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Futebol de pouca mobilidade no 1T e alguma melhora no 2T. Foto: Ricardo Duarte/Inter.

O último gol anotado pelo Sport no Campeonato Brasileiro foi em 1º de agosto, com Mikael cabeceando aos 43 minutos do segundo tempo para definir o clássico nordestino em Pituaçu. Depois daquele lance, passados 43 dias, o leão foi a campo seis vezes, com três empate e três derrotas. E nenhum gol marcado. Até acertou a trave algumas vezes, duas contra o Inter no fim da 20ª rodada, mas nenhuma bola foi nas redes adversárias – nem para que o VAR entrasse em ação.

Neste jejum, com inacreditáveis 542 minutos de seca, o time pernambucano finalizou 79 vezes, com média de 13,16 (foram 14 contra o colorado). Na barra foram 25 arremates, com média de 4,16 (3 nesta última apresentação). A sequência já teve adversários de todos os tipos, do atual campeão ao lanterna. Mesmo assim, o mesmo desempenho. E os adversários neste recorte? Foram 84 finalizações, entre certas e erradas, com média pouco melhor, de 14,00, e os mesmos 25 chutes certos. Entretanto, 4 deles foram convertidos em gols.

Seja com 4-3-3, 4-4-2 ou 3-5-2, a escolha de Florentín em sua primeira partida na Ilha do Retiro, o Sport simplesmente não muda a postura inofensiva, num momento em que os concorrentes começam a reagir. Nesta rodada, os outros três times do Z4 saíram vencedores, até a Chapecoense, como visitante. Quanto ao time pernambucano, que pela primeira vez nesta campanha teve um banco decente (com nomes como Everaldo, Barcia e Gustavo, embora só o primeiro tenha sido acionado), o desempenho vai trilhando um destino óbvio.

Até porque os roteiros começam a ser repetidos. Diante do Inter, num erro de André, a jogada foi de pé em pé até o gol de Patrick. O relógio marcava apenas 3 minutos. Como não lembrar o jogo contra o São Paulo, com o lance na mesma barra, à esquerda das cabines?

Pois é, um time armado para tentar uma chance teria que correr a noite inteira para fazer dois gols caso quisesse vencer. Não fez um, amargando outro 0 x 1. Na Ilha, aliás, o leão tem apenas 2 gols em 10 jogos, numa estatística demolidora e condizente com a situação atual, em penúltimo lugar – e só não está afundado de vez porque a defesa se mantém segura (até quando?). Ao todo, com 20 partidas, fez 8 gols. Número mantido desde a 14ª rodada…

Sport em 20 rodadas na Série A de 2021
Mandante (10 jogos, 7 pts e 23.3%): 1V, 4E e 5D
Visitante (10 jogos, 10 pts e 33.3%): 2V, 4E e 4D

A comparação da campanha com as permanências do leão na Série A após 20 jogos
1º) 2014 – 31 pontos (9V, 4E e 7D; 7º lugar)
2º) 2015 – 31 pontos (7V, 10E e 3D; 7º lugar)
2º) 2017 – 29 pontos (8V, 5E e 7D; 5º lugar)
4º) 2008 – 27 pontos (8V, 3E e 9D; 10º lugar)
4º) 2007 – 27 pontos (8V, 3E e 9D; 11º lugar)
6º) 2016 – 26 pontos (7V, 5E e 8D; 11º lugar)
7º) 2020 – 25 pontos (7V, 4E e 9D; 10º lugar)
8º) 2021 – 17 pontos (3V, 8E e 9D; 19º lugar)

Escalação do Sport (melhor: Mikael; piores: André, Marcão e Hayner)
Mailson; Sabino (Paulinho Moccelin, intervalo), Rafael Thyere e Chico; Hayner, Sander, Marcão, Zé Welison (Tréllez, 33/2T) e Everton Felipe (Everaldo, 25/2T); Mikael e André (Thiago Neves, 15/2T). Técnico: Gustavo Florentín

Escalação do Internacional (melhores: Daniel, Cuesta e Partrick)
Daniel; Saravia, Bruno Méndez, Victor Cueso e Moisés; Rodrigo Lindoso, Edenílson, Patrick, Caio Vidal (Paolo Guerrero, intervalo) e Maurício (Johny, 18/2T); Yuri Alberto (Heitor, 38/2T). Técnico: Diego Aguirre

Histórico geral de Sport x Internacional (todos os mandos)*
46 jogos
10 vitórias rubro-negras (21,7%)
17 empates (36,9%)
19 vitórias gaúchas (41,3%)
* Ainda houve um W.O. a favor do Sport em 24/01/1988

Histórico de Sport x Internacional pela Série A (todos os mandos)*
40 jogos
9 vitórias rubro-negras (22,5%)
14 empates (35,0%)
17 vitórias gaúchas (42,5%)
* Ainda houve um W.O. a favor do Sport em 24/01/1988

A análise do Podcast 45 Minutos sobre a partida (do tempo 0h06 até 0h54):

Abaixo, assista ao gol da partida, através do perfil oficial do Internacional no Twitter.


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