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Santa Cruz 1 x 1 Náutico em 2022

Jogando pelo timbu pela 2ª vez, Léo Passos marcou o seu 1º gol. Foto: Tiago Caldas/Náutico.

O scout do 1º tempo apontou um desempenho melhor do Náutico, com 7 x 5 em finalizações e 67% x 33% em posse de bola no Arruda. Não foi um amplo domínio, até pelo placar em branco, mas foi suficiente para expor a necessidade de mudanças no Santa no 2º tempo. Tanto pelo desenrolar do Clássico das Emoções quanto pelo perigoso placar lá no Sertão, com o 1 x 1 no intervalo gerando ameaça ao calendário coral de 2023.

Esperava-se um tricolor mais forte fisicamente, para conter o alvirrubro (Jean Carlos, no caso). Entretanto, não houve substituição. Leston aproveitou para organizar melhor a sua equipe. E por mais que tenha falado e orientado, o jogo mudou já com 16 segundos, indo além de qualquer prognóstico favorável imaginado. No primeiro jogo sem Walter, Rafael Furtado finalmente foi alçado à titularidade. Numa escapada muito rápida, ele invadiu a área pela esquerda e foi derrubado por Franco. Pênalti claro.

Na cobrança, o também atacante Mateus Anderson converteu e impôs o cenário perfeito para os Santa na noite, com vitória no clássico, classificação automática à semifinal do Estadual e vaga assegurada na Série D do próximo ano, caso necessário. O problema era a falta de controle sobre o jogo, que foi bem movimentado na retomada, lá e cá, com o Náutico insistindo bastante. A virada do Salgueiro, com o jogo no Recife ainda com 15 minutos, elevou a tensão no mandante, com o timbu empatando dois minutos depois. Ewandro acertou a trave e Léo Passos, o atacante recém-contratado que acabara de entrar, completou.

Reação e salto da 1ª para a 3ª fase do PE

Com aquele gol na barra da Rua das Moças, a “bola” voltava para o visitante, desde que o carcará não ampliasse. E não só não ampliou como tomou o empate no fim. Se em casa o Santa, sem equilíbrio entre os setores, parecia não ter força para buscar o 2 x 1, com os jogadores perguntando bastante sobre o resultado no Cornélio, a salvação acabou mesmo vindo lá do Sertão, com o 2 x 2 entre Salgueiro e Retrô saindo aos 39 minutos, garantindo o Santa no Brasileiro de 2023 – só a garantia, pois o objetivo naturalmente é subir para a Série C no segundo semestre. Ao Náutico, vice-líder, um salto já pra semi, dando fôlego ao calendário.

Este foi o primeiro Clássico das Emoções do ano, com o empate em 1 x 1 traçando um caminho para um encontro logo logo. O Santa enfrentará o Caruaru City nas quartas, quando é esperada, enfim, a presença da torcida no Mundão. Exercendo o favoritismo, teremos outro duelo entre alvirrubros e tricolores, desta vez nos Aflitos e só com a torcida alvirrubra.

Escalação do Santa Cruz (melhores: Furtado e Kléver; pior: Mandai)
Kléver; Marcos Martins, Júnior Sergipano, Alex Alves e Dudu Mandai (Ítalo Silva); Gilberto, Elyeser (Matheus Lira) e Tarcísio (Esquerdinha); Matheuzinho (João Cardoso), Mateus Anderson (João Henrique) e Rafael Furtado. Técnico: Leston Júnior

Escalação do Náutico (melhores: Passos, Jean Carlos e Perri; piores: Carlão e Wagninho)
Lucas Perri; Hereda, Wellington, Carlão e Júnior Tavares; Richard Franco (Djavan), Wagninho (Ralph) e Jean Carlos; Leandro Carvalho (Pedro Victor), Ewandro (Amarildo) e Robinho (Léo Passos). Técnico: Felipe Conceição

Histórico geral do Clássico das Emoções (todos os mandos)
532 jogos
203 vitórias do Santa Cruz (38,1%)
157 empates (29,5%)
171 vitórias do Náutico (32,1%)
1 placar desconhecido (em 1931)

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Abaixo, assista aos dois gols do clássico, num vídeo publicado pelo perfil da FPF.


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