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O centroavante Miakel só teve uma chance no jogo, numa cabeçada. Foto: Anderson Stevens/Sport.

Após o encerramento do Brasileirão, o Sport deu folga aos principais atletas da campanha, entre eles Thiago Neves, Marcão, Patric, Polli e a dupla de zaga, Adryelson e Maidana. Assim, o técnico Jair Ventura precisou montar um time alternativo para a estreia da Copa do Nordeste de 2021, na qual o leão terá força máxima, ao contrário do Estadual, com o Sub 20 a princípio.

Essa limitação no elenco, já limitado, resultou numa formação com quatro volantes, muita ligação direta e poucas finalizações. Diante do Sampaio Corrêa, o rubro-negro não conseguiu se impor em momento algum na Ilha do Retiro, nem mesmo quando ficou em vantagem. Antes disso, vale falar rapidamente do 1T, que parece ter demorado “1h30” pra acabar de tão lento. No 2T, o Sport abriu o placar num gol contra de Paulo Sérgio, o capitão do time maranhense, que cabeceou para o próprio gol. Em tese, o lance poderia ter facilitado o jogo do mandante, com mais espaço e tranquilidade. Nem uma coisa nem outra. Faltou futebol.

Já o Sampaio foi mais incisivo, mesmo tendo os seus próprios problemas táticos e técnicos, naturalmente. Chegou a empatar com Jefinho logo depois, mas o gol foi anulado porque a bala bateu no braço de Paulo Sérgio na jogada – em jogadas que resultam em gol, a anulação no ataque é direta. Apesar da reclamação (não há VAR nesta fase da Lampions), o Paio não perdeu a cabeça e eventualmente empatou com Jefinho subindo com Chico para escorar um cruzamento de Dione. Porém, foi o zagueiro leonino que tocou na bola – de uma forma geral, o defensor não aproveitou a chance, chegando atrasado em outros lances também.

O placar de 1 x 1, construído aos 26 minutos, seria definitivo apesar da bobeira das duas defesas na noite de domingo, como Monta nos acréscimos e uma falha de posicionamento dos pernambucanos. Ao Sport, o empate força o time a buscar o resultado fora de casa na próxima rodada. No caso, no Rei Pelé, contra o CRB. Provavelmente com o retorno dos principais jogadores. Num time tão enxuto, fizeram bastante falta.

Escalação do Sport (melhores: Ronaldo e Ricardinho; piores: Márcio Araújo, Ítalo e Chico)
Mailson; Ewerthon (Sander), Chico, Pedrão e Júnior Tavares; Ronaldo, Márcio Araújo (Serrato), Luciano Juba (Matheusinho), Ricardinho e Ítalo (Gustavo); Mikael (Popó). Técnico: Jair Ventura

Escalação do Sampaio Corrêa (melhores: Jefinho e Dione; piores: Paulo Sérgio e Cassini)
Mota; Sávio, Allan, Paulo Sérgio (Lucão) e Erick Daltro (Marlon); Ferreira, Guilherme (Maurício), Dione (Gabriel); Dudu, Cassini (Jajá) e Jefinho. Técnico: Rafael Guanaes

Histórico geral de Sport x Sampaio Corrêa (todos os mandos)
17 jogos
11 vitórias rubro-negras (64,7%)
4 empate (23,5%)
2 vitórias maranhenses (11,7%)

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Fred Figueiroa e Lucas Liausu):

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Abaixo, assista aos melhores momentos do jogo, num vídeo do perfil da Copa do Nordeste.


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