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O trecho do ofício assinado pelo presidente do Conselho, Paulo Borba, em 1º de outubro.

Em caráter excepcional, a gestão executiva do Santa Cruz poderá ser prorrogada até 31 julho de 2021. A extensão de 7 meses se deve à mudança do calendário do futebol brasileiro após a paralisação de 4 meses durante a pandemia. A retomada “empurrou” as competições nacionais de 2020 até o início do ano seguinte. No caso da Série C, onde está o tricolor, a final será em 31 de janeiro. Por este motivo, entendendo a conclusão da temporada futebolística em paralelo à temporada executiva, o Conselho Deliberativo do clube decidiu estender o mandato.

Segundo o documento, aberto a conselheiros, sócios, torcedores e imprensa, a “decisão visa proteger o planejamento administrativo, esportivo, financeiro, patrimonial e social, projetados no início da gestão e que, por conta da devastadora pandemia do Covid-19, onde, os objetivos traçados foram prejudicados ou postergados para um período além do mandato em vigor”. Vale lembrar que o mandato de Constantino Júnior duraria três anos, até dezembro de 2020.

A decisão de prorrogar o comando tricolor, que não foi votada no CD, foi baseada no artigo 7º da Lei 14.030/2020, publicada recentemente no Diário Oficial da União, em 29 de julho. O texto presente em uma folha segue com “queremos entregar à próxima gestão, o Santa Cruz Futebol Clube mais organizado, maior e mais forte e, com seu objetivo maior de ascender de divisão, alcançando mesmo diante das imensas dificuldades. Esse é o desejo de todos!”

Até julho mesmo? Provavelmente, não
Em off, obtive a informação de que a gestão de Constantino deve acabar bem antes do prazo extra estipulado pelo conselho, cujo período maior por questão de “segurança” gerou muita reclamação da torcida nas redes sociais – o prazo exato ainda deverá ser discutido entre Conselho e Executivo; uma nova reunião está marcada para 22 de outubro. Na prática, o clube deverá realizar eleições diretas até a primeira quinzena de março, com a chapa eleita assumindo logo em seguida. Apesar da disputa política encaminhada para um bate-chapa, ainda não há candidaturas oficiais, até mesmo porque o edital sobre as eleições visando o período 2021-2023 sequer foi lançado.

Em 11 de setembro, Paulo Borba já havia dito que as eleições corais não seriam antecipadas, mas sem dar pistas sobre a reviravolta, com a ampliação do mandato, decisão tomada 20 dias depois. Internamente, a ideia de esticar o mandato se deve à continuidade da gestão do futebol, com a prorrogação de contratos – alguns expiram em dezembro – e a transição do elenco logo após o término da terceirona. Ou seja, acabando a temporada de “2020”, acaba o mandato. A conferir.

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