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A final será Brasil x Argentina, Brasil x Brasil ou Argentina x Argentina? Comente.

Pelo 3º ano seguido, a semifinal da Taça Libertadores da América é composta por dois clubes brasileiros e dois clubes argentinos. Entretanto, ao contrário da edição passada, com dois confrontos caseiros na semi, desta vez teremos BRA x ARG já nesta fase. Pesado, o quarteto chega com história pra contar na competição, entre participações expressivas e duelos históricos.

Em 2020 teremos River Plate x Palmeiras e Boca Juniors x Santos, com os jogos só após o réveillon. Somando as campanhas desses clubes, são 55 presenças na semifinal, já contando com a classificação nesta temporada, 26 decisões e 14 títulos conquistados. É muita coisa. Daí, a imprevisibilidade nesta reta final, valendo vaga na final única no Maracanã, em 30 de janeiro de 2021 – ainda com indefinição sobre a presença de público, mas possivelmente de portões fechados.

Numa grave crise financeira, o Santos pode ser apontado como a “surpresa”, mas a enorme tradição no torneio e os bons resultados obtidos pelo time de Cuca, com a estrela de Marinho, colocam o time da baixada como candidato real. Curiosamente, a chave contra o Boca é um misto de tradição e crise. Já na outra semifinal, a primeira a ser confirmada, River e Palmeiras chegam com números excelentes em 10 jogos e sem problemas no caixa.

Os semifinalistas nas últimas 3 edições da Libertadores
2018 – Boca Juniors (ARG), Grêmio (BRA), Palmeiras (BRA) e River Plate (ARG)
2019 – Boca Juniors (ARG), Flamengo (BRA), Grêmio (BRA) e River Plate (ARG)
2020 – Boca Juniors (ARG), Palmeiras (BRA), River Plate (ARG) e Santos (BRA)

A seguir, a tabela da fase semifinal, que rendeu US$ 2 mi a cada um. O título vale US$ 15 mi.

Jogos de ida
05/01 (21h30) – River Plate x Palmeiras, no Libertadores de América (Avellaneda)
06/01 (19h15) – Boca Juniors x Santos, na La Bombonera (Buenos Aires)

Jogos de volta
12/01 (21h30) – Palmeiras x River Plate, no Allianz Parque (São Paulo)
13/01 (19h15) – Santos x Boca Juniors, na Vila Belmiro (Santos)

Agora, um resumo dos dois clássicos continentais valendo vaga na final da 61ª edição.

Palmeiras (BRA) x River Plate (ARG)
Um confronto entre dois dos clubes mais ricos do continente, obcecados pelo título da Libertadores. Ainda invicto, o Palmeiras chega à semifinal com 86% de aproveitamento. Teve a melhor campanha na fase de grupos e avançou sem dificuldades num chaveamento fácil até aqui. Entretanto, o time paulista, em busca de sua 5ª final, terá como adversário um time presente nas últimas quatro semifinais. Atual vice-campeão sul-americano, tomando uma virada do Fla nos instantes finais, o River manteve a base, com destaque para Rafael Borré, autor de 6 gols nesta edição. Na história, os clubes já se enfrentaram numa semi, em 1999, quando o verdão de Alex avançou para o seu único título na Liberta. Curiosamente, o hoje técnico Gallardo era um dos craques do “millonario”.

Palmeiras – 8V, 2E e 0D (8 semifinais, 4 finais e 1 título; 99)
River Plate – 7V, 2E e 1D (20 semifinais, 7 finais e 4 títulos; 86, 96, 15 e 18)

No mata-mata: o Palmeiras tirou Delfín e Libertad e o River tirou Athletico-PR e Nacional-URU.

Santos (BRA) x Boca Junior (ARG)
Para exemplificar o peso deste duelo, basta lembrar das duas finais na Libertadores. Em 1963, o peixe conquistou o segundo dos seus três títulos com um lá e lô, com Pelé marcando o gol do título na Bombonera. Quarenta anos depois, em 2003, foi a vez do time xeneize vencer lá e lô, com a volta olímpica também como visitante, com o jovem Carlitos Tévez brilhando no Morumbi. Agora, em 2020, dois jogos sem público, sem pressão na Bombonera nem na Vila, mudando a atmosfera marcante dos dois palcos. Enquanto o Santos de Marinho, Soteldo e Kaio Jorge vem de duas classificações seguras, incluindo a goleada sobre o Grêmio, o Boca – que ainda conta com Tévez – sofreu nas eliminatórias, tendo que superar o Inter nos pênaltis e reverter a vantagem do Racing na volta. Vem no limite, vem como Boca, que busca a sua 12ª final – o número atual já é o recorde.

Santos – 7V, 2E e 1D (9 semifinais, 4 finais e 3 títulos; 62, 63 e 11)
Boca – 6V, 2E e 2D (18 semifinais, 11 finais e 6 títulos; 77, 78, 00, 01, 03 e 07)

No mata-mata: o Santos tirou LDU e Grêmio e o Boca tirou Internacional e Racing.

Pitaco sobre a final da Taça Libertadores de 2020: River Plate x Santos.

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