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Fred, Delmiro, Nelo e Eduardo, as liderança das chapas inscritas para o pleito executivo na Ilha.

Pela 8ª vez consecutiva, a eleição presidencial do Sport será definida num bate-chapa. Visando o mandato no biênio 2021/2022, foram inscritas nada menos que quatro candidaturas, um recorte na Ilha do Retiro – no futebol pernambucano, igualou o número de candidatos no pleito do Náutico em 2013. De fato, a vida política no clube rubro-negro é a mais atribulada no trio de ferro, com o consenso sendo coisa rara.

O último mandatário eleito sem adversário foi Luciano Bivar, para o mandato 2005/2006. Agora, num cenário bem atípico, com a temporada futebolística de “2020” entrando em 2021, a eleição terá três chapas de oposição, com ao menos uma delas de fato fazendo frente à chapa da situação, que inicialmente teria Milton Bivar à frente – mas o dirigente não só desfez o lançamento como depois licenciou-se da presidência executiva, ocupada neste fim de mandato por Carlos Frederico.

No último dia de inscrição, já considerando a polêmica remarcação da eleição, a gestão atual definiu Fred Domingos como a cabeça da chapa. Atual diretor de futebol, o dirigente tem décadas de vivência no clube, mas à parte do comando executivo. A princípio, não parece um nome com força para sustentar o grupo – como era o de Milton. Na oposição, a primeira candidatura foi a de Eduardo Carvalho, que teve 329 votos no último pleito. Porém, as outras duas parecem ter aglutinado mais nomes de peso. Uma delas tem Nelo Campos, ex-diretor de futebol da atual gestão, e a outra conta com Delmiro Gouveia, embora este seja desconhecido na política do clube – todos os outros já tiveram algum envolvimento em eleição ou direção.

Vale lembrar que além dos presidentes e vices do Executivo e do Conselho Deliberativo, as chapas ainda contam, cada uma, com 133 conselheiros e 50 candidatos a suplentes – além de 17 membros natos ao CD (ex-presidentes do Executivo e do Conselho), já garantidos em todas as opções. A eleição, apenas com voto presencial, será em 5 de março, já após as estreias na Copa do Nordeste e no Campeonato Pernambucano de 2021, atrasando o trabalho no futebol.

Até lá, o leão saberá a sua condição no próximo Brasileirão, na Série A, hoje mais próxima, ou na Série B. É um ponto determinante para definir o orçamento da temporada, que pode ir de R$ 40 milhões (descenso) a R$ 100 milhões (permanência) – o que acirraria de vez a disputa nas urnas. Considerando todas as eleições com mais de uma chapa no clube, e esta será a 13ª, o histórico de votos válidos computados variou de 1.696 a 4.063. Já a quantidade de votos da chapa vencedora variou de 1.381 (Homero Lacerda em 1986) a 2.614 (Silvio Guimarães em 2008). Ou seja, o mandato parte de aproximadamente 1,4 mil votos dos sócios. Não é simples.

Torcedor, o que você achou das candidaturas no Sport? Quem é favorito?

A seguir, a composição oficial das quatro chapas para o pleito rubro-negro, o 13º desde 1974.

Sport de Primeira (chapa da situação)
Presidente executivo: Fred Domingos
Vice executivo: Bruno Reis
Presidente do Conselho Deliberativo: Pedro Lacerda
Vice do Conselho Deliberativo: Gustavo Oiticica

Juntos pelo Sport (chapa de oposição)
Presidente executivo: Delmiro Gouveia
Vice executivo: Marcos Cabral
Presidente do Conselho Deliberativo: Antônio Júnior
Vice do Conselho Deliberativo: Luiz Carlos Belém

Sport na Raça (chapa de oposição)
Presidente executivo: Nelo Campos
Vice executivo: Leonardo Lopes
Presidente do Conselho Deliberativo: Ronnie Duarte
Vice do Conselho Deliberativo: Guilherme Falcão

Uma razão para viver (chapa de oposição)
Presidente executivo: Eduardo Carvalho
Vice executivo: Aracy Bibiano
Presidente do Conselho Deliberativo: Antônio Mário Júnior
Vice do Conselho Deliberativo: Jayme Lielson

Atualização em 18/02: Milton Bivar voltou atrás e decidiu concorrer como presidente executivo na chapa da situação, no lugar de Fred. Já Carlos Frederico, o mandatário em exercício, será o vice.

Os 10 maiores bate-chapas na Ilha do Retiro (e os eleitos)
1º) 4.063 votos – 2016 (Arnaldo Barros; 61%, situação)
2º) 3.456 votos – 2008 (Silvio Guimarães; 75%, situação)
3º) 3.441 votos – 2012 (Luciano Bivar; 57%, situação)
4º) 2.997 votos – 1974 (Jarbas Guimarães; 76%, situação)
5º) 2.816 votos – 2000 (Luciano Bivar; 64%, situação)
6º) 2.776 votos – 2018 (Milton Bivar; 88%, oposição)
7º) 2.403 votos – 1978 (José Moura; 87%, situação)
8º) 2.224 votos – 1986 (Homero Lacerda eleito; 62%, oposição)
9º) 1.957 votos – 2010 (Gustavo Dubeux; 98%, situação)
10º) 1.818 votos – 2014 (João Humberto Martorelli; 84%, situação)

Leia mais sobre o assunto
O histórico sobre as eleições do trio de ferro do Recife; sem consenso nas urnas


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