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A apresentação da camisa feminina com o novo escudo da Seleção. Fotos: CBF/Instagram.

Presente em todas as oito edições da Copa do Mundo Feminina, a Seleção Brasileira só passou a ter um uniforme próprio na última edição, em 2019, na França. Passado um ano, mais um passo neste processo visando a identidade própria da equipe.

Além do padrão exclusivo produzido pela Nike, em vez do corte adaptado sobre o modelo masculino, as mulheres da canarinha passam a ter um distintivo próprio. O escudo da CBF, repaginado em abril de 2019, estampa pela primeira vez a coleção de uniformes (as duas camisas, a amarela e a azul, ficaram bem legais – veja abaixo), mas agora sem as cinco estrelas tradicionais. No caso da Seleção, as estrelas surgiram acima do escudo em 1967, na época com duas estrelas alusivas ao bi na Copa do Mundo, em 1958 e 1962, no embalo da dupla Pelé e Garrincha.

Na medida em que o time masculino obteve os títulos em 1970, 1994 e 2002, o emblema foi ficando mais estrelado. Nos últimos anos, porém, havia um debate sobre a versão feminina. Afinal, o escudo ficaria com seis estrelas em caso de título mundial da Seleção Feminina? A falta de uma resposta direta da confederação evidenciava o questionamento.

A justificada era baseada na “marca oficial”, uma vez que as equipes de base, que também têm títulos mundiais específicos, não utilizavam a respectiva quantidade de estrelas obtidas. E a própria Seleção Feminina já esteve muito perto de uma conquista do tipo, com o vice da Copa do Mundo em 2007 e as duas pratas olímpicas, em 2004 e 2008, com o brilho da Rainha Marta nessas campanhas. Então, veio uma tendência internacional, com entidades responsáveis por seleções de peso optando por definir o escudo feminino à própria história. E chegou a vez da CBF, num cenário aprovado pelas atletas. Abaixo, declarações publicadas pela entidade.

Andressinha (meia, à esquerda)
“É uma honra vestir essa camisa e representar o meu país. E agora vamos estampar a nossa própria estrela!”

Adriana (atacante, à direita)
“É sempre uma honra vestir essa camisa e representar meu país, vamos continuar nossa história agora estampando nossa estrela nessa camisa.”

Duda Luizelli (coordenadora de seleções da CBF)
“Remover as estrelas da camisa é uma mensagem impactante e forte por si só, por isso, nosso foco será explorar o papel da seleção na imaginação de todas que sonham em vestir a amarelinha. O time feminino do Brasil pode não ter uma estrela na camisa, mas as suas conquistas são históricas e dignas de serem celebradas.”

Antes do Brasil, países como França, Inglaterra e Espanha, que também já venceram a Copa do Mundo masculina, já haviam deixado o escudo liso nos uniformes femininos, ainda sem a conquista correspondente. Já na Alemanha, o escudo feminino tem duas estrelas, referentes ao bi em 2003/2007, enquanto o escudo masculino da “Mannschaft” conta com quatro estrelas. E vale destacar que também já há o inverso, caso dos Estados Unidos. Enquanto o time masculino chegou no máximo à semifinal do Mundial, em 1930, as mulheres são as maiores vencedoras da modalidade, com o tetra (1991, 1999, 2015 e 2019). E o escudo delas, claro, tem quatro estrelas. Só o delas. Particularmente, achei boa a mudança, inclusive pelo motivo apresentado. Na verdade a CBF até demorou. E o que você acha deste assunto?

A seguir, os dois padrões exclusivos da Seleção Feminina na temporada 2020/2021.

Uniforme I (camisa amarela, calção azul e meião branco)

Uniforme II (camisa azul, calção branco e meião azul)

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