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Foi o 6º pênalti a favor do leão no BR, todos convertidos. Foto: Jhony Pinho/AGIF, via CBF.

Numa arrancada no Brasileirão, o Sport venceu pela 3ª vez seguida e entrou na zona de classificação à Libertadores. O cenário é surreal ao contextualizar com a posição anterior ao momento. Antes do jogo contra o Grêmio, que fechou a 7ª rodada, o time pernambucano era o lanterna. De lá pra cá, 5V, 1E e 1D, com a equipe tendo a cara do técnico Jair Ventura, numa obediência tática impressionante. Entretanto, em termos técnicos, houve oscilação. E em Salvador talvez tenha sido o “pior” momento do leão – aspas necessárias porque o resultado positivo foi alcançado.

O time abriu o placar com o Brocador cobrando pênalti, ampliou com Marcão escorando a falta de Thiago Neves e nem assim conseguiu controlar o jogo contra o Bahia. Num clássico regional quente, o tricolor seguiu insistindo em Pituaçu até o fim. Diminuiu com o grandalhão Saldanha, em seu primeiro toque na bola ao ser acionado, aos 31/2T, e martelou até o fim.

A postura adotada pelo visitante foi clara: se livrar da bola, com a posse caindo de 45% no 1T para 38% no 2T. Ou seja, após a reposição de Polli, o melhor da noite, o mandante a recuperava em seu campo, avançava com mais velocidade e conseguia finalizar. Ao todo, 23 x 5 em finalizações. Ao contrário de apresentações contra Grêmio, Palmeiras e Corinthians, também com dados contrários, mas com segurança em campo, desta vez nem a bola aérea do Sport funcionou plenamente – embora ainda seja, de longe, o ponto forte da defesa.

No fim, numa roubada de bola de Clayson, o atacante devolveu para Gregore, que mandou de fora de área e empatou. Pelo jogo, fazia sentido. Porém, Clayson tocou a bola com a mão após o carrinho em Marcão. Isso aos 49 minutos, com acréscimo até os 50. Um susto daqueles na torcida do Sport, que há muito tempo buscava o 3º triunfo consecutivo no Brasileiro – não obteve isso nem na Série B, quando subiu como vice. O gesto do árbitro Rafael Traci, sinalizando o VAR e anulando o gol valeu na prática como mais um do Sport, que segurou o 2 x 1. Nem sempre será possível vencer sendo efetivamente o melhor, até mesmo pela limitação técnica ainda vigente no elenco pernambucano, mas o time de Jair vem mantendo uma regularidade: a competividade na tabela. Diante do rival, entrou no G6. Até quando?

Sport em 13 rodadas na Série A de 2020
Mandante (6 jogos, 12 pts e 66.6%): 4V, 0E e 2D
Visitante (7 jogos, 8 pts e 38.0%): 2V, 2E e 3D

Escalação do Bahia (melhores: 1 Clayson, 2 Fessin; piores: Capixaba e Élber)
Douglas; Nino Paraíba (Saldanha, 31/2T), Ernando, Lucas Fonseca e Juninho Capixaba; Gregore, Elias, Ramires (Danielzinho, intervalo) e Marco Antônio (Clayson, intervalo); Gilberto e Élber (Fessin, 11/2T). Técnico Mano Menezes

Escalação do Sport (melhores: 1 Polli, 2 Marcão, 3 Mugni; piores: Gomez e Sander)
Luan Polli; Patric, Maidana, Adryelson e Sander; Marcão, Ricardinho, Lucas Mugni (Chico, 38/2T) e Thiago Neves (Jonatan Gómez, 23/2T); Marquinhos (Luciano, 23/2T) e Brocador (Barcia, 12/2T). Técnico: Jair Ventura

Histórico geral de Bahia x Sport (todos os mandos)
91 jogos
25 vitórias rubro-negras (27,4%)
29 empates (31,8%)
37 triunfos tricolores (40,6%)

Histórico de Bahia x Sport pela Série A (todos os mandos)
29 jogos
9 vitórias rubro-negras (31,0%)
8 empates (27,5%)
12 triunfos tricolores (41,3%)

Curiosidade
Embora seja o clássico interestadual com mais jogos no NE, chegando a 91 partidas, o duelo não acontecia há 2 anos. Curiosamente, os últimos cinco jogos foram pela Série A, com 4 vitórias do Sport e 1 do Bahia. Uma reação do leão sobre uma desvantagem histórica. Antes, estava 36 x 21.

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Celso Ishigami, Fred Figueiroa e Cascio Cardoso):

Abaixo, assista aos gols da partida, através do perfil oficial do Brasileirão no Twitter.


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