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Com uma campanha extremamente regular, o Palmeiras confirmou o título brasileiro de 2018 com uma rodada de antecipação. Ao vencer o Vasco no Rio de Janeiro, o verdão ampliou os seus recordes em escala nacional. No Campeonato Brasileiro, considerando a era unificada, foi o 10º título, sendo o primeiro a alcançar o “decacampeonato” – levando em conta o período a partir de 1971, foi o 6º título. Somando todos os títulos nacionais oficiais de primeiro escalação, o Palmeiras agora tem 14 taças, quatro a mais que o segundo colocado. Ou seja, a liderança está garantida, de forma isolada, até o fim de 2020 – e o clube só será igualado caso Corinthians ou Cruzeiro conquistem quatro títulos até lá, entre Série A e Copa do Brasil.

Então, com o desfecho do Brasileirão, é hora de atualizar a lista de campeões nacionais, levantada há bastante tempo no blog. O ranking soma três torneios extintos, a Taça Brasil (1959/1968), o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967/1970) e a Copa dos Campeões (2000/2002), e as vigentes Série A (1971/2018) e Copa do Brasil (1989/2018). Além da chancela da confederação, a relevância das cinco competições está na indicação dos campeões à Taça Libertadores da América – confira as minhas observações sobre outros oito torneios de âmbito nacional já descontinuados, como o Torneio do Povo (1971/1973) e a Supercopa do Brasil (1990/1991), clicando aqui.

Ao todo, a partir do critério supracitado, existem 22 campeões nas 95 disputas organizadas pela CBF e por sua precursora, a CBD. Antes de qualquer discussão sobre o Campeonato Brasileiro de 1987, vale ressaltar que esta lista aponta os vencedores reconhecidos pela entidade responsável, independentemente da visão de outras mídias com critérios paralelos ao objeto oficial. Naturalmente, cada competição tem um peso distinto no cenário nacional, em história, dificuldade, número de jogos etc. Porém, em vez de definir um valor específico para cada uma (o que seria algo subjetivo, Série A à parte), optei por diferenciar os clubes com o mesmo nº de títulos de acordo com último troféu, com vantagem para o mais antigo.

14 – Palmeiras (A: 72, 73, 93, 94, 16 e 18; R: 67 e 69; CB: 98, 12 e 15; TB: 60 e 67; C: 00)
10 – Corinthians (A: 90, 98, 99, 05, 11, 15 e 17; CB: 95, 02 e 09)
10 – Cruzeiro (A: 03, 13 e 14; CB: 93, 96, 00, 03, 17 e 18; TB: 66)
9 – Santos (A: 02 e 04; R: 68; CB: 10; TB: 61, 62, 63, 64 e 65)
9 – Flamengo (A: 80, 82, 83, 92 e 09; CB: 90, 06 e 13; C: 01)
7 – Grêmio (A: 81 e 96; CB: 89, 94, 97, 01 e 16)
6 – São Paulo (A: 77, 86, 91, 06, 07 e 08)
5 – Vasco (A: 74, 89, 97 e 00; CB: 11)
5 – Fluminense (A: 84, 10 e 12; R: 70; CB: 07)
4 – Internacional (A: 75, 76 e 79; CB: 92)
2 – Bahia (A: 88; TB: 59)
2 – Botafogo (A: 95; TB: 68)
2 – Sport (A: 87; CB: 08)
2 – Atlético-MG (A: 71; CB: 14)
1 – Guarani (A: 78)
1 – Coritiba (A: 85)
1 – Criciúma (CB: 91)
1 – Juventude (CB: 99)
1 – Atlético-PR (A: 01)
1 – Paysandu (C: 02)
1 – Santo André (CB: 04)
1 – Paulista (CB: 05)

Legenda: Série A (A), T. Roberto Gomes Pedrosa (R), Copa do Brasil (CB), Taça Brasil (TB), Copa dos Campeões (C)

Abaixo, o ranking de títulos, vices e semifinais (considerando os 3º e os 4º lugares), além da soma de “G4”, tendo o Grêmio na liderança. A lista foi feita pela seguinte ordem: mais títulos; mais vices; mais semifinais. Somando tudo, 45 clubes já ficaram entre os 4 melhores do país.

Obs. O quadro foi atualizado após a definição da classificação final da Série A, em 02/12.


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