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Festa inglesa no Estádio Mohammed Bin Zayed, nos Emirados Árabes. Foto: Fifa/divulgação.

Pelo 9º ano consecutivo o campeão europeu cumpriu o protocolo no Mundial de Clubes da Fifa, jogando numa intensidade abaixo da campanha na Champions League, mas suficiente para ganhar o título máximo do mesmo jeito. No período, oscilando pouco a emoção da disputa, foi assim com Real Madrid (4x), Bayern de Munique (2x), Barcelona, Liverpool e, agora, Chelsea. O time londrino superou o Palmeiras apenas na prorrogação, por 2 x 1.

No scout ao longo de 120 minutos, segundo o SofaScore, o Chelsea teve mais posse de bola (70% x 29%), finalizou mais (20 x 11) e trocou muito mais passes (790 x 321, tendo ainda um índice maior de acertos, 87% x 67%). Foi melhor, ainda que não tenha jogado bem. Isso porque o atual bicampeão da Libertadores esteve bem organizado, dentro de uma proposta reativa do técnico Abel Ferreira.

No 1T, quase sem sustos com dois ótimos contragolpes desperdiçados, por Dudu e Zé Rafael. No 2T, ogol de Lukaku, um centroavante de muita técnica, parecia definir a história logo no comecinho, mas Raphael Veiga empatou num pênalti aos 18 minutos e o alviverde recuperou rapidamente a sua estratégia, que só foi se esvaindo à medida em que os principais nomes foram substituídos por desgaste – uma contrapartida a este sistema. Pela ordem, Zé Rafael, Rony, Raphael Veiga e Dudu. Difícil repor tanta gente, mesmo no milionário Palmeiras.

E o esforço para reduzir a diferença técnica na final acabou limado, mas ainda assim a disputava se arrastava às penalidades, até o pênalti de Luan, com Havertz decidindo a 3 minutos do fim. Curiosamente, o Chelsea foi o último europeu vencido no Mundial, no vice para o Corinthians em 2012. Não deu vez ao outro rival paulista, que deixou escapar o título mundial pela 3º vez (1999, 2020 e 2021), à parte da discussão sobre a Copa Rio de 1951.

Falando em conquistas, a América de Sul só ganhou uma vez nos últimos 15 anos. No recorte do “enea”, o único jogo equilibrado contra um europeu, na essência, foi o do Flamengo em 2019, também derrotado na prorrogação. Muito pouco. E assim o controle mundialista do Velho Mundo vai disparando. No geral, contando a Copa Intercontinental, reconhecida oficialmente como título mundial, a Europa já abriu nove taças (35 x 26). Justamente o enea.

O eneacampeonato mundial da Europa
2013 – Bayern de Munique (ALE) 2 x 0 Raja Casablanca (MAR)
2014 – Real Madrid (ESP) 2 x 0 San Lorenzo (ARG)
2015 – Barcelona (ESP) 3 x 0 River Plate (ARG)
2016 – Real Madrid (ESP) 4 x 2 Kashima Antlers (JAP)*
2017 – Real Madrid (ESP) 1 x 0 Grêmio (BRA)
2018 – Real Madrid (ESP) 4 x 1 Al Ain (EAU)
2019 – Liverpool (ING) 1 x 0 Flamengo (BRA)*
2020 – Bayern de Munique (ALE) 1 x 0 Tigres (MEX)
2021 – Chelsea (ING) 2 x 1 Palmeiras (BRA)*
* Na prorrogação

Nº de títulos mundiais por clube (1960-2021)
7 vezes – Real Madrid (ESP)
4 vezes – Bayern de Munique (ALE) e Milan (ITA)
3 vezes – Barcelona (ESP), Boca Juniors (ARG), Internazionale (ITA), Nacional (URU), Peñarol (URU) e São Paulo (BRA)
2 vezes – Ajax (HOL), Corinthians (BRA), Independiente (ARG), Juventus (ITA), Manchester United (ING), Porto (POR) e Santos (BRA)
1 vez – Atlético de Madrid (ESP), Borussia Dortmund (ALE), Chelsea (ING) Estrela Vermelha (SRV), Estudiantes (ARG), Feyenoord (HOL), Flamengo (BRA), Grêmio (BRA), Internacional (BRA), Liverpool (ING), Olimpia (PAR), Racing (ARG), River Plate (ARG) e Vélez Sarsfield (ARG)

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