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Vice no Estadual, lanterna no NE, 1ª fase na Copa do Brasil, Z4 na Série A e erros burocráticos.

Em 2020, a permanência do Sport na 1ª divisão superou todas as expectativas. Particularmente, considero a maior “permanência” do clube nos pontos corridos, analisando o péssimo desempenho antes da Série A, o elenco mal montado, com diversas carências técnicas, e a crise financeira, tendo ainda a obrigação de devolução (isso mesmo) de R$ 16,5 milhões à Rede Globo, devido a um adiantamento em 2016.

Com a continuidade na elite nacional em 2021, quitou a pendência com a emissora e algumas outras broncas, como o milionário imbróglio com o Sporting sobre a aquisição de André, arrastada desde 2017. O clube desembolsou R$ 8,9 mi! No entanto, as dívidas seguiam, com o passivo orbitando a casa de R$ 200 milhões. Mesmo assim, aos poucos, o clube foi firmando algumas renovações, como a do zagueiro Maidana e a do técnico Jair Ventura. Exemplos de que o novo ano poderia ser mais tranquilo.

Ocorre que o colapso já estava desenhado ali, desde o turbulento (e rasteiro) processo político, com meses e meses de eleições adiadas pela situação até uma vitória por míseros 38 votos, mostrando o racha. Isso já com “2021” andando. Pior. O reeleito Milton Bivar abdicou do mandato com menos de três meses, forçando a eleição suplementar, desta vez com vitória da oposição. Não antes de polêmicas envolvendo o mandatário interino, que na verdade era o presidente do conselho deliberativo, que chegou a chamar os jogadores de canalhas num telefone sem fio sobre salários atrasados. Em julho veio a “renovação” e o desejo de um clube mais transparente e mais profissional na condução do futebol. De lá pra cá, dois meses.

Após duas vitórias em três jogos, vs América e Bahia, a inacreditável sequência sem balançar as redes. São 722 minutos, na maior seca já vista nos pontos corridos. Fora de campo, na tentativa de modificar o cenário, a contratação de um técnico estrangeiro em sua primeira experiência no Brasil, já tendo que desarmar uma bomba daquelas – é difícil demais atropelar as etapas de adaptação. E sobre os reforços, ainda que opacos, algo amador.

Segundo o dicionário Michaelis, amador é “aquele que não domina bem a atividade que exerce, revelando-se inábil ou falto de qualificação; inexperiente”. Em campo, 104 finalizações em oito rodadas e nenhum gol. São todos profissionais, caros, mas com o desempenho atual na reta oposta. Fora das quatro linhas, onde todos são basicamente amadores de fato, ou abnegados, como se trata no futebol, a indefensável incapacidade de inscrever jogadores.

Com o Brasileirão entrando na reta final, o Sport anunciou quatro reforços desconhecidos – em tese, dentro do limite financeiro no momento. Só que um deles, o lateral-direito Jefferson, acabou não tendo o nome publicado no BID, o boletim informativo diário da CBF, regra vital para a regularização. Acabou o prazo, sendo um vexame enorme. E era só o primeiro parágrafo da história. Os outros três saíram no BID, sim. Entretanto, o goleiro Saulo, o volante Nicolás Aguirre e o atacante Vander não foram inscritos na Série A, num trabalho paralelo que você, leitor, nem se preocupava por ser algo de praxe, banal. Pois o departamento de futebol do leão, comandado por Nelo Campos e específico para isso, esqueceu de fazer a inscrição.

A notícia, que colapsou de vez o cenário, vazou na mesma noite em que o Sport perdeu do Fortaleza na Arena PE, pela 22ª rodada, ficando a 7 pontos da saída da zona de rebaixamento, num buraco que parecia menor em 2021, mas que o próprio Sport cavou. E cavou muito, já transformando este ano num dos piores vividos pelo clube, com influência de todas as correntes possíveis na Ilha, entre dirigentes e jogadores, que já saíram e que lá ainda estão. Faltam 16 rodadas. Para 2022, salvo uma reviravolta maior do que tudo o que já vimos em Pernambuco, o destino do clube já foi traçado da pior forma. De dentro pra fora.

Atualização em 28/09
Numa sucessão de erros bizarros, o maior veio no dia seguinte ao texto no blog, com o risco de perder até 17 pontos devido à suposta escalação irregular de Pedro Henrique, que já havia feito 7 jogos pelo Inter, sendo dois deles no banco de reservas, onde recebeu o cartão amarelo. A própria direção de futebol, já destituída, citou o episódio como “negligência” de funcionários. Isso passa a um cenário de confiança irreparável entre todos os envolvidos, com o comando executivo, ainda com Leonardo Lopes, ficando encurralado sobre a continuidade já no curto prazo, com inviabilização esportiva, financeira e moral. Amadorismo é pouco.

Torcedor, qual é a sua opinião sobre o atual momento do Sport?


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