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Roberto Queiroz

“É cacete!”, “um exocet!”, “Eeeee queeee goool!”. Pra sempre, Roberto. Foto: Rádio Jornal/divulgação.

Ser eternizado por milhares de pessoas, no melhor sentido possível, com saudade, é para poucos. No futebol, isso pode ser pensado logo num ídolo, no autor de um gol histórico, num lance inesquecível. De fato. Só que essas jogadas costumam ser marcadas na memória pelos olhos e pelos ouvidos, com descrições incríveis, emocionantes e precisas. No Recife, Roberto Queiroz está entre os maiores responsáveis por isso.

Nas décadas de 1980 e 1990, a sua voz “rivalizava” com a de Adílson Couto, outro gigante. Nas ondas AM, tínhamos Roberto na Rádio Clube e Adílson na Rádio Jornal. Numa época ainda sem acesso aos jogos do trio de ferro na televisão, com a grade tomada pelo Carioca e pelo Paulistão, os dois locutores formaram muitos “torcedores locais” em Pernambuco, um número impossível de definir, mas com a plena certeza de pertencer a uma escala realmente grande. Os vozeirões e os respectivos bordões mantiveram Náutico, Santa Cruz e Sport como clubes genuinamente populares na capital.

Hoje, os três grandes oscilam, juntos, entre 3,2 milhões e 4,2 milhões de torcedores, segundo as pesquisas. Parte disso cresceu como “pé de rádio”, com a emoção transmitida por eles ajudando na construção do que ainda somos, com orgulho. É a arte de comunicar e se comunicar, com a capacidade de empolgar o mais insosso dos jogos. Capaz de apaixonar um torcedor que sequer via a cor do gramado ou a camisa do seu time. Mas, ainda assim, “via”.

Adílson Couto faleceu em 2009, com Roberto Queiroz assumindo o seu lugar na narração da rádio de maior audiência no estado. Até 2022, até hoje. O “Garganta de Aço” faleceu aos 71 anos, com a repercussão imediata entre torcedores, clubes e colegas, tanto de bancada quanto de profissão, vários deles outrora só ouvintes. Gente que viveu uma época dourada da radiodifusão no futebol, que o tinha como alguém bem próximo. Daí, a saudade das massas.

A seguir, as homenagens do trio, com narrações simbólicas de Roberto Queiroz, que passou quase 40 anos indo às cabines dos Aflitos, do Arruda e da Ilha do Retiro. De minha parte, agradeço por tanto. Por Adílson, por Roberto, pela emoção de estar em um estádio mesmo distante dele.

Roberto Queiroz narrando o gol do Náutico
Jogo: Náutico 1 x 0 Bahia, em 18/08/2012
Competição: Série A, 18ª rodada
Autor: Martinez, aos 42 do 2º tempo
Mensagem alvirrubra: “Roberto, obrigado por eternizar nossas lutas e conquistas”

Roberto Queiroz narrando o gol do Santa Cruz
Jogo: Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro, em 10/05/2015
Competição: Campeonato Pernambucano, final
Autor: Anderson Aquino, aos 24 do 2º tempo
Mensagem coral: “Roberto foi o porta-voz de muitas emoções vividas pelos tricolores”

A homenagem do Sport

A homenagem da Copa do Nordeste
Jogos: Santa Cruz 2 x 1 Campinense (2016, final) e Bahia 2 x 3 Sport (2022, 1ª fase)


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