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Um registro da polêmica na Ilha do Retiro, após a decisão do juiz. Foto: Anderson Stevens/Sport.

O técnico do Palmeiras, o português Abel Ferreira, fez as cinco substituições no segundo tempo. Todos os jogadores acionados estiveram em campo na Argentina, na goleada sobre o River Plate, pela semifinal da Libertadores. Portanto, o time misto, que tecnicamente já era melhor que o Sport, ficou muito superior e dominou a segunda etapa, administrando a vantagem de 1 x 0, estabelecida ainda na etapa inicial.

E o time paulista esteve mais perto do segundo gol do que o leão do empate, apesar do enorme esforço em campo. Dito isso, é preciso destacar que a história do jogo mudou aos 49 minutos, no minuto final do acréscimo dado pelo árbitro Dyogenes de Andrade. Foi quando o jovem lateral Ewerthon, que acabara de entrar, deu uma escapada até a linha de fundo e cruzou rasteiro, sem tanto perigo. Aí, o zagueiro do verdão cortou e a bola bateu no braço aberto de Rony, de frente e a uns cinco metros de distância – e no momento do chute o braço estava abaixado. Pênalti claro, marcado pelo árbitro. Como preza a regra na Série A, com o VAR à disposição, o lance capital tinha que ser revisado.

Porém, o árbitro de vídeo, Igor Benevenuto, recomendou a anulação da marcação. Dyogenes foi conferir na tela e surpreendentemente, após 5 minutos na cabine, atendeu ao chamado – na minha visão, descabido; veja o lance abaixo. De fato, os lances de “mão” neste Brasileirão vêm acontecendo de maneira pouco padronizada, com a subjetividade além da conta. Uma hora um resvalo é pênalti, em outra hora um desvio claro não é. Neste caso, não deixou muitas margens para dúvida, embora Nadine Bastos, a comentarista de arbitragem do canal Premiere, que exibiu a partida para todo o país, também tenha achado que não foi pênalti.

Ou seja, dois árbitros e uma ex-árbitra viram da mesma forma – sob o argumento de que “não há pênalti quando a bola vem do companheiro” (?). Isso só torna ainda mais impressionante a decisão sobre um lance tão claro. Com o pênalti desmarcado, o Palmeiras, no G6, acabou confirmando a vitória por 1 x 0 e o ameaçado Sport, embora soubesse que pontuar nesta noite seria difícil, terminou com uma sensação além do imaginado. E não foi a 1ª vez.

Sport em 29 rodadas na Série A de 2020
Mandante (15 jogos, 22 pts e 48.8%): 7V, 1E e 7D
Visitante (14 jogos, 10 pts e 23.8%): 2V, 4E e 8D

Escalação do Sport (melhores: Marcão, Betinho e Polli; pior: Prata)
Luan Polli; Raul Prata (Jonatan Gómez, intervalo), Adryelson, Rafael Thyere e Júnior Tavares (Sander, 17/2T); Marcão (Ewerthon, 39/2T), Betinho (Ricardinho, 24/2T), Patric, Marquinhos (Brocador, 17/2T) e Thiago Neves; Dalberto. Técnico: Jair Ventura

Escalação do Palmeiras (melhors: Willian, Verón e Zé Rafael; pior: Lucas Lima)
Weverton; Emerson Santos, Luan, Kuscevic e Lucas Esteves (Danilo, 24/2T); Raphael Veiga (Alan, 13/2T), Zé Rafael (Patrick de Paula, 13/2T) e Lucas Lima (Rony, 22/2T); Verón (Gabriel Menino, intervalo), Willian e Breno Lopes. Técnico: Abel Ferreira

Histórico geral de Sport x Palmeiras (todos os mandos)
64 jogos
19 vitórias rubro-negras (29,6%)
12 empates (18,7%)
33 vitórias paulistas (51,5%)

Histórico de Sport x Palmeiras pela Série A (todos os mandos)
40 jogos
12 vitórias rubro-negras (30,0%)
8 empates (20,0%)
20 vitórias paulistas (50,0%)

Curiosidade
Entre os principais clubes do eixo RJ-SP-MG-RS, o Palmeiras é adversário mais recorrente na história leonina, agora com 64 partidas disputadas, entre competições oficiais e amistosos. Fechando o pódio neste recorte, Atlético-MG e São Paulo, ambos com 55 confrontos contra o Sport.

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Fred Figueiroa e Geraldo Rodrigues):

Abaixo, assista ao vídeo do polêmico lance aos 49 do segundo tempo. O que você achou?


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