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Antes, os direitos internacionais pertenciam à Globo, de 2009 a 2016, quando abriu mão.

Em 2021, o Campeonato Brasileiro foi negociado para os dois maiores mercados do mundo, Estados Unidos e China. Consequentemente, foram os dois principais acordos após a conclusão do modelo de venda dos direitos internacionais de TV das Séries A e B, elaborado em meses de reuniões envolvendo os 40 clubes e a CBF. O contrato de gestão foi firmado em 10 de agosto de 2020, valendo por quatro edições, de 2020 a 2023.

Na ocasião, o contrato foi assinado com a “Global Sports Rights Management”, a GSRM, que pouco depois oficializou a fusão com a “1190 Sports”, hoje à frente da gestão internacional do Brasileirão – a empresa também tem o Campeonato Argentino em seu portfólio. Ao todo, de acordo com a CBF, as transmissões das Séries A e B, somando todos os modelos de exibição, já alcançam mais 100 países – abaixo, os detalhes dos últimos dois acordos, os principais. Segundo dados da própria operadora, foram 10,7 milhões de telespectadores alcançados nos 760 jogos das duas divisões nacionais em 2020. No caso, somando TV aberta, TV fechada, pay-per-view e streaming.

Embora as partes não tenham comentado os valores oficiais, o UOL, através de Gabriel Vaquer, informou o montante de US$ 40 milhões pelos quatro anos. Ou R$ 197,2 milhões na cotação atual, de R$ 4,93. Creio que a importância desta expansão aos EUA e à China vá além dos telespectadores, valendo também pela possível valorização de atletas de clubes do país como ativo contínuo de exportação. O mercado chinês segue forte, mesmo após a diminuição das investidas, e o mercado norte-americano vem ascendente, já com aquisições milionárias no Brasil. Segundo o relatório da Fifa sobre transferências internacionais de jogadores, com dados de 2019, a China gastou US$ 298 milhões e os EUA gastaram US$ 107 mi.

Voltando à negociação dos direitos de TV, tanto no mercado interno quanto no mercado externo, há a possibilidade de liga nacional assumir a responsabilidade. Em 15 de junho, dez dias antes da divulgação do acordo com a China, os 19 clubes da Série A comunicaram à direção da CBF a intenção de criação da associação “com a maior brevidade possível”, com o objetivo de “organizar e desenvolver economicamente o Campeonato Brasileiro de Futebol”. No cenário interno, os contratos individuais com o Grupo Globo e com a TNT Sports vão até 2024. No cenário externo, num contrato coletivo, vai até 2023. A ideia é adotar um modelo uniforme, coletivo. Caso a liga ande, ainda será preciso aguardar alguns anos.

Transmissão nos Estados Unidos (oficializado em 17/05)
O acordo firmado prevê a exibição de todos os 380 jogos do campeonato da 1ª divisão, através de um pacote de streaming do serviço de esportes Paramount+, ligado ao canal CBS, um dos maiores dos EUA. A narração ocorre em inglês, com equipe própria, ao contrário de versões anteriores, em português, pela Globo Internacional (canal presentes em pacotes de TV fechada no exterior).

Transmissão na China (oficializado em 24/06)
Outro pacote de streaming, este firmado com a PP Sports, líder entre as plataformas digitais de esportes no mercado chinês. O serviço é ligado à Suning Sports Media, que adquiriu um pacote de três jogos por rodada na edição de 2021, valendo a partir da 7ª rodada. Além dos jogos, os assinantes têm direito a vídeos com os melhores momentos e destaques especiais (jogadas mais bonitas, revelações etc) exclusivos para o serviço.

Clubes da Série A 2021
América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Atlético-MG, Bahia, Bragantino, Ceará, Chapecoense, Corinthians, Cuiabá, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, Internacional, Juventude, Palmeiras, Santos, São Paulo e Sport.

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