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A festa coral no Castelão, gerada pela base. Foto: Kely Pereira/AGIF, via Copa do Nordeste.

Até então zerado no Nordestão, após quatro jogos, o Santa Cruz conseguiu o seu resultado mais expressivo neste início de temporada ao vencer no Castelão. O time superou o favoritismo Fortaleza e fez 1 x 0, numa noite na qual atuou com vários garotos, já num indício de foco – aparente – na Copa do Brasil, cuja partida havia sido remarcada para sexta. Antes, havia a noite de terça, com o resultado que retoma a esperança no torneio. O jogo na capital cearense era, na prática, a última chance do tricolor pernambucano para seguir com chances de classificação às quartas.

E parecia apenas um cenário meramente matemático. A não ser que o time de Brigatti demonstrasse uma enorme obediência tática do início ao fim. A não ser que o goleiro Jordan estivesse numa noite inspirada, com reflexo em lances claros e seguro em caso de blitz adversária. A não ser, também, que as jovens peças acionadas na arena demonstrassem a personalidade exigida em jogos desse porte. Acontecendo isso tudo, teria jogo. Como teve.

O goleiro coral, ainda cercado de desconfiança, vai buscando o seu espaço. Nesta partida contra o leão do pici, foi o nome do Santa, inclusive sendo premiado como o melhor em campo – escolha justíssima. Até então invicto na temporada “2021”, o Fortaleza tentava retomar a liderança do Grupo B, o que conseguiria em caso de triunfo. O potencia técnico do time antecipava um maior volume de jogo, mas faltou espaço para infiltração – e também criatividade para o time de Enderson. Até então com um futebol opaco, o Santa cumpriu à risca a estratégia defensiva. Segurou o quanto pôde, com linhas próximas, faltinhas na intermediária e poucos contragolpes. Ou seja, jogou sem a bola. Mas jogou bem, com o empate já na segunda metade sendo um placar justo. Aí veio o raro escanteio no ataque.

Na cobrança aos 23, Chiquinho, um dos raros nomes com experiência (e só acionado no decorrer), cruzou e o zagueiro Júnior Sergipano, recém-saído da base, subiu sozinho e testou para as redes de Felipe Alves. Se com o empate em 0 x 0 o ferrolho já estava evidente, com a vantagem de 1 x 0 o time passou a chave no cadeado. Assim até os 53 minutos, com quatro intervenções de Jordan no período. O resultado tirou o santa da lanterna geral da Lampions, agora ocupada pelo rival Sport – 3 x 2 em pontos. Na próxima rodada, um decisivo Clássico das Multidões no Arruda. Sobretudo para o mandante, efetivamente com chances.

Escalação do Fortaleza (piores: Wellinton e Robson)
Felipe Alves; Yago Pikachu (Gustavo Blanco), Quintero, Wanderson e Bruno Melo; Juninho (Lucas Crispim), Éderson e Luiz Henrique (Matheus Vargas); Robson (Romarinho), David e Wellington Paulista (Isaque). Técnico: Enderson Moreira

Escalação do Santa Cruz (melhores: Jordan, Sergipano e William)
Jordan; Marcel (Chiquinho), Júnior Sergipano, Willian Alves, Ítalo Melo e Alan Cardoso; Ítalo Henrique (João Cardoso), Caetano e Karl (Eduardo); Madson (Arian) e Léo Gaúcho (Pipico). Técnico: João Brigatti

Histórico geral de Fortaleza x Santa Cruz (todos os mandos)
51 jogos
16 vitórias pernambucanas (31,3%)
14 empates (27,4%)
21 vitórias cearenses (41,1%)

Enfim, a Copa do Brasil
A marcação do jogo contra o Ypiranga do Amapá, pela Copa do Brasil, já para esta sexta-feira, havia mudado totalmente o foco do time coral. Basta ver a escalação no CE, com Chiquinho e Pipico começando no banco. Após “renascer” no Nordestão, agora a delegação embarca para outra viagem, com destino ao Rio de Janeiro (sim, no Rio) visando o jogo decisivo valendo R$ 675 mil.

A análise do Podcast 45 Minutos (Lucas Liausu, Filipe Assis e Thiago Minhoca):

Abaixo, assista aos melhores momentos do jogo, num vídeo do perfil da Copa do Nordeste.


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