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A festa do gol que abriu a goleada cearense na Ilha do Retiro. Foto: Fausto Filho/Ceará.

No segundo confronto de “Série A” nesta temporada, nova derrota categórica do Sport. Na 4ª rodada da Copa do Nordeste o leão foi goleado pelo Bahia em Salvador, 4 x 0. Agora, pela 7ª rodada, foi goleado em casa pelo Ceará, também por 4 x 0, reduzindo basicamente a 0% a chance de classificação, num vexame histórico na Lampions – não caía na 1ª fase desde 2002. Até aqui, o time somou apenas 5 dos 21 pontos disputados.

Sobre a partida, Jair armou o time com o que tem de melhor no elenco neste momento, em termos de nome, mas não necessariamente em desempenho. No ataque, por exemplo, optou por Tréllez em vez de Mikael, que vinha ganhando espaço, apesar das oscilações. Em campo, o time começou o 1T até bem, buscando o ataque, pois estava obrigado a vencer. Tentou uma, duas e nada. E acabou mostrando, mais uma vez, a característica de “queixo de vidro”, uma expressão usada em lutas de Boxe e MMA.

Levou um gol, aos 29, e acusou o golpe valendo. Se perdeu no jogo. Foram três escanteios seguidos, cobrados por Vinícius, até Gabriel Dias pegar a sobra na pequena área e marcar. Pouco depois, aos 33, outro escanteio, e nova cobrança venenosa de “Vina”, com Charles desviando para o bom centroavante Cléber mandar para as redes. Na ocasião, os jogadores do Sport só faziam volume, sem organização alguma. Depois, foi melhor esperar o intervalo.

No vestiário, o técnico Jair optou por ajustar o time na conversa – mesmo com peças bem abaixo, sobretudo Patric. Sem modificações no 2T, o time teve duas chances em cobranças de escanteio, no comecinho, e depois passou a circular a bola, sem intensidade, sem conseguir entrar numa defesa organizada e reforçada – com a chegada de Messias. O técnico leonino só resolveu mexer por volta dos 20 minutos, mas não conseguiu melhorar o time.

No tudo ou nada, sem força, o Sport só deu campo ao Ceará. Com a recomposição falhando na reta final, as chances reapareceram para o alvinegro, com Vina, perdendo a chance cara a cara, e Stiven Mendoza, que ampliou aos 30 – o colombiano foi o melhor em campo. Dali até o apito final, um jogo morno com um time virtualmente classificado e outro virtualmente eliminado, mas ainda em tempo para Naressi definir o maior resultado do vozão diante do leão. Francamente, o “0 x 4” mostra a diferença técnica e tática atual entre as equipes…

Escalação do Sport (piores: Patric, Thiago Neves e Toró)
Luan Polli; Patric, Adryelson, Maidana e Sander; Marcão (Ricardinho, 28/2T), Betinho, Thiago Neves (Gustavo, 28/2T) e Neilton (Thiago Lopes, 34/2T); Toró (Dalberto, 19/2T) e Tréllez (Mikael, 19/2T). Técnico: Jair Ventura

Escalação do Ceará (melhores: Mendoza, Vinícius e Luiz Otávio)
Richard; Gabriel Dias, Messias, Luiz Otávio e Bruno Pacheco (Kelvyn, 40/2T); Charles (Pedro Naressi, 36/2T), Oliveira e Vinícius; Mendoza (Jorginho, 36/T2), Cléber (Felipe Vizeu, 24/2T) e Saulo Mineiro (Lima, 24/2T). Técnico: Guto Ferreira

Histórico geral de Sport x Ceará (todos os mandos)
60 jogos
27 vitórias rubro-negras (45,0%)
17 empates (28,3%)
16 vitórias alvinegras (26,6%)

Curiosidade
O vozão chegou 19 jogos sem derrota no torneio, somando as campanhas de 2020 e 2021, com 10V e 9E. É a maior sequência invicta na história da Copa do Nordeste – a marca anterior, do Náutico em 2001, era de 15 jogos. A última derrota alvinegra foi em 2019, diante do timbu, nas quartas.

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Fred Figueiroa e Rodolpho Moreira):

Abaixo, assista aos melhores momentos do jogo, num vídeo do perfil da Copa do Nordeste.


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