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Ausente em 2018, quando não conseguiu receita suficiente para bancar a viagem, o Santa Cruz é a novidade pernambucana para a Copa São Paulo de Juniores de 2019, que corresponde à 50ª edição da competição de base mais tradicional do país. A mesma justificativa se aplica à volta do Porto de Caruaru – que tem tantas participações quanto o Náutico neste torneio.

Por sinal, Náutico e Sport chegam a 7 e 8 participações consecutivas, fazendo valer os respectivos centros de treinamento e os nomes revelados na copinha, como o centroavante rubro-negro Joelinton (R$ 5,4 mi) e o ponta alvirrubro Erick (R$ 2,8 mi), negociados à Europa.

Como de praxe, a primeira fase é formada por sedes fixas, com os clubes jogando apenas na cidade sorteada nas três primeiras rodadas. Da armada pernambucana, apenas o Santa jogará na capital paulista – que é sede de 3 dos 32 grupos. Na chave 31, o tricolor irá encarar o Nacional de SP (campeão em 1972 e 1988), Goiás (cujo time profissional voltou à Série A) e São Bento, também paulista. No grupo 4, em Assis, a 434 km da capital, o Sport encara o Vocem, time local, e os nordestinos Vitória da Conquista e FF Sports, de Alagoas. Em tese, boas chances. No grupo 8, em Rio Claro, a 173 km, o Náutico encara os paulistas do Velo Clube e Rio Claro, além do Marília, do Maranhão – possivelmente, o mais fraco da chave. Em Jundiaí, a 57 km, o Porto volta à disputa contra o Paulista (campeão em 1997), Red Bull, com forte investimento na base, e Vila Nova. Bronca.

Pelo regulamento, classificam-se ao mata-mata os dois primeiros colocados de cada chave. Depois, a partir dos 64 classificados, são seis fases eliminatórias seguidas, encerrando no estádio do Pacaembu – o torneio vai de 2 a 25 de janeiro. Desde 2001 foram 49 participações locais e em apenas 12 os representantes avançaram à fase eliminatória, chegando no máximo às quartas, uma vez. Por sinal, este é o melhor resultado geral, em 1992 (Santa), 1997 (Sport) e 2016 (Sport). No Nordeste, o ponto mais alto foi o vice-campeonato do Bahia, em 2011.

Campanhas pernambucanas no século XXI
2001 (3) – Santa Cruz (oitavas de final); Sport e Náutico (1ª fase)
2002 (1) – Santa Cruz (1ª fase)
2003 (2) – Santa Cruz (oitavas); Náutico (1ª fase)
2004 (2) – Náutico e Santa Cruz (1ª fase)
2005 (3) – Santa Cruz, Sport e Porto (1ª fase)
2006 (2) – Porto e Santa Cruz (1ª fase)
2007 (1) – Porto (oitavas)
2008 (2) – Porto e Ypiranga (1ª fase)
2009 (2) – Porto e Ypiranga (1ª fase)
2010 (2) – Porto e Atlético Pernambucano (1ª fase)
2011 (2) – Porto e Vitória (1ª fase)
2012 (3) – Sport, Porto e Vitória (1ª fase)
2013 (3) – Náutico e Santa Cruz (16 avos de final), Sport (1ª fase)
2014 (4) – Sport (16 avos); Náutico, Porto e Santa Cruz (1ª fase)
2015 (4) – Sport (16 avos); Náutico, Porto e Santa Cruz (1ª fase)
2016 (5) – Sport (quartas de final); América, Náutico, Porto e Santa Cruz (1ª fase)
2017 (5) – Náutico e Sport (16 avos); Santa Cruz (32 avos); Central e Porto (1ª fase)
2018 (3) – Sport (32 avos); América e Náutico (1ª fase)
2019 (4) – Náutico, Porto, Santa Cruz e Sport (a disputar)

Participações locais (1969-2019)
23 – Santa Cruz (primeira em 1981)
17 – Sport (1974)
13 – Náutico (1990) e Porto (2005)
2 – Ypiranga (2008), Vitória (2011) e América (2016)
1 – Unibol (1999), Atlético (2010) e Central (2017)

Principais revelações pernambucanas na Copinha (na visão do blog)
2011 – Diogo (atacante), 2 gols pelo Porto
2012 – Érico Júnior (atacante), 4 gols pelo Vitória
2013 – Ruan (atacante), 5 gols pelo Sport
2014 – Joelinton (atacante), 3 gols pelo Sport
2015 – Raniel (meia), 1 gol pelo Santa Cruz
2016 – Adryelson (zagueiro), capitão do Sport
2017 – Erick (atacante), 4 gols pelo Náutico
2018 – João Erick (meia), 2 gols pelo Sport

Abaixo, os grupos dos pernambucanos em 2019. Confira o chaveamento completo aqui.


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