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Supercopa do Brasil no Mané Garrincha

O troféu mistura elementos das taças das principais competições. Fotos: Lucas Figueiredo/CBF.

A Supercopa do Brasil voltou ao calendário em 2020, após um hiato de 29 anos. O jogo entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil foi recriado para abrir oficialmente a temporada do futebol nacional, com garantia de audiência na tevê. Por decisão da CBF, as duas primeiras edições foram no Mané Garrincha, em Brasília, com a disputa de 2022 indo parar na Arena Pantanal, em Cuiabá, devido ao avanço da Covid-19 na capital federal. Para 2023, a CBF resolveu fazer disputa “extraoficial” entre estádios/federações do país.

Em duas rodadas de negociação, uma em outubro e outra em janeiro, as quatro arenas do Nordeste foram comentadas, com Castelão (CE), Arena Pernambuco (PE) e Arena das Dunas (RN) na primeira e a Fonte Nova (BA) na segunda. Nos dois períodos, avaliando datas, estado do gramado, estrutura para as torcidas e demais regalias, o Mané Garrincha sempre esteve presente. O estádio de Salvador chegou a ser dado como certo em 11 de janeiro, mas no mesmo dia a direção da confederação brasileira confirmou o palco do Distrito Federal.

As garantias para o retorno

O comunicado do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, feito após contato com os presidentes de Palmeiras (Leila Pereira) e Flamengo (Rodolfo Landim), só ocorreu com a garantia governamental sobre a segurança, a preocupação da vez. Algo necessário após os atos antidemocráticos em 8 de janeiro, que resultaram na depredação das sedes dos três poderes. O jogo será 20 dias depois disso, às 16h30 de um sábado. Na prática, então, o Mané Garrincha, com 72.231 lugares, foi a preferência como sede desde a retomada, já na 3ª vez em 4 anos. O curioso é que o ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo, chegou a dizer após o anúncio da primeira sede que haveria rodízio. Não houve. Nem com ele nem com Ednaldo.

Sede fixa, rodízio ou exterior?

Realizada em jogo único, a Supercopa do Brasil distribui R$ 5 milhões ao campeão e R$ 2 milhões ao vice. Ainda que eu ache legal a ideia de rodar esta disputa em outros bons estádios do país, começando por palcos mais periféricos, como Arena da Amazônia e Arena das Dunas, oficializar a capital brasileira como local do encontro também funcionaria bem. É o que ocorre em alguns países, com destaque para a Inglaterra, com Wembley.

Entretanto, há de se observar que alguns países já deram outro passo e levaram as suas Supercopas para o exterior, casos de Itália (China 4x, EUA 2x, Catar 2x etc) e Espanha (Arábia Saudita 3x e Marrocos 1x). Pode ser o futuro da Supercopa do Brasil? Não surpreenderia em nada, considerando o que foi feito com os amistosos da Seleção Brasileira, que raramente joga aqui – ou seja, não é um elogio. Até que o comando da entidade decida ir por esse caminho, a melhor solução talvez seja deixar em Brasília mesmo. E o que você acha?

Os campeões e vices da Supercopa (e as sedes)

1990 – Grêmio (Vasco); Olímpico (ida) e São Januário (volta)*
1991 – Corinthians (Flamengo); Morumbi
2020 – Flamengo (Athletico-PR); Mané Garrincha
2021 – Flamengo (Palmeiras); Mané Garrincha
2022 – Atlético-MG (Flamengo); Arena Pantanal
2023 – Palmeiras ou Flamengo; Mané Garrincha
* Única edição que não ocorreu em jogo único

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