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Marcelo Chamusca treinou o Botafogo da 1ª até a 10ª rodada. Agora, chega ao Náutico na 20ª.

O Náutico terminou o primeiro turno da Série B em 7º lugar. Após a derrota para o Cruzeiro, em casa, ainda havia a chance de cair mais duas posições, mas Vasco e Operário, os concorrentes mais próximos, tropeçaram. Com 30 pontos conquistados, com um índice de 52%, o campeão pernambucano tem um desempenho sólido em termos de disputa pelo acesso.

No entanto, o timbu venceu apenas uma vez nos últimos nove jogos, chegando à 19ª rodada com cinco derrotas seguidas, fora do eixo. E este é o ponto que mina toda a confiança sobre a competitividade no returno. Tanto que o time que liderou a competição durante 15 rodadas, da 2ª até a 16ª, já vai para a segunda metade do BR com um novo técnico. É a clássica mudança na condução do futebol, por mais que várias outras sigam bem necessárias.

Marcelo Chamusca chega para substituir Hélio dos Anjos, à frente em 47 jogos nos últimos nove meses, sendo o responsável pela permanência salvadora na edição passada, pelo título pernambucano diante do arquirrival e pela largada recorde na Série B até a 14ª rodada, período no qual o Náutico se candidatou não só ao acesso como ao título inédito.

As saídas do zagueiro Wagner Leonardo e do ponta Erick e a grave lesão do atacante Kieza desmancharam a equipe, que ainda sofreu com lesões pontuais, como a do meia Jean Carlos, e suspensões em cenários já escassos, como a de Camutanga durante a crise. Hélio tentou encontrar a soluções sem mudar o sistema. Sem as peças, numa lacuna que deveria ter sido evitada pela direção de futebol, acabou consumido pelas baixas no elenco alvirrubro. A chegada de Chamusca, estreando no trio de ferro, ocorre sem reforços paralelos.

Contudo, o acerto vem pautado por contratações, numa exigência feita pelo técnico, como informou o site NE45. A princípio, as posições seriam de goleiro, lateral-esquerdo e atacante de lado. Acrescento a necessidade de um zagueiro, pois vejo Camutanga como o único realmente confiável no elenco atual, e um volante para revezar o enorme desgaste do setor, algo que acabou sacrificando o futebol de Rhaldney, um dos maiores ativos de Rosa e Silva.

Quanto ao trabalho visando a volta ao grupo de acesso, o próprio Marcelo Chamusca, que subiu de divisão três vezes na última década, também carece de uma resposta rápida. Sobre o seu mercado, uma vez que já esteve envolvido na segundona de 2021, comandando o Botafogo nas dez primeiras rodadas. Foi demitido em 13 de julho, com o time carioca em 10º lugar, tendo 3V, 4E e 3D, com 43% de aproveitamento. Ou seja, se o Náutico precisa subir o seu percentual no returno, a evolução de Chamusca precisa ser ainda maior. Bem maior.

Marcelo Chamusca ao site oficial do Náutico
“Estou muito motivado pela oportunidade. Acredito nos jogadores. A expectativa é voltar ao G4 da competição e brigar muito forte na parte de cima da tabela. O Náutico tem time e toda condição para que possamos voltar a figurar no G4 no segundo turno. Vamos trabalhar para isso.”

Os 3 acessos nacionais de Marcelo Chamusca
Da Série D para a Série C – 2013, Salgueiro (4º)
Da Série C para a Série B – 2016, Guarani (2º)
Da Série B para a Série A – 2017, Ceará (3º)

Abaixo, o anúncio oficial do alvirrubro sobre a contratação do novo técnico em 2021. Aprovado?


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