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O jovem atacante Léo Gaúcho foi nulo desta vez. Pipico também. Foto: Rafael Melo/Santa Cruz.

A largada com três derrotas já era a pior da história do Santa Cruz na Copa do Nordeste, contando as 15 campanhas entre 1994 e 2021. Pois o tricolor ampliou o recorde negativo, sofrendo o 4º revés consecutivo. É um desempenho pífio e com enorme dificuldade para encontrar ressalvas. O poder ofensivo praticamente inexiste. Tanto que o time foi o último, entre os 16 participantes desta fase principal, a balançar as redes.

E olhe que isso só aconteceu aos 41 minutos do segundo tempo na 4ª rodada, num pênalti cobrado por Chiquinho. Não foi um lance de insistências dos corais diante do CSA, mas um erro bizarro do zagueiro Fabrício, com Arian se aproveitando na sequência. À parte disso, o time segue criando pouco. Não vejo como passividade, pois o tricolor se movimentou, tentou. Entretanto, ainda falta conjunto e falta qualidade técnica, ou mais experiência, no caso de alguns jovens.

A vitória do CSA por 2 x 1, dentro do Arruda, foi bastante justa, com desarme e rapidez no primeiro gol e construção ofensivo no segundo. Durante os 90 minutos, o azulão alagoano foi uma equipe muito mais atenta, explorando os erros do Santa, que falhou bastante na saída de bola. E falhou logo cedo. Aos 5 minutos, o já contestado Augusto Potiguar foi desarmado por Iury, que cruzou rápido para o bom centroavante Dellatorre, que cabeceou para as redes. Com presença de área, o jogador “devolveu” a chance a Iury, mas o companheiro desperdiçou.

Enquanto isso, no tricolor, o lateral-esquerdo Alan Cardoso foi um nome presente em termos ofensivos, assim como o estreante Madson. Contudo, à parte de duas boas defesas de Thiago Rodrigues, Jordan foi mais ameaçado. E essa bola rondando a meta coral virou outro gol aos 7 do 2T, com Dellatorre tabelando de letra com Pimpão e batendo forte, colocado. O centroavante chegou a 3 gols na Lampions, sendo o artilheiro neste início. Na temporada, somando os demais torneios, são 7 gols em 7 jogos – já se aproximando de sua melhor temporada pessoal, com 10 gols em 20 partidas em 2017. Foi o nome da noite.

A vantagem de 2 x 0 definiu na prática o resultado, com o Santa acuando o golpe. Não fosse o vacilo alagoano no finzinho, o ritmo seguiria ameno. Ao diminuir, com o jogo indo até os 50, o mandante só conseguiu criar uma chance, numa cabeçada de Marcel, que mais uma vez entrou bem, mas não evitou a derrota, que mina bastante a chance de classificação. Quanto ao organizado CSA, desta vez o time confirmou o resultado. Nas três rodadas anteriores o time havia marcado primeiro e cedido o empate. Agora, venceu. E venceu bem.

Escalação do Santa Cruz (melhor: Madson; piores: Augusto, Léo e Pipico)
Jordan, Augusto Potiguar, William Alves, Célio Santos e Alan Cardoso; Caetano (João Cardoso, 23/2T), Karl (Ítalo Henrique, 23/2T), Chiquinho e Madson (Arian,14/2T); Pipico (Felipe Almeida, 36/2T) e Léo Gaúcho (Marcel, intervalo). Técnico: João Brigatti

Escalação do CSA (melhores: Dellatorre, Iury e Silvinho; pior: Fabrício)
Thiago Rodrigues; Norberto (Cristovam, 10/2T), Lucão, Fabrício e Vitor Costa; Geovane, Gabriel (Ítalo, 38/2T), Silvinho (Marcos Túlio, 29/2T) e Rodrigo Pimpão (Silas, 29/2T); Iury Castilho e Dellatorre (Bruno Mota, 38/2T). Técnico: Mozart

Histórico geral de Santa Cruz x CSA (todos os mandos)
58 jogos
29 vitórias tricolores (50,0%)
12 empates (20,6%)
17 vitórias alagoanas (29,3%)

A análise do Podcast 45 Minutos (Celso Ishigami, Filipe Assis e Klisman Gama):

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Abaixo, assista aos melhores momentos do jogo, num vídeo do perfil da Copa do Nordeste.


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