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São quatro vagas em disputa para a 2ª divisão do próximo ano. Foto: Foto: Lucas Figueiredo/CBF.

Até 2008, a Série C era a última divisão do futebol brasileiro, com mais de 60 clubes – chegou a ter 107 em 1995. Com a criação da Série D, em 2009, a terceira divisão passou a ter um número fixo de participantes. O mesmo das Séries A e B, 20. Porém, sem replicar a fórmula de pontos corridos das duas principais competições, com turno e returno. Por questão de custo, embora a CBF seja economicamente capacitada para isso, a terceirona precisou passar por um longo processo evolutivo, que deu mais um passo em 2022 – apesar de não ter sido o definitivo.

Já são 14 anos com 20 clubes, indo de grupos regionalizados com 5 clubes, com calendário mínimo de 8 jogos, ao novo formato com um turno completo, com todos os times se enfrentando pela primeira vez na história. Ou seja, calendário mínimo de 19 jogos, agora sem recorte regional na primeira fase – nos últimos dez anos, cada clube jogou pelo menos 18 vezes, mas em grupos separados. A mudança foi votada no conselho arbitral da Série C de 2022 (foto), em 4 de fevereiro, organizado pela CBF e com participação via videoconferência.

Embora tenha sido uma mudança importante e com potencial de evolução técnica, na minha opinião, a decisão foi por um triz, com 11 x 9 na votação – confira os detalhes da fórmula abaixo. Foi no limite, mas foi a voz da maioria, com a nova fórmula tendo que ser aplicada por pelo menos dois anos, como preza o Estatuto do Torcedor. Foi assim em 2020/2021, cuja mudança, com a criação dos quadrangulares na fase decisiva, em vez do mata-mata, foi costurada palas direções de Santa, Remo e Paysandu (na ocasião, por 14 x 6). Portanto, a aplicação dos pontos corridos, se ocorrer, só poderá ser em 2024. Parece possível.

Com a mudança de 2021 para 2022, o total de jogos passou de 206 para 216. A fase decisiva segue a mesma, com 26 partidas. A diferença está na fase classificatória, que passou de 180 para 190 jogos. Ao todo, são 9 nordestinos presentes neste ano, incluindo três representantes do Ceará, todos sediados em Fortaleza, e o Vitória, o principal nome desta edição e que havia disputado a Série C pela última (e única) vez em 2006, quando subiu como vice-campeão.

A evolução do regulamento da Série C com 20 clubes (5 modelos)
1º) 2009/2010 – 4 grupos de 5 clubes, seguindo com quartas, semi e final
2º) 2011 – 4 grupos de 5 clubes, seguindo com 2 quadrangulares e final
3º) 2012/2019 – 2 grupos de 10 clubes, seguindo com quartas, semi e final
4º) 2020/2021 – 2 grupos de 10 clubes, seguindo com 2 quadrangulares e final
5º) 2022 – Turno único com 20 clubes, seguindo com 2 quadrangulares e final

Detalhando o novo regulamento da Série C para 2022
A informação sobre a nova fórmula foi confirmada pelo vice-presidente da Liga do NE, Constantino Júnior. Na 1ª fase, os 20 clubes vão se enfrentar em 19 rodadas, com 10 clubes jogando 10x em casa e 9x fora e 10 clubes jogando 9x em casa e 10x fora – definição pelo Ranking da CBF. Avançam os oito melhores, que vão compor dois quadrangulares em ida e volta – 1º, 3º, 6º e 8º numa chave e 2º, 4º, 5º e 7º na outra chave. Os dois primeiros de cada chave garantem o acesso, com os líderes disputando o título em mais dois jogos. Sobre o rebaixamento, surgiu o “Z4”, caindo do 17º ao 20º.

Último ano na DAZN? Desta vez, com cota
Em relação às transmissões na tevê, os direitos seguem com a DAZN, pelo quarto e último ano do contrato vigente, junto à CBF. Na última edição, o serviço de streaming sublicenciou quase metade dos jogos a outra plataforma, a NSports. Sobre a cota, a receita obtida neste acordo da Série C vinha sendo destinada inteiramente ao custeio da competição, com as viagens e hospedagens dos clubes e as taxas de arbitragem, mas sem um repasse direto aos clubes. Para 2022, contudo, cada clube também receberá R$ 250 mil, da CBF, pela participação. Além disso, ainda haverá uma premiação aos quatro clubes que subirem de divisão, com R$ 400 mil ao campeão, R$ 300 mil ao vice, R$ 200 mil ao 3º e R$ 100 mil ao 4º. Ao todo, então, um aporte extra de R$ 6 milhões.

Os 20 participantes da Série C de 2022
ABC (RN), Altos (PI), Aparecidense (GO), Atlético (CE), Botafogo (PB), Botafogo (SP), Brasil (RS), Campinense (PB), Confiança (SE), Ferroviário (CE), Figueirense (SC), Floresta (CE), Manaus (AM), Mirassol (SP), Paysandu (PA), Remo (PA), São José (RS), Vitória (BA), Volta Redonda (RJ) e Ypiranga (RS).


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