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Os principais destaques dos 16 clubes classificados ao mata-mata da Libertadores.

O mata-mata da Taça Libertadores da América de 2020 está carregado de tradição, com 10 campeões entre os 16 clubes classificados para esta etapa. Ao todo, são 26 títulos entre os 60 torneios realizados, com 43,3% das taças erguidas. Dos oito times brasileiros nesta edição, seis chegaram às oitavas de final, repetindo o recorde de representatividade do último ano. E, mais uma vez, só um ainda não foi campeão, o Athletico Paranaense. Contudo, é preciso destacar que o CAP já foi finalista.

O sorteio aconteceu na Vila Belmiro em homenagem aos 80 anos de Pelé. O evento, sem dirigentes devido à pandemia, colocou os líderes dos oito grupos no pote A e os vice-líderes no pote B. E os dois duelos mais pesados, na minha opinião, ficaram justamente no mesmo lado do chaveamento, garantindo um confronto ainda mais pesado nas quartas de final.

No caso, com Flamengo/Racing e Internacional/Boca Juniors. Os líderes do Brasileirão 2020 e os dois últimos campeões argentinos, somente. Por outro lado, o Palmeiras, o time de melhor campanha na fase de grupos (paralelamente a uma derrocada na Série A), pegou um ótimo caminho. Enfrentará Delfín do Equador nas oitavas, a maior surpresa entre os classificados, e depois, caso avance, pegará Libertad (Paraguai) ou Jorge Wilstermann (Bolívia).

Ah, a vaga nas quartas vale uma cota de US$ 1,5 milhão. Pela cotação atual, R$ 8,4 milhões!

Abaixo, o chaveamento decisivo da 61ª edição da Libertadores. Na sequência, a análise dos jogos.

A seguir, as observações (e pitacos) do blog sobre os oito confrontos, com as respectivas campanhas na fase de grupos e o melhor desempenho de cada um na história do torneio. Em relação às datas, este mata-mata começará na última semana de novembro. Já a decisão está programada para 23 de janeiro de 2021, no Rio de Janeiro, em jogo único no Maracanã.

Guaraní (Paraguai) x Grêmio (Brasil)
Após um mau começo, ficando ameaçado, o tricolor se recuperou no returno e ainda avançou na ponta. O time gaúcho chegou à semifinal nos últimos três anos, sempre com Renato Gaúcho.

Guaraní (2º do B) – 4V, 1E e 1D (semifinalista, 2x: 1966 e 2015)
Grêmio (1º do E) – 3V, 2E 1 D (campeão, 3x; 1983, 1995 e 2017)

LDU (Equador) x Santos (Brasil)
Os dois times fizeram ótimas campanhas. A falta de público nos jogos pode ser um fato diferencial na Vila Belmiro, pois a altitude segue a favor da Liga de Quito. Duelo de campeões.

LDU (2º do D) – 4V, 0E e 2D (campeão, 1x: 2008)
Santos (1º do G) – 5V, 1E e 0D (campeão, 3x: 1962, 1963 e 2011)

Racing (Argentina) x Flamengo (Brasil)
Enquanto o Fla é o atual campeão sul-americano, o time de Avellaneda vive o maior jejum entre os campeões da Liberta. Já são 53 anos desde o primeiro e único título. Obs. O Fla chega em ascensão.

Racing (2º do F) – 5V, 0E e 1D (campeão, 1x: 1967)
Flamengo (1º do A) – 5V, 0E 1 D (campeão, 2x: 1981 e 2019)

Internacional (Brasil) x Boca Juniors (Argentina)
Um confronto bem interessante, reunindo cinco títulos neste século – de um total de oito taças. Vice em 2018 e semifinalista em 2019, caindo duas vezes para o River, o Boca vem “pressionado”.

Inter (2º do E) – 2V, 2E e 2D (campeão, 2x; 2006 e 2010)
Boca (1º do H) – 4V, 2E e 0D (campeão, 6x: 1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007)

Independiente del Valle (Equador) x Nacional (Uruguaio)
Embora nunca tenha sido campeão equatoriano da 1ª divisão, o Independiente já foi vice da Libertadores e é o atual campeão da Copa Sul-Americana. Ou seja, faz estrago no continente.

Independiente (2º do B) – 4V, 0E e 2D (vice: 2016)
Nacional (1º do F) – 5V, 0E e 1D (campeão, 3x; 1971, 1980 e 1988)

Athletico-PR (Brasil) x River Plate (Argentina)
Os dois times decidiram a Recopa de 2019, com o clube argentino ficando com a taça. Na sequência o CAP ganhou a Copa do Brasil, mas não brilhou em 2020. E chega como azarão neste jogo.

Athletico (2º do C) – 3V, 1E e 2D (vice: 2005)
River (1º do D) – 4V, 1E e 1D (campeão, 4x; 1986, 1996, 2015 e 2018)

Libertad (Paraguai) x Jorge Wilstermann (Bolívia)
O time boliviano participa pela 20ª vez, mas só chegou às quartas. Nesta edição, porém, liderou o seu grupo, um feito raro no país. Já o Libertad teve a pior campanha, apenas 7 pontos (e saldo -3).

Libertad (2º do H) – 2V, 1E e 3D (semifinalista, 2x: 1977 e 2006)
Wilstermann (1º do C) – 3V, 1E e 2D (quartas: 2017)

Delfín (Equador) x Palmeiras (Brasil)
Com uma obsessão em reconquistar a América, o Palmeiras larga com o confronto mais acessível nesta fase. A presença do Delfín nas oitavas já é um feito do clube. Ir além seria algo colossal.

Delfín (2º do G) – 2V, 1E e 3D (estreante)
Palmeiras (1º do A) – 5V, 1E e 0D (campeão, 1x: 1999)

Pitacos para as quartas de final
Grêmio x Santos, Flamengo x Boca Juniors, Independiente x River Plate e Jorge Wilstermann x Palmeiras.

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