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De zagueiro pra zagueiro, com Denilson marcando o 1º gol. Foto: Rafael Melo/Santa Cruz.

Após dois jogos batalhados, o Santa Cruz conseguiu a sua vitória mais tranquila nesta Série C. O terceiro triunfo seguido, este por 2 x 0, mantendo o tricolor no alto da tabela, aconteceu diante do Imperatriz, que ainda vem juntando os cacos após os casos de Covid-19. No Arruda, o time maranhense tentou jogador num 3-5-2, mas acabou perdendo um dos zagueiros logo no comecinho, abrindo mão da formação. Quanto ao time pernambucano, Schulle também teve desfalques na defesa, sem Danny Morais e Toty. Optou por Denilson e Augusto Potiguar.

Na lateral a troca acabou sendo sentida, pois Toty vem sem um dos jogadores mais regulares do Santa nesta retomada do futebol. Já na defesa, a entrada de Denilson na vaga do capitão acabou sendo decisiva para a partida, com o beque abrindo o placar aos 20 minutos – a esta altura, o limitado visitante já havia deixado a formação com três zagueiros. E o jogo foi todo no ritmo do Santa, quase onipresente no campo ofensivo. No 1T, o scout de finalizações apontou 10 x 1, com Uoston fazendo duas ótimas defesas. Com mais capricho, já teria acabado ali.

No 2T, apesar do cenário mais equilibrado, com 6 x 4, o domínio permaneceu, até porque as chances do cavalo de aço foram circunstanciais. O tricolor acabou definindo o jogo aos 27, através do meia Chiquinho. O camisa 10, peça decisiva nesta melhora no Brasileiro, bateu com toda tranquilidade após assistência de Paulinho. No geral, vi duas equipes antagônicas em termos de rendimento. Uma marcando bem a saída de bola e trabalhando a posse de bola. A outra errando seguidos passes, quase sem passar do meio-campo. Foram 90 minutos assim.

Escalação do Santa Cruz (melhores: Chiquinho, Paulinho e Didira; pior Victor)
Maycon Cleiton; Augusto Potiguar, William Alves, Denilson e Júnior; André (Bileu, 42/2T), Paulinho (Tinga, 42/2T) e Chiquinho; Didira (Jeremias, 42/2T), Jaderson (Negueba, 30/2T) e Victor Rangel (Mayco Félix, 27/2T). Técnico: Itamar Schulle

Escalação do Imperatriz (melhor: Uoston; piores: Makeka, Cesinha e Lucas)
Uoston; Hudson, Ramon (Vinícius, 15/1T, e depois Smith, 19/2T), Marcelino, Xandão (Henrique Mattos, 31/2T) e Makeka (Lorran; Nonato, Peixoto e Cesinha; Cavalo e Lucas Campos (Thiago, 19/2T). Técnico: Luis dos Reis

Histórico de confrontos, todos pela Série C (3V do tricolor)
1º) 01/06/2019 – Imperatriz 0 x 1 Santa Cruz (Frei Epifânio)
2º) 02/08/2019 – Santa Cruz 3 x 2 Imperatriz (Arena Pernambuco)
3º) 29/08/2020 – Santa Cruz 2 x 0 Imperatriz (Arruda)

Curiosidade 1
O Santa iniciou a rodada na liderança e venceu novamente, chegando a 10 pontos, com 3V, 1E e 0D. Ainda assim, depende de um resultado para terminar mais uma rodada na ponta do grupo A. No domingo, o Remo recebe o Vila Nova no Mangueirão. O tricolor torce por tropeço do time paraense, ou por vitória de no máximo 2 x 0. Na prática, só uma goleada azulina tira o 1º lugar dos corais.

Curiosidade 2
Ao todo, o Santa Cruz chegou a 12 jogos de invencibilidade, somando Série C, Nordestão e Pernambucano. São 7 vitórias e 5 empates, numa sequência iniciada em 12 de março, antes da paralisação na pandemia. O último revés foi em 7 de março, diante do Sport, pela Lampions.

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Celso Ishigami, Diego Borges e João de Andrade):


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