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Hélio no comando do Paysandu diante do Náutico, em 2019. Foto: Paysandu/divulgação.

Com Hélio dos Anjos, o Náutico parte para o 3º treinador nesta Série B. Após as saídas de Gilmar Dal Pozzo, que perdeu a mão, e de Gilson Kleina, que mexeu o quanto pôde sem acertar, a direção alvirrubra aposta num nome com experiência (e história no clube) para tentar extrair alguma regularidade no desempenho do time, que começa a ficar seriamente ameaçado de rebaixamento – confira as contas abaixo. Com apenas uma vitória nos últimos 12 jogos, o timbu entrou na zona de rebaixamento e hoje já está a 4 pontos do 16º lugar, o primeiro fora do Z4.

O nome de Hélio dos Anjos surgiu logo depois do apito final no Castelão, com a derrota para o Sampaio aos 52 do segundo tempo. A notícia dada por João de Andrade Neto, do portal NE45, mostra que o contato começou ainda no fim de semana, quando o time perdeu do Operário. Ou seja, a falta de convicção no trabalho de Kleina já existia e foi um erro da direção a sua manutenção nesta derrocada. A saída já poderia ter ocorrido há algumas rodadas, mas curiosamente acabou acontecendo justamente na única partida em que a equipe jogou futebol – e foi derrotada num vacilo incrível no último lance. Complicado.

Tocando a bola pra frente, Hélio, de 62 anos, assume o comando do Náutico pela 3ª vez. A primeira foi em 1993, quando tinha apenas 35 anos. Depois, voltou em 2006, substituindo Paulo Campos nas últimas sete rodadas da Série B, quando obteve o acesso. Bastante rodado e conhecido pela forma enérgica de comandar e cobrar, Hélio esteve recentemente no caminho do Náutico. Ele era o técnico do Paysandu no mata-mata do acesso na Série C de 2019, quando o timbu teve um pênalti polêmico nos acréscimos. Aquele lance evitou o acesso de Hélio, que agora tentará de novo evitar a C. Técnico à parte, já ficou evidente a limitação do elenco, com problemas na defesas e a má fase duradoura no ataque, o setor mais caro.

A campanha do Náutico após 21 rodadas na Série B de 2020 (casa/fora)
17º lugar com 20 pontos (12/8)
4 vitórias (2/2)
8 empates (6/2)
9 derrotas (2/7)
31% de aproveitamento (40%/24%)

A matemática para escapar do rebaixamento…
Hoje, o 16º colocado da Série B, o primeiro time fora da zona de rebaixamento, tem 24 pontos. No caso, trata-se do Vitória, com 5V, 9E e 7D. Projetando essa campanha na 38ª rodada, o rubro-negro baiano terminaria com “43,4” pontos – já próximo da margem clássica de “45”. A projeção atual do Náutico, visando a última rodada, é de apenas “36,1”. Nota-se que o time pernambucano precisará acelerar bastante o ritmo para tentar sair. Arredondando para “44” (é sempre válido arredondar para cima neste caso), o alvirrubro precisa buscar 24 pontos em 17 jogos, o que demanda um aproveitamento de 47% – hoje, isso corresponde à campanha do 7º lugar, o Avaí. Alguns exemplos matemáticos para esta reação: 1) 8V, 0E e 9D; 2) 7V, 3E e 7D; 3) 6V, 6E e 5D; 4) 5V, 9E e 3D. O trabalho de Hélio será bem difícil, mas o primeiro ponto a ser revertido é o mando de campo, onde o Náutico tem apenas 2 vitórias em 10 jogos. É inviável qualquer tentativa reação sem isso.

Confira mais sobre o assunto
A análise da derrota do Náutico para o Sampaio e o podcast sobre a saída de Kleina


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