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Fernanda Durão/FPF

O conselho arbitral sobre o Campeonato Pernambucano de 2019, realizado na sede da FPF, amarrou o formato da 105ª edição. Após a segunda redução seguida, caindo dois times e subindo apenas um, a competição terá dez clubes, num formato semelhante àquela vencida pelo Náutico. Ou seja, por maioria dos votos dos representantes, haverá turno único envolvendo todos os participantes, com os oito melhores avançando ao mata-mata, com quartas, semi e final. Entretanto, a reunião também tratou dos meandros deste regulamento.

O principal ponto foi a proposta de uma nova redução, idealizada pelo presidente da federação, Evandro Carvalho. O dirigente enxerga como ideal o número de nove times – curiosamente, em outros momentos ele já achou que o ‘ideal’ fosse o dado atual, mas, devido ao apertado calendário nacional, mudou de ideia.

Os dirigentes aprovaram a manutenção do “Z2”, com o rebaixamento de dois clubes, mas a confirmação da redução só será possível após o conselho técnico da segundona de 2019, uma reunião programada para o ano que vem. Afinal, só lá será decidido se haverá a promoção de um ou dois clubes – se apenas o campeão tiver o acesso, como já ocorre há duas temporadas, então o campeonato estadual de 2020 terá nove times.

De toda forma, surgiu um cenário curioso na primeira divisão local em 2019: ou o clube se classifica à fase eliminatória ou estará rebaixado. Em 8º lugar, passa às quartas de final. Em 9º, cai para a Série A2. Em tempo: Evandro queria um “G6”, com os dois primeiros avançando diretamente à semifinal e os outros quatro disputando as quartas. Optaram pelo “G8”.

Regulamento aprovado para o Campeonato Pernambucano de 2019

Nº de participantes: 10 clubes (início em 20/01)
Os nove melhores de 2018 (Náutico, Central, Sport, Salgueiro, Vitória, Santa Cruz, América, Afogados e Flamengo de Arcoverde) e o campeão da Série A2 (em disputa)

1ª fase: turno único
Todos os clubes se enfrentam em jogos de ida, se classificando os oito melhores colocados. Os dois últimos serão rebaixados. A etapa prevê 45 partidas ao longo de nove rodadas, com cada clube jogando nove vezes. Os cinco melhores colocados de 2018 vão jogar 5x como mandantes e 4x como visitantes, enquanto os quatro colocados seguintes e o campeão da segundona vão jogar 4x como mandantes e 5x como visitantes.

2ª fase: quartas de final
Pela segunda vez o Estadual terá esta etapa. Devido ao calendário enxuto, a definição ocorre em jogos únicos, com mando de campo para os quatro melhores colocados (1 x 8, 2 x 7, 3 x 6 e 4 x 5). Persistindo o empate, pênaltis.

3ª fase: semifinal
Esta fase foi implantada em 2010, mudando apenas o critério de desempate desde então (melhor campanha, saldo de gols, gol qualificado etc). Como em 2018, será realizado apenas o jogo de ida. Em caso de igualdade, pênaltis.

4ª fase – final (decisão em 21/04)
Enfim um mata-mata em ida e volta. No caso, considerando apenas pontuação e saldo de gols na fase para a definição do campeão. Persistindo o empate nos 180 minutos, pênaltis (utilizado numa decisão apenas 2x, em 1983 e 2006). Ao todo, o campeão pernambucano entrará em campo 13 vezes. Lembrando que apenas o vencedor terá vaga assegurada no Nordestão – no caso, à edição de 2020. As outras duas são designadas aos times locais mais bem colocados no Ranking da CBF.

Obs. A decisão de 3º lugar segue decidindo a 3ª vaga de PE na Copa do Brasil, à parte dos finalistas.

Total de jogos: 55, ou 8 a menos em relação a 2018.

Fernanda Durão/FPF


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