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A festa pelo primeiro gol do time gaúcho. Fotos: Arthur Dallegrave/Juventude.

O roteiro foi cruel, embora o Náutico não tenha feito uma boa apresentação em Caxias do Sul. No jogo de ida da semifinal da Série C, o timbu perdeu de virada, sofrendo um gol no último lance – aos 49, numa reação invertida àquela de uma semana atrás, quando o gol conduziu o acesso. Antes da análise, vale lembrar que o jogo esteve “ameaçado”. Na sexta, o STJD acatou o pedido do Paysandu, que pede a impugnação do jogo de volta das quartas, nos Aflitos. Com o julgamento pela frente, o tribunal não homologou o resultado. Porém, não suspendeu a competição (?).

Então, o timbu foi a campo no domingo, em busca da final inédita, numa situação curiosa. Faria diferença na atuação? Na prática, o que fez mesmo foi a escalação, bem modificada, até natural neste momento do torneio, com o verdadeiro objetivo já alcançado. Só que ainda havia o que disputar, mas o time parecia interessado em travar o jogo para definir no Recife – como na fase anterior, embora também tenha empatado na volta. No Alfredo Jaconi, numa noite então opaca em termos de finalizações, o timbu conseguiu abrir o placar aos 37 minutos, num lance batalhado por Álvaro, o centroavante da vez. Naquele momento, pelo futebol burocrático mostrado pelo visitante, o resultado diante do Juventude era excepcional.

No 2T, o time ajustou a marcação e conseguiu conduzir a vantagem. Numa escapada, até teve a chance para ampliar, com Álvaro acertando o travessão num cruzamento de Jean Carlos. E a crueldade do roteiro começou aí, com o empate no minuto seguinte, com Gabriel Poveda sendo lançado para ficar cara a cara com Jefferson. Apesar do gol de empate, a partida voltou a uma rotação baixa, até as faltas desnecessárias na entrada da área. Aos 46, Jefferson defendeu. Aos 49, numa infração infantil de Josa, a cobrança de Eltinho bateu no travessão, nas costas do goleiro timbu e entrou. Virada por 2 x 1, justa para um time que chutou mais (9 x 4). Daqui a uma semana, a volta no Eládio de Barros Carvalho, tapetão à parte…

Escalação do Náutico (melhor: Álvaro; pior: Josa)
Jefferson; Hereda, Camutanga (Rafael Ribeiro, intervalo), Lombardi e Willian Simões; Josa, Jhonnatan e Jean Carlos; Neto Pessoa (Jiménez, 18/2T), Álvaro (Wallace PE, 39/2T) e Matheus Carvalho. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Escalação do Juventude (melhor: Poveda)
Carné; Vidal, Genílson, Sidimar e Eltinho; João Paulo, John Lennon(Denner, 29/2T) e Aprille; Renato Cajá (Rafael Bastos, 15/2T), Breno (Poveda, 17/2T) e Dalberto. Técnico: Marquinhos Santos

Histórico de Juventude x Náutico (todos os mandos)
5 jogos
1 vitória pernambucana (20,0%)
3 empates (60,0%)
1 vitória gaúcha (20,0%)

As campanhas gerais na Série C (após 21 jogos)*
1º) 38 pts – Sampaio (11V, 5E e 5D; 27 GP e 21 GC)
2º) 35 pts – Náutico (10V, 5E e 6D; 27 GP e 22 GC)
3º) 35 pts – Juventude (9V, 8E e 4D; 26 GP e 15 GC)
4º) 30 pts – Confiança (8V, 6E e 7D; 24 GP e 25 GC)
* A pontuação geral definirá o mando de campo na volta da decisão

A análise do Podcast 45 Minutos (Clauber Santana, João de Andrade Neto e Rodolpho Moreira):

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