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Cenas no Estádio da Educação, com o jogo principal e a preliminar. Fotos: Fifa/divulgação.

De forma protocolar, como já vem ocorrendo há um bom tempo, o campeão europeu foi ao Mundial de Clubes, jogou numa intensidade bem abaixo da campanha na Champions League e acabou faturando o título máximo do mesmo jeito. No Catar, o Bayern de Munique, da Alemanha, venceu o Tigres, do México, e ganhou da taça de 2020, com um gol de Pavard. Com isso, os representantes da Uefa conquistaram a competição pela 8ª vez consecutiva, disparada a maior sequência já vista, superando o hepta dos clubes sul-americanos entre os anos 70 e 80.

E o que chama a atenção é que os representantes da Conmebol sequer vêm rivalizando de forma regular no período. Das oito finais, apareceram em apenas quatro, com os times das demais confederações avançando nas semifinais. Foi o caso do Palmeiras nesta edição, válida por 2020. Recém-campeão da Libertadores, o verdão não marcou um gol sequer no Oriente Médio. Na semifinal, perdeu do Tigres por 1 x 0. Na disputa pelo 3º lugar, antes da decisão em Al Rayyan, foi batido nos pênaltis pelo Al Ahly, do Egito, após um empate sem gols.

Assim, longe de qualquer brilho ou sensação de injustiça, o time paulista terminou em 4º lugar, a pior colocação de um sul-americano em todos os tempos – com o dado sendo mais preciso observando o torneio da Fifa, já com 17 edições, pois antes eram apenas 2 times (Europa x América do Sul). Portanto, é a primeira vez que a Conmebol sequer vai ao pódio, onde figurava até hoje. Essa campanha palmeirense acabou sendo um passo além sobre os fiascos de Inter (2010), Atlético-MG (2013), Atlético Nacional (2016) e River Plate (2016), que haviam acabado com a medalha de bronze. Há toda uma tradição no continente, mas a diferença técnica sobre os demais, à parte da Europa, não vem sendo imposta, longe disso.

Em termos de conquistas, só uma nos últimos 14 anos, com o Corinthians de 2012. No período deste octa, o único jogo equilibrado contra um europeu foi o do Flamengo em 2019, derrotado na prorrogação. Muito pouco. E assim o controle mundialista do Velho Mundo vai disparando. No geral, contando a Copa Intercontinental, reconhecida oficialmente como título mundial, a Europa já abriu oito taças (34 x 26). Ou seja, a diferença está justamente no octa.

Os quatro títulos mundiais do Bayern de Munique: 1976 (vs Cruzeiro-BRA), 2001 (vs Boca Juniors-ARG), 2013 (vs Raja Casablanca-MAR) e 2020 (vs Tigres-MEX).

O octacampeonato mundial da Europa
2013 – Bayern de Munique (ALE) 2 x 0 Raja Casablanca (MAR)
2014 – Real Madrid (ESP) 2 x 0 San Lorenzo (ARG)
2015 – Barcelona (ESP) 3 x 0 River Plate (ARG)
2016 – Real Madrid (ESP) 4 x 2 Kashima Antlers (JAP)
2017 – Real Madrid (ESP) 1 x 0 Grêmio (BRA)
2018 – Real Madrid (ESP) 4 x 1 Al Ain (EAU)
2019 – Liverpool (ING) 1 x 0 Flamengo (BRA)
2020 – Bayern de Munique (ALE) 1 x 0 Tigres (MEX)

Nº de títulos mundiais por clube (1960-2020)
7x – Real Madrid (ESP)
4x – Bayern de Munique (ALE) e Milan (ITA)
3x – Barcelona (ESP), Boca Juniors (ARG), Internazionale (ITA), Nacional (URU), Peñarol (URU) e São Paulo (BRA)
2x – Ajax (HOL), Corinthians (BRA), Independiente (ARG), Juventus (ITA), Manchester United (ING), Porto (POR) e Santos (BRA)
1x – Atlético de Madrid (ESP), Borussia Dortmund (ALE), Estrela Vermelha (SRV), Estudiantes (ARG), Feyenoord (HOL), Flamengo (BRA), Grêmio (BRA), Internacional (BRA), Liverpool (ING), Olimpia (PAR), Racing (ARG), River Plate (ARG) e Vélez Sarsfield (ARG)

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