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Messias reforçou a zaga alvinegra e agora marcou o seu 1º gol no clube. Foto: Stephan Eilert/Ceará.

Pela 4ª vez em 8 anos, o Ceará está na final da Copa do Nordeste, num período em que, de fato, cresceu de forma considerável, em resultados e finanças. Tanto já que já mira o tri. Exercendo o favoritismo no Castelão, o alvinegro venceu o Vitória por 2 x 0 e deu sequência aos bons resultados diante do rubro-negro, com o scout de classificações em mata-matas subindo para 6 x 1! O Ceará eliminou o rival baiano em 2013, 2014, 2015, 2020 (2x, Nordestão e Copa do Brasil) e 2021. Freguesia.

Campeão regional em 2015 e 2020, ambas de vezes de forma invicta, o alvinegro chega à decisão novamente nesta condição – aliás, são 22 partidas seguidas sem derrota no torneio, contando as últimas duas edições. Nesta campanha, o time de Guto Ferreira foi crescendo à medida em que os jogadores da Série A foram sendo reincorporados. Nas primeiras rodadas, pela falta de tempo entre as temporadas “2020” e “2021”, o time utilizou formações mistas.

O reforço técnico pode ser pontuado pela renovação do meia Vinícius, com o maior salário do NE (cerca de R$ 350 mil), e pela aquisição do zagueiro Messias, comprado do América-MG por R$ 2 milhões. Os dois decidiram a semifinal ainda no 1T. O primeiro gol, por sinal, saiu da forma como se esperava, com o leão articulando uma construção ofensiva de forma mais cadenciada, com a boa zaga cearense neutralizando a investida e com o contragolpe fatal.

E o mandando ainda contou com a sorte no lance, pois Vinícius fez de cabeça após a bola na trave num recuo malfeito do lateral Raul Prata – aquele, ex-Sport. Esse lance foi aos 19. Aos 40, numa cobrança de falta, “Vina” cobrou com efeito e Messias, numa jogada ensaiada, apareceu de cabeça para ampliar. O Vitória, ainda o maior vencedor mas em jejum na Lampions desde 2010, bem que tentou no 2T, mas a diferença técnica era evidente. E não foi surpresa.

Escalação do Ceará (melhores: Vinícius, Messias e Luiz Otávio)
Richard; Gabriel Dias, Messias, Luiz Otávio (Klaus) e Bruno Pacheco; Naressi, Charles (Fernando Sobral) e Vinícius (Marlon); Mendoza (Saulo), Lima e Felipe Vizeu (Jael). Técnico: Guto Ferreira

Escalação do Vitória (melhor: João Pedro; piores: Prata, Samuel e Eduardo)
Ronaldo; Raul Prata, João Victor, Wallace e Pedrinho; João Pedro, Cedric (Eduardo) e Soares; David (Caíque Souza), Vico (Wesley Pionteck) e Samuel (Ygor Catatau). Técnico: Rodrigo Chagas

1) O Ceará chegou às seguintes finais no Nordestão: 2014 (2º), 2015 (1º), 2020 (1º) e 2021 (a definir). Em 2021, a campanha alvinegra é a seguinte: 10 jogos, com 6V, 4E e 0D; 19 GP e 3 GC.

2) Na decisão, o Ceará terá o desfalque do lateral Gabriel Dias no jogo de ida, após uma expulsão injusta nos acréscimos, mesmo com o uso do VAR. Na volta, já há a certeza de que o Castelão será o palco, ou como mandante, diante do Bahia, ou como visitante, diante do rival Fortaleza.

3) Ainda sobre a semifinal, este foi o 5º triunfo consecutivo do Ceará sobre o Vitória, sendo três jogos em 2020 e dois jogos em 2021. Com esta sequência positiva, o vozão igualou o histórico de um confronto no qual o leão tinha boa vantagem. Agora, 16 x 16. No Nordestão, especificamente, foi a 5ª classificação em mata-mata. O Vitória só passou no primeiro duelo, em 1997.

Histórico geral de Ceará x Vitória (todos os mandos)
46 jogos
16 vitórias do alvinegro cearense (34,7%)
14 empates (30,4%)
16 vitórias do rubro-negro baiano (34,7%)

A análise do Podcast 45 Minutos sobre a partida (do minuto 12 ao 59):

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Abaixo, assista aos melhores momentos do jogo, num vídeo do perfil da Copa do Nordeste.


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