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A festa diante de 1.219 rubro-negros no primeiro jogo “liberado”. Foto: Anderson Stevens/Sport.

Voltando a contar com o apoio da torcida após 578 dias, o Sport bateu o Juventude na Arena Pernambuco, jogando bem melhor, e conseguiu vencer pela 2ª vez seguida no Brasileirão de 2021, algo que ainda não havia acontecido nesta campanha e que pelos últimos acontecimentos internos parecia improvável.

E o “improvável” começou na verdade em Porto Alegre, há três dias, quando o time pernambucano quebrou o longo jejum de gols e venceu o Grêmio. Nesta quarta, a atuação foi uma consequência direta daquela partida, inclusive na escalação, com apenas uma mudança, com Zé Welison liberado após suspensão. Isso significa um time com quatro nomes da base: Mailson, Ewerthon, Gustavo e Mikael, todos com uma parcela importante.

O goleiro por ser um dos melhores do time e com enorme regularidade, o lateral-direito por mudar um setor muito carente, o meia pela intensidade que o ex-camisa 30 não vinha conseguindo, e o centroavante por… ser centroavante. É neste ponto específico que o segue a análise, com uma diferença enorme na definição num espaço tão curto.

Antes dessas vitórias, eram 8 gols em 22 jogos. Agora foram 5 gols em 2 jogos. Este volume ofensivo aconteceu justamente após a maior seca da história dos pontos corridos, com oito rodadas sem marcar, resultando na saída de André, cuja 3ª passagem foi ruim. Até então havia um revezamento com Mikael, que mostra potencial desde 2020. Durante o jejum, com vários formações e escalações, o Sport finalizou 104 vezes, com média de 13,0 por jogo, sendo 31 chutes na barra, com média de acerto de 3,8. Logo, o aproveitamento de chutes certos foi de 29,8%. Somando as apresentações contra Grêmio e Juventude foram 23 finalizações, com média de 11,5, abaixo. Entretanto, foram 14 finalizações certas, com média de 7,0 e aproveitamento de 60,8%. Ou seja, mais chutes com precisão, com mais retorno à equipe.

Diante do time de Caxias do Sul, a vitória por 3 x 1 aconteceu com três gols em lances distintos, ilustrando esse desempenho diferenciado. No primeiro gol, a partir da postura mais defensiva do leão, a cadência na construção, com 14 toques na bola durante um minuto, até o gol de cabeça de Zé Welison após cruzamento de Everaldo – que já havia dado assistência na arena tricolor, peça destacada nesses seis pontos. No segundo gol, o contragolpe. Ou seja, foi a segunda partida seguida marcando gol desta forma, essencial para o esquema.

E novamente com Mikael. No domingo, de perna direita. Na quarta, de perna esquerda. Em comum, a potência e a mira do atacante, agora firmado na posição. Por fim, a bola parada, com o zagueiro Chico completando de cabeça. Não, esses dois jogos não vão mudar a forma e jogar do Sport, que, numa análise de elenco, precisa seguir precavido – inclusive teve menos de 50% de posse de bola em ambos. O que esses jogos podem mostrar é que o scout falava bastante sobre o time, como agora. Numa Série A, o refino é inegociável na busca por competitividade, com equilíbrio entre defesa e ataque. Antes tarde do que nunca…

Sport em 24 rodadas na Série A de 2021
Mandante (12 jogos, 10 pts e 27.7%): 2V, 4E e 6D
Visitante (12 jogos, 13 pts e 36.1%): 3V, 4E e 5D

A comparação da campanha com as permanências do leão na Série A após 24 jogos
1º) 2014 – 35 pontos (10V, 5E e 9D; 8º lugar)
1º) 2008 – 35 pontos (10V, 5E e 9D; 9º lugar)
3º) 2015 – 33 pontos (7V, 12E e 5D; 11º lugar)
4º) 2007 – 32 pontos (9V, 5E e 10D; 14º lugar)
5º) 2016 – 30 pontos (8V, 6E e 10D; 13º lugar)
6º) 2017 – 29 pontos (8V, 5E e 11D; 12º lugar)
7º) 2020 – 25 pontos (7V, 4E e 13D; 16º lugar)
8º) 2021 – 23 pontos (5V, 8E e 11D; 18º lugar)

Escalação do Sport (melhores: Zé Welison, Mikael e Everaldo)
Mailson; Ewerthon, Rafael Thyere, Sabino e Sander; Marcão, Zé Welison, Hernanes (Pedro) e Gustavo (Chico); Mikael (Tréllez) e Everaldo (Paulinho Moccelin). Técnico: Gustavo Florentín

Escalação do Juventude (melhor: Boia; piores: Jadson e Roberson)
Douglas; Michel Macedo, Quintero, Victor Mendes e William Matheus; Jadson (Wagner), Dahwan e Guilherme Castilho (Ricardinho); Sorriso (Wescley), Roberson (Castilho) e Capixaba (Paulinho Bóia). Técnico: Marquinhos Santos

Histórico geral de Sport x Juventude (todos os mandos)
14 jogos
5 vitórias rubro-negras (35,7%)
4 empates (28,5%)
5 vitórias gaúchas (35,7%)

Histórico de Sport x Juventude pela Série A (todos os mandos)
12 jogos
4 vitórias rubro-negras (33,3%)
3 empates (25,0%)
5 vitórias gaúchas (41,6%)

A análise do Podcast 45 Minutos sobre a partida (do tempo 0h01 até 1h06):

Abaixo, assista aos gols do Sport, através do perfil oficial do clube no Twitter.


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