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CSA 1 x 0 Sport na Série B 2022

Em seu 1º jogo pelo Sport, o experiente Fabinho quase deu dois gols. Foto: Morgana Oliveira/CSA.

Diante do CSA, no Rei Pelé, a estratégia do Sport foi não atacar. O discurso pós-jogo pode até tentar justificar algo diferente disso, mas a atuação rubro-negra não parece deixar margem para dúvidas, num desempenho lamentável, com alergia ao campo ofensivo. Numa tarde na qual o mandante, então na zona de rebaixamento, teve incríveis 21 x 5 em finalizações, sendo 9 x 1 em finalizações certas, sair com um ponto sendo tão lento seria algo completamente fora da curva. E quase saiu mesmo, pois o solitário gol em Maceió aconteceu somente aos 43 minutos do 2º tempo.

No lance decisivo, o cruzamento do lado esquerdo da defesa pernambucana veio sem perigo, mas Maílson socou muito mal e Lourenço pegou a sobra para decretar merecido placar de 1 x 0. Falha do camisa 1? Sem dúvida alguma, mas o goleiro está bem longe de ser o maior problema, até porque até ali era o melhor jogador em campo, sendo exigido a todo momento – e depois ainda fez outra defesa para evitar o 2 x 0. Nesta partida pela 5ª rodada, que marcou o fim da invencibilidade rubro-negra na Série B e já custou a saída do G4, a responsabilidade é toda de Dal Pozzo, cuja postura só mudou após levar o gol. Logo, não é a falta de capacidade de criação, apesar da limitação do elenco, mas de uma obediência tática excessivamente precavida e voltada ao empate fora. Seria difícil dar certo tamanho o domínio do CSA.

Sobre a formação utilizada, o Sport teve quatro novidades em relação à escalação passada, três por questão do física, com Lucas Hernández, Ronaldo e Naressi nas vagas de Sander, William Oliveira e Giovanni, e uma por opção técnica, com a estreia do volante Fabinho no lugar de Bruno Matias. O estreante foi muito mal e saiu no intervalo. Já Naressi não rendeu de novo como terceiro homem do meio, num deserto criativo. Já o lateral-esquerdo foi o último a sair, substituído pelo zagueiro Chico, este com a missão de fechar o lado esquerdo.

Se você reparou no texto pouco acima, o cruzamento decisivo, embora sem perigo, veio dali. Logo, não adiantou a última mudança defensiva. E essa ideia de fechar com um terceiro zagueiro sem qualquer outra alternativa já havia acontecido diante do Ituano, quando acabou chamando o adversário. Ali, o Sport acabou passando ileso. Desta vez, não.

Escalação do CSA (melhores: Yan Rolim e Gabriel; pior: Osvaldo)
Marcelo Carné; Igor, Werley, Lucão, Diego Renan; Geovane (Giva), Gabriel (Lucas Marques), Yann Rolim (Lourenço); Osvaldo (Didira), Bruno Mezenga e Dalberto (Lucas Barcelos). Técnico: Mozart

Escalação do Sport (melhor: Maílson; piores: Fabinho, Kayke e Naressi)
Mailson; Ewerthon, Rafael Thyere, Sabino, Lucas Hernández (Chico); Ronaldo, Fabinho (Bruno Matias), Pedro Naressi (Jaderson), Luciano Juba; Kayke (Rodrigão) e Bill (Ray Vanegas). Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Histórico geral de CSA x Sport (todos os mandos)
59 jogos
37 vitórias pernambucanas (62,7%)
8 empates (13,5%)
14 vitórias alagoanas (23,7%)

Leia mais sobre o assunto
A tabela de jogos do Sport no Campeonato Brasileiro da Série B de 2022

Abaixo, assista ao gol da partida, através do perfil oficial da Série B no Twitter.


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