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O chaveamento com seis clubes, inédito no futebol pernambucano.

A 9ª rodada do Campeonato Pernambucano definiu o chaveamento da fase final na disputa pelo título de 2020. Ao todo foram 45 jogos em seis meses, incluindo quatro de paralisação, com 6 classificados entre 10 clubes. Acima, o caminho do mata-mata rumo ao título da 106ª edição da principal competição do futebol local. Com Salgueiro, Retrô e Afogados concentrados num lado, a edição já tem a certeza de um time intermediário na decisão. Será a 4ª vez em 11 edições com mata-mata.

As quartas e as semifinais serão em jogos únicos, com mando de campo para as melhores campanhas na 1ª fase, apesar da determinação do governo do estado para que os mandos dos times da capital ocorram somente na Arena Pernambuco. Só a final será em ida e volta. Neste post, o histórico dos seis times na fase eliminatória do Estadual.

O sistema foi implantado em 2010, mas já mudou bastante. Começou com semifinal e final – antes disso, o torneio era disputado em turnos, com a possibilidade de campeão sem decisão direta. Em 2018 a FPF incorporou mais uma fase, com as quartas de final. Manteve a etapa em 2020, mas agora de forma enxuta, com apenas dois duelos nas quartas, em vez de quatro – ou seja, com “G6” em vez de “G8”. Isso porque o regulamento foi alterado para que os dois primeiros tivessem o benefício da vaga automática à semi – justo, na minha visão. No caso, Santa 1º) e Salgueiro (2º). Nesta edição, a grande surpresa foi a eliminação precoce do Sport, com seu pior desempenho no formato – na verdade, teve o pior desempenho desde 1936 (!).

Obs. Em caso de empate nos 90 minutos, tanto nas quartas quanto na semi, pênaltis. Na decisão, em dois jogos, a disputa irá para os pênaltis em caso de igualdade em pontos e saldo na fase.

A seguir, o número de classificações nestes cenários.

Os confrontos nas quartas de final
26/07 (16h00) – Náutico x Central (Arena Pernambuco), Globo
26/07 (20h00) – Retrô x Afogados (Arena Pernambuco), SporTV

Pitaco para a semifinal: Santa Cruz x Náutico e Salgueiro x Retrô. E na sua opinião?

Nº de quartas de final disputadas no período 2018-2020 (22 vagas)
3x – Afogados, Central, Náutico, Salgueiro* e Santa Cruz*
2x – Sport e Vitória
1x – América, Petrolina e Retrô
* Incluindo uma passagem direto à semi

Nº de semifinais disputadas no período 2010-2019 (40 vagas)
10x – Sport
9x – Náutico
8x – Santa Cruz
6x – Salgueiro
3x – Central
1x – Porto e Ypiranga

Nº de finais disputadas no período 2010-2019 (20 vagas)
8x – Sport
5x – Santa Cruz
4x – Náutico
2x – Salgueiro
1x – Central

Nº de títulos conquistados no período 2010-2019 (10 taças)
5x – Santa Cruz
4x – Sport
1x – Náutico

A seguir, o histórico dos seis “finalistas” na era do mata-mata local, com a ordem a partir da classificação na 1ª fase de 2020. O desempenho não contabiliza a decisão de 3º lugar.

(1º) Santa Cruz no Estadual na era do mata-mata
2010 – Semifinal (3º lugar)
2011 – Final (campeão)
2012 – Final (campeão)
2013 – Final (campeão)
2014 – Semifinal (4º lugar)
2015 – Final (campeão)
2016 – Final (campeão)
2017 – Semifinal (3º lugar)
2018 – Quartas (6º lugar)
2019 – Quartas (5º lugar)
2020 – Semifinal (vs Náutico ou Central), passou com 8V, 1E e 0D
Desempenho (15 duelos; 66% de aproveitamento): 10 classificações e 5 eliminações

O tricolor do Arruda assegurou a liderança geral com uma rodada de antecipação, ganhando também uma vaga na Copa do Brasil de 2021 – considerando a atual posição no Ranking da CBF, mediana, foi algo importantíssimo. A campanha também valeu um salto de fase, com a disputa já na semi. Ou seja, poderá jogar pela 8ª rodada do Nordestão sem o aperreio de jogar no dia seguinte pelas quartas do PE.

