (36 clubes)
42º) Desportiva-ES – 18 títulos (2016)
42º) Figueirense-SC – 18 títulos (2018)
42º) Avaí-SC – 18 títulos (2021)
45º) Ferroviário-RO – 17 títulos (1989)
45º) Macapá-AP – 17 títulos (1991)
45º) Rio Negro-AM – 17 títulos (2001)
45º) Flamengo-PI – 17 títulos (2009)
49º) América-MG – 16 títulos (2016)
49º) Treze-PB – 16 títulos (2020)
51º) Vila Nova-GO – 15 títulos (2005)
51º) Maranhão-MA – 15 títulos (2013)
51º) Operário-MS – 15 títulos (2018)**
51º) Atlético-GO – 15 títulos (2020)
55º) Goiânia-GO – 14 títulos (1974)
55º) Juventus-AC – 14 títulos (2009)
57º) Operário-MT – 13 títulos (2002)
57º) Gama-DF – 13 títulos (2020)
59º) Joinville-SC – 12 títulos (2001)
59º) Parnahyba-PI – 12 títulos (2013)
59º) São Raimundo-RR – 12 títulos (2021)
62º) Paulistano-SP – 11 títulos (1929)
62º) Botafogo-PI – 11 títulos (1957)
62º) Independência-AC – 11 títulos (1998)
65º) Cabo Branco-PB – 10 títulos (1934)
65º) Ypiranga-BA – 10 títulos (1951)
65º) Moto Clube-RO – 10 títulos (1981)
65º) Flamengo-RO – 10 títulos (1985)
65º) Tuna Luso-PA – 10 títulos (1988)
65º) Amapá-AP – 10 títulos (1990)
65º) Itabaiana-SE – 10 títulos (2012)
65º) Criciúma-SC – 10 títulos (2013)
65º) Comercial-MS – 10 títulos (2015)***
65º) Vitória-ES – 10 títulos (2019)
65º) Ypiranga-AP – 10 títulos (2020)
65º) Brasiliense-DF – 10 títulos (2021)
65º) Cuiabá-MT – 10 títulos (2021)
* Soma 1 título do Supercampeonato Estadual
** O Operário ganhou 11 títulos no MS e 4 no MT
*** O Comercial ganhou 9 títulos no MS e 1 no MT

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