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Mais que 4-3-3, 4-4-2 ou 3-5-2, Roberto foi escolhido pelo estilo enérgico. Imagem: Náutico/Twitter.

Ex-vice, Diógenes Braga foi eleito para a presidência executiva do Náutico no biênio de 2022/2023. Com apenas quatro meses, porém, o dirigente já parte para o 3º técnico. Após a saída de Hélio dos Anjos, numa rusga ainda da saída anterior, e a demissão de Felipe Conceição, que não fez o time jogar, o alvirrubro parte para um nome de segurança, no viés da casa, claro. O currículo de Roberto Fernandes confirma isso, pois esta será sua a 5ª passagem no período de 15 anos.

Com 156 jogos, só comandou o timbu por menos vezes que Duque e Palmeira, com 187 e 221 jogos, respectivamente. E a tendência, caso a direção não siga moendo treinadores, é que Roberto alcance o 2º lugar desta lista ainda neste ano. Afinal, terá 38 jogos oficiais pela frente, sendo 36 pela Série B e 2 pelo Pernambucano, neste caso quase um “presente” para o técnico.

Campeão estadual em 2018, quando o timbu teve uma folha de R$ 200 mil, Roberto chega já com a chance de outra taça em Rosa e Silva – numa volta após 4 anos, hiato no qual trabalhou duas vezes no Santa. Naquela primeira conquista ele fez 14 jogos. Agora, apenas os jogos finais contra o Retrô, com a ida nos Aflitos, em 21/04, e a volta na Arena PE, em 30/04. Paralelamente ao “presente”, num caminho mais curto, também há uma pressão considerável.

Na minha visão, o resultado desta decisão local pode balizar o novo trabalho para o restante da temporada, onde de fato haverá um desafio técnico maior e um objetivo também maior. Na segunda divisão nacional o trabalho começará, literalmente, do zero, pois o timbu é o único time com duas derroas em duas rodadas. Com tanto campeonato pela frente, o investimento na casa de R$ 720 mil mensais é pela primeira metade da tabela, e mirando o G4, uma vez que a última participação na elite está prestes a completar dez anos.

Neste cenário, num momento no qual os jogadores parecem ter uma voz de comando além do aceitável numa gestão de elenco, Roberto foi escolhido pra mudar esse perfil. Pelo histórico nos Aflitos, foi o caminho mais fácil escolhido pela direção, o que não necessariamente quer dizer o melhor. A resposta sobre a escolha se dará pelo tempo de trabalho, que não vem passando de 2 meses. Tempo este que necessita de um troféu prateado para ter lastro.

Declaração de Roberto Fernandes ao site do Náutico:
“Quero agradecer o apoio do torcedor do Náutico para este meu retorno. Comandar o Náutico pela quinta vez, um clube com essa tradição e camisa, é motivo de orgulho pra todo mundo. Encaro o meu retorno com muita expectativa do torcedor e muita responsabilidade da minha parte. Temos um elenco qualificado e capaz de alcançar os objetivos que o torcedor tanto almeja. A expectativa é muito positiva. Será a primeira vez que irei fazer uma estreia já em uma final de competição. É um jogo que gera uma expectativa muito maior. Vamos enfrentar um adversário muito bem preparado. Não vamos cair nessa história de que a camisa por si só ganha jogo. Temos um grupo que pode chegar onde o torcedor espera”.

Roberto Fernandes no Náutico*
156 jogos
67 vitórias
39 empates
50 derrotas
51,2% de aproveitamento
* Somando as 4 passagens em 2007, 2008/2009, 2010/2011 e 2017/2018

A última passagem de Roberto Fernandes, em 2017/2018
52 jogos
20 vitórias
14 empates
18 derrotas
47,4% de aproveitamento

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