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O quadro divulgado pelo Ibope-Repucom com o balanço das transmissões do Timão na temporada.

Em 2019, o Corinthians arrecadou R$ 188 milhões em direitos de transmissão. Um valor enorme, mas um pouco abaixo do patamar alcançado pelo clube, que havia recebido R$ 197 milhões na temporada anterior.

Por sinal, essa oscilação deixou o alvinegro em 3º lugar no ranking de receitas da tevê, abaixo de Flamengo (329 mi) e Palmeiras (238 mi). Em relação à audiência, os dados também acabaram bem abaixo do ponteiro, até mesmo pela diferença no desempenho em campo, com o clube paulista terminando em 8º lugar na Série A, enquanto o Fla obteve os títulos do Brasileirão e da Libertadores. Aqui, trago os dados mensurados pelo Ibope-Repucom nas 15 principais regiões metropolitanas do país, o quadro estudado regularmente.

Ao todo, o Timão teve 1.150 horas de transmissão de jogos em 2019, somando as 15 praças e a tevê por assinatura, com o maior tempo de permanência ocorrendo na volta das oitavas de final da Copa do Brasil, em 4 de junho, com 49 horas – derrota (e eliminação) para o Flamengo no Maracanã. A partir dos dados presentes no mapa, tracei um ranking de audiência média na TV aberta entre as cidades, consciente da diferença de tamanho entre as metrópoles.

No Nordeste, que conta com três regiões metropolitanas de porte semelhante (com cerca de 4 milhões de habitantes), Fortaleza liderou no nº de jogos exibidos (19, em 3º no país) e no acúmulo de telespectadores (4,6 milhões; 5º). Porém, a maior média registrada na região, no ano, ocorreu em Salvador, com 300 mil telespectadores (a 3ª do país). O Recife acabou num cenário intermediário, mas com a explicação sendo a surpreendente grade com a presença do Fla – foram 30 jogos do rubro-negro do Rio no Recife. Vale pontuar que o instituto não divulgou o quadro em “pontos”, a tabulação mais conhecida pelo público.

Observando o quadro geral, chama a atenção o fato de a audiência média do Corinthians ter sido inferior à do Flamengo em todas as cidades. Incluindo São Paulo. No caso, porque os jogos do time carioca por lá foram pontuais, em fases avançadas de torneios de ponta, como a Libertadores (a primeira final única) e o Mundial de Clubes (decisão diante do Liverpool).

Nº de transmissões do Corinthians por região metropolitana em 2019
1º) 32 – São Paulo
2º) 26 – Campinas
3º) 19 – Fortaleza
4º) 17 – Brasília e Curitiba
6º) 15 – Recife
7º) 14 – Porto Alegre
8º) 13 – Belém e Florianópolis
10º) 12 – Goiânia, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória
14º) 11 – Belo Horizonte
15º) 9 – Manaus

Média de telespectadores nos jogos do Corinthians em 2019 (e o nº de exibições)
1º) 2,109 milhões – São Paulo (32)
2º) 825 mil – Rio de Janeiro (12)
3º) 300 mil – Salvador (12)
4º) 288 mil – Curitiba (17)
5º) 271 mil – Porto Alegre (14)
6º) 255 mil – Manaus (9)
7º) 253 mil – Belém (13)
8º) 246 mil – Campinas (26)
9º) 242 mil – Fortaleza (19)
10º) 233 mil – Recife (15)
11º) 225 mil – Goiânia (12)
12º) 218 mil – Belo Horizonte (11)
13º) 176 mil – Brasília (17)
14º) 108 mil – Vitória (12)
15º) 100 mil – Florianópolis (13)

Total de telespectadores nos jogos do Corinthians em 2019 (e o nº de exibições)
1º) 67,5 milhões – São Paulo (32)
2º) 9,9 milhões – Rio de Janeiro (12)
3º) 6,4 milhões – Campinas (26)
4º) 4,9 milhões – Curitiba (17)
5º) 4,6 milhões – Fortaleza (19)
6º) 3,8 milhões – Porto Alegre (14)
7º) 3,6 milhões – Salvador (12)
8º) 3,5 milhões – Recife (15)
9º) 3,3 milhões – Belém (13)
10º) 3,0 milhões – Brasília (17)
11º) 2,7 milhões – Goiânia (12)
12º) 2,4 milhões – Belo Horizonte (11)
13º) 2,3 milhões – Manaus (9)
14º) 1,3 milhão – Vitória (12)
14º) 1,3 milhão – Florianópolis (13)

O comparativo das médias do Corinthians em relação ao Flamengo (e o nº de exibições)
-10 mil, Campinas (26 x 16)
-15 mil, Florianópolis (13 x 26)
-23 mil, Goiânia (12 x 25)
-30 mil, Salvador (12 x 26)
-49 mil, Belém (13 x 37)
-66 mil, Curitiba (17 x 22)
-71 mil, Manaus (9 x 38)
-143 mil, Recife (15 x 30)
-160 mil, Vitória (12 x 38)
-169 mil, Fortaleza (19 x 26)
-174 mil,Belo Horizonte (11 x 26)
-180 mil, Brasília (17 x 37 )
-219 mil, Porto Alegre (14 x 21)
-384 mil, São Paulo (32 x 16 )
-1,237 milhão, Rio de Janeiro (12 x 37)

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