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A imagem compartilhada pelo técnico em seu perfil no Twitter, com 5 mil curtidas em 3 horas.

Em campo, a princípio, a estrutura tática pode não sofrer uma grande alteração, com o perfil reativo tanto de Roger Machado quanto de Mano Menezes. A diferença entre os dois treinadores gaúchos está, hoje, no comando. Justamente na “hierarquia”, palavra utilizada pelo ex-técnico para justificar escolhas e, em alguns casos, manutenção das escolhas, rendimento à parte. É uma lógica a partir do comando do grupo.

No caso de Mano, a postura é, em seu histórico, um pouco diferente. A estrutura da equipe se sobrepõe às lideranças, sendo ele, de fato, “a” liderança. Embora considere Roger Machado um nome promissor, e não por acaso o seu mercado é a Série A, a chegada de Mano é, também, um passo seguinte ao Bahia. Com cara de aposta, no sentido de “tudo ou nada”, mas financeiramente baseada num cenário estável.

Na véspera do anúncio oficial de Mano, tentou-se traçar um paralelo à chegada de Vanderlei Luxemburgo no Sport, em 2017. Na ocasião, o leão estava na Série A, contava com jogadores caros e parecia ter robustez econômica. Neste comparativo, a diferença está exatamente aí, na saúde do caixa. Enquanto o clube pernambucano contava com demonstrativos contábeis rasos, o clube baiano apresenta balancetes regulares, sendo possível o acompanhamento desta retomada de sete anos. Inclusive sobre o cenário difícil em 2020, devido à pandemia.

Tanto que a projeção recorde de R$ 179,0 milhões, dita pelo clube, pode cair para R$ 100,4 milhões, num estudo do Itaú – que fez o mesmo com outros nordestinos, que terão redução. Mesmo assim, e já considerando um déficit milionário no ano, o Bahia se preparou, a longo prazo, para dar um passo além. Talvez não fosse agora, pois o objetivo era manter Roger – e a permanência por parte da direção passou do ponto. Porém, houve o contato e o acerto com Mano, que em 2019 colocou o Palmeiras na Libertadores (embora houvesse uma cobrança para ser mais competitivo em relação ao Fla) e que pouco antes conquistou a Copa do Brasil duas vezes. Sem contar a passagem na Seleção, algo bem raro no futebol da região.

As metas e o potencial
Copeiro, Mano pode ser o nome para uma frente pouco comentada no momento, a Copa Sul-Americana. Apesar disso, trata-se da obsessão do tricolor na busca por uma conquista de peso, que não vem desde 1988. Paralelamente a isso, possivelmente com um time compacto na defesa e rápido no ataque pelas pontas, o Bahia mantém o foco na Série A para lutar pela primeira página, num hiato desde 2001. Portanto, duas metas pesadas para Mano, que deve enxergar a necessidade pessoal de refinar o seu repertório tático para se reposicionar num degrau acima do mercado – apesar do crescimento do Baêa, ainda há esse degrau. Mas, desde já, o sarrafo (do clube e pessoal) precisa ser elevado, até mesmo pelo acerto até o fim de 2021. A conta não será barata.

Tricolor, o que você achou da contratação de Mano Menezes?

Os ex-técnicos da Seleção Brasileira no Bahia (entre parênteses, a passagem na canarinha)
1º) 1972 – Sylvio Pirillo (1957)
2º) 1975 – Zezé Moreira (1952 e 1954-1955)*
3º) 1981 – Aymoré Moreira (1953, 1961-1963 e 1967-1968)
4º) 1988 – Evaristo de Macedo (1985)*
5º) 2012 – Falcão (1990-1991)
6º) 2020 – Mano Menezes (2010-2012)
* Ainda treinou o tricolor em outras oportunidades

A análise do Podcast 45 Minutos (Cascio Cardoso, Cassio Zirpoli, Celso Ishigami e João de Andrade):

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