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O balanço detalha as cifras do clube do interior no ano com o seu maior resultado nos gramados.

O Afogados teve a maior receita de sua história em 2020. O número já era esperado, a partir da boa campanha na Copa do Brasil, quando avançou até a 3ª fase, com direito à histórica classificação diante do Atlético-MG, ganhando nos pênaltis lá no Sertão. No torneio, a coruja teve direito a R$ 2,69 milhões em cotas. Tirando os descontos, o clube recebeu R$ 2,36 milhões, ou 74% da receita total, de R$ 3,17 milhões.

Como comparação, basta dizer o maior faturamento já divulgado pelo clube havia sido de R$ 452 mil, em 2018. Ou seja, multiplicou por sete o recorde particular. Mudou o clube. O número está presente no demonstrativo contábil do clube, assinado pelo presidente João Nogueira em 13 de abril e publicado no site da FPF em 14 de maio. O documento é bem simplório, tendo apenas duas páginas. De toda forma, é possível observar alguns dados interessantes, como as despesas, com 20 itens distintos.

Naturalmente, o maior custo registrado foi com os salários dos atletas e da comissão técnica, com R$ 1,53 milhão, ou 53% de toda a despesa, de R$ 2,85 milhões – logo, receita recorde e despesa recorde. Deste valor com o time, R$ 617 mil foram pelas premiações obtidas nas classificações diante dos Atléticos, do Acre e de Minas Gerais. Ou seja, a premiação representou 26% das cotas. O clube utilizou esta receita fora da curva para quitar as dívidas antigas, superiores a meio milhão, e também para a estruturação, com o aluguel do “CT Toca da Coruja”, por R$ 123 mil, válido por cinco anos, e pelo projeto executivo do “CT Ninho da Coruja”, por R$ 26 mil, visando o espaço definitivo do clube, com o terro já adquirido.

Ao fim da planilha, o clube sertanejo terminou com um saldo positivo de R$ 313.017. Não foi o primeiro superávit do Afogados, mas foi num patamar inédito. Em 2017, por exemplo, a subtração da receita pela despesa resultou num caixa de R$ 15. Sim, quinze reais.

O futuro da coruja
Com a 5ª colocação no Pernambucano de 2021, o Afogados conseguiu a vaga na Série D de 2022, na segunda participação do clube no Campeonato Brasileiro. Portanto, tem a garantia um calendário mínimo de 24 jogos, entre Estadual (10) e Brasileiro (14). Pelo balanço, parece estável.

As cinco principais receitas do Afogados em 2020 (e o % sobre o total)
1ª) R$ 2.369.515 (74,7%) – Cota de TV
2ª) R$ 342.500 (10,7%) – Patrocinadores
3ª) R$ 193.213 (6,0%) – Bilheteria dos jogos
4ª) R$ 145.701 (4,5%) – Doações
5ª) R$ 56.655 (1,7%) – Repasse da CBF para a Série D
Total: R$ 3.171.843

As cinco principais despesas do Afogados em 2020 (e o % sobre o total)
1ª) R$ 912.633 (31,9%) – Folha do elenco de futebol
2ª) R$ 617.500 (21,5%) – Premiações ao elenco de futebol
3ª) R$ 562.445 (19,6%) – Quitação de dívidas antigas
4ª) R$ 150.315 (5,2%) – Despesas operacionais nos borderôs
5ª) R$ 136.400 (4,7%) – Auxílio moradia ao elenco de futebol
Total: R$ 2.858.826

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