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Fifa/Getty Images

O futebol trabalha com finas ironias há tempos. Há 10 anos, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo se revezam na escolha do melhor do mundo. Quebrando recordes, um puxa o outro para a cima, com o sarrafo cada vez mais distante dos demais. Se um vence um torneio, o outro busca na temporada seguinte. Se um marca um golaço, o outro repete. Se um balança a rede três vezes num jogo, o outro vai atrás. É quase sempre assim.

Quase sempre. Em sua estreia, CR7 teve uma atuação de gala. Marcou três gols e ajudou o seu país a empatar com a poderosa Espanha. A pressão sobre Messi, no dia seguinte, seria natural. Ambos já estão acostumados. Ocorre que similaridades pontuais deixaram o português em vantagem nesta 1ª rodada.

A Argentina também empatou, mas com a estreante Islândia – uma surpresa difícil de explicar, pois o país tem apenas 300 mil habitantes e 100 jogadores profissionais. Porém, Messi perdeu um pênalti, com o Halldorsson espalmando no canto direito. Foi o segundo pênalti no Mundial, com o primeiro convertido justamente pelo ‘rival’.

O jogo estava 1 x 1, o placar que duraria até o apito final, com a peleja se estendendo até os 50. No última lance, numa cobrança de falta, o craque do Barça acertou a barreira. Na véspera, também no finzinho, o craque do Real mandou no ângulo. Jogos diferentes, contextos diferentes e em ambos os casos as duas seleções devem passar de fase. Mas é bem difícil não compará-los… Ao menos os gênios contemporâneos sabem disso.

Desempenho na Copa do Mundo (até a 1ª rodada de 2018)
Lionel Messi – 16 jogos, com 5 gols e 3 assistências (1 vice)
Cristiano Ronaldo – 14 jogos, com 6 gols e 2 assistências (1 semi)

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