(2º) Salgueiro no Estadual na era do mata-mata
2010 – Fase principal (8º lugar)
2011 – Fase principal (6º lugar)
2012 – Semifinal (3º lugar)
2013 – Fase principal (11º lugar)
2014 – Semifinal (3º lugar)
2015 – Final (vice)
2016 – Semifinal (4º lugar)
2017 – Final (vice)
2018 – Semifinal (4º lugar)
2019 – Semifinal (4º lugar)
2020 – Semifinal (vs Retrô ou Afogados), passou com 5V, 1E e 3D
Desempenho (11 duelos; 36% de aproveitamento): 4 classificações e 7 eliminações

O carcará também se garantiu diretamente na semifinal por antecipação, se garantindo no “G4” do Estadual pela 7ª vez consecutiva! Agora, mantendo o mando no Cornélio de Barros, mesmo sem público, o time tentará chegar à 3ª final – seria o recorde entre os interioranos, considerando as duas primeiras posições.

(3º) Retrô no Estadual na era do mata-mata
2010 – não disputou
2011 – não disputou
2012 – não disputou
2013 – não disputou
2014 – não disputou
2015 – não disputou
2016 – não disputou
2017 – não disputou
2018 – não disputou
2019 – não disputou
2020 – Quartas (a disputar, vs Afogados), passou com 4V, 3E e 2D
Desempenho: estreante

Com uma folha de cerca de R$ 400 mil, a 4ª maior da competição, o Retrô obteve a classificação ao mata-mata logo em sua primeira participação no Campeonato Pernambucano. Pelo investimento feito, era uma obrigação avançar. Agora, o caçula tentará mais um passo, tentando de cara um lugar no G4.

(4º) Náutico no Estadual na era do mata-mata
2010 – Final (vice)
2011 – Semifinal (3º lugar)
2012 – Semifinal (4º lugar)
2013 – Semifinal (3º lugar)
2014 – Final (vice)
2015 – Fase principal (6º lugar)
2016 – Semifinal (3º lugar)
2017 – Semifinal (4º lugar)
2018 – Final (campeão)
2019 – Final (vice)
2020 – Quartas (a disputar, vs Central), passou com 4V, 3E e 2D
Desempenho (15 duelos; 46% de aproveitamento): 7 classificações e 8 eliminações

O timbu não terá Jean Carlos para as quartas de final, uma vez que o meia testou positivo para o Covid-19. Já havia sido assim na última rodada da fase classificatória, quando o time venceu o Salgueiro, fora, e se garantiu na fase seguinte. Em relação ao histórico, o time irá enfrentar o Central, adversário no título de 2018, o único do timbu nesta fase da competição – na 1ª fase de 2020 deu patativa.

(5º) Central no Estadual na era do mata-mata
2010 – Semifinal (4º lugar)
2011 – Fase principal (5º lugar)
2012 – Fase principal (10º lugar)
2013 – Fase principal (10º lugar)
2014 – Fase principal (5º lugar)
2015 – Semifinal (4º lugar)
2016 – Fase principal (6º lugar)
2017 – Fase principal (6º lugar)
2018 – Final (vice)
2019 – Quartas (6º lugar)
2020 – Quartas (a disputar, vs Náutico), passou com 3V, 4E e 2D
Desempenho (6 duelos; 33% de aproveitamento): 2 classificações e 4 eliminações

A patativa obteve a vaga na última rodada, em Caruaru, embora na condição de visitante, no Antônio Inácio. Assim, o Central chega pela 3ª vez consecutiva ao mata-mata. Apesar dos reforços de última hora (o goleiro Gideão, o meia Roger Gaúcho e o atacante Joelson), o time entra como franco atirador nesta etapa, na minha visão.

(6º) Afogados no Estadual na era do mata-mata
2010 – não disputou
2011 – não disputou
2012 – não disputou
2013 – não disputou
2014 – não disputou
2015 – não disputou
2016 – não disputou
2017 – Fase preliminar (8º lugar)
2018 – Quartas (8º lugar)
2019 – Semifinal (3º lugar)
2020 – Quartas (a disputar, vs Retrô), passou com 3V, 4E e 2D
Desempenho (3 duelos; 33% de aproveitamento): 1 classificação e 2 eliminações

Vivendo um grande ano, devido à participação na Copa do Brasil, indo até a 3ª fase, a coruja chega pela 3ª vez seguida ao mata-mata do campeonato estadual. Considerando o histórico nas quartas, tem uma classificação e uma eliminação. Assim como nos duelos anteriores, terá que jogar a fase eliminatória no Grande Recife.


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