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É quase praxe no Campeonato Brasileiro de futebol. Após o encerramento da edição, algum departamento jurídico acha uma “falha” num adversário direto através de escalações irregulares, por falta de cumprimento de suspensão ou por documentação adulterada.

Dito e feito em 2018, com a Ponte Preta, que acabou em 5º lugar na Série B, acusando o Goiás, o 4º colocado, de ter utilizado irregularmente o lateral-esquerdo Ernandes, durante 31 rodadas. Portanto, haveria uma mudança na zona de acesso à primeira divisão de 2019. Essa bronca segue na Série A, pois ele fez uma partida pelo Ceará antes de viajar para Goiânia.

A solitária atuação pelo alvinegro já é suficiente para que, em caso de punição, o Ceará perca três pontos. Assim, seria rebaixado e o Sport seria “salvo” – o vozão (15º) somou 44, enquanto o leão (17º) fez 42. Em 6 de dezembro, após verificar a situação, a direção da Ponte entrou com uma notícia de infração no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Desde então ficou a expectativa sobre o posicionamento leonino. E a diretoria também acionou o STJD, quatro dias depois.

Obs. No cartório de São Felix do Araguaia, no Mato Grosso, consta a data de nascimento de Ernandes em 11 novembro de 1985. Já o documento no Boletim Informativo Diário da CBF cita 11 de novembro de 1987. Ou seja, ele teria sido irregular em toda a carreira, com dois anos a menos

Torcedor rubro-negro, o que você acha da atitude do Sport sobre o “Caso Ernandes”?

Nota do blog
Neste caso específico, acho uma falha (grave) do jogador. Quanto ao clube, que recebeu uma documentação oficial, a imputação de culpa poderá desencadear numa situação sem controle – ou cada direção teria que checar cartório por cartório a cada nova contratação. Num campeonato de base, de fato haveria vantagem no desempenho técnico, devido à maturação física. Mas numa competição profissional? Na minha visão, essa é uma questão de legalidade que não afeta o campeonato – o curioso é que o próprio Sport admite em sua petição que não é o desempenho que está em discussão. Então, não se trata da interpretação do regulamento, se vão cair dois ou quatro clubes, se tem que ocorrer ou não o cruzamento dos módulos do campeonato ou qualquer outra coisa do tipo, mas, sim, se um jogador de 31 anos tem dois anos a mais ou a menos. Não vejo sentido numa mudança na classificação. Inclusive, pessoas do meio jurídico desportivo já foram abordadas sobre o assunto, relatando, no máximo, punições administrativas. Parece o desfecho.

Abaixo, a íntegra da petição do Sport, com cinco páginas detalhando o pleito rubro-negro.

Folha 1

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Folha 2

Folha 3

Folha 4

Folha 5


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