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Após dois vices, enfim o título nas mãos do leão de Belém. Foto: Samara Miranda/Remo.

Juntando os cacos da queda à Série C, o Remo partiu para a reta final da Copa Verde de 2021. Recuperando o foco, encheu o Baenão nos jogos de volta e terminou o ano dando alegria à torcida azulina. Na semifinal, venceu o Paysandu por 2 x 0. Na decisão, empatou sem gols com o Vila Nova e levou a melhor nos pênaltis, por 4 x 2. Com isso, faturou o inédito título regional. Que pesa na galeria remista, ainda mais porque o rival já tinha duas, e pela vaga na 3ª fase da Copa do Brasil.

Entretanto, em termos econômicos dentro da própria competição, a Copa Verde, organizada há oito anos pela CBF, não acompanha o valor fora dela – ao menos pelas torcidas da dupla Re-Pa. Campeão, com invasão de campo e provocação ao papão, o Clube do Remo ganhou uma premiação de apenas R$ 150 mil. A outra competição regional do país, a Copa do Nordeste, pagou R$ 3,56 milhões ao último campeão, o Bahia. Logo, quase 24 vezes mais.

Ao todo, o Nordestão de 2021 distribuiu R$ 26,92 milhões em cotas fixas para os 20 participantes, com média de R$ 1,346 milhão, tendo ainda a receita variável com o pay-per-view, com R$ 1,52 mi. Só este PPV já foi superior à cota fixa da Copa Verde de 2021, que distribuiu R$ 1,5 milhão aos 24 clubes, com média de R$ 62,5 mil – abaixo, os valores recebidos por cada time. O único ganho extra foi o carro zero km, da Fiat, dado ao campeão.

Ambos os torneios colocam os vencedores na fase adiantada da Copa do Brasil, cuja última cota foi de R$ 1,7 milhão. Ou seja, é um ganho indireto, meses depois. Analisando apenas os torneios, a diferença entre eles é enorme e ainda é preciso ponderar que o faturamento da copa nordestina não é tratado como elevado, mas como defasado. Assim, o valor visto nesta Copa Verde, cuja edição foi exibida pela TV Brasil, segue muito aquém, ainda mais para a CBF, uma entidade rica e com papel de fomento, caso das regiões Norte e Centro-Oeste. De toda forma, a continuidade da Copa Verde já é algo positivo. Agora falta viabilizá-la de fato.

As cotas de premiação na Copa Verde de 2021
R$ 150 mil (campeão) – Remo (PA)
R$ 100 mil (vice) – Vila Nova (GO)
R$ 75 mil (semifinal; 2 clubes) – Nova Mutum (MT) e Paysandu (PA)
R$ 75 mil (quartas; 4 clubes) – Brasiliense (DF), Castanhal (PA), Manaus (AM) e Aquidauanense (MS)
R$ 50 mil (oitavas; 8 clubes) – Atlético (AC), Cuiabá (MT), Galvez (AC), Penarol (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Rio Branco de Venda Nova (ES) e São Raimundo (RR)
R$ 50 mil (16 avos; 8 clubes) – Águia Negra (MS), Fast (AM), Gama (DF), Interporto (TO), Real Ariquemes (RO), Rio Branco (ES), Sinop (MT) e Ypiranga (AP)

Os campeões da Copa Verde (e os vices)
2014 – Brasília-DF (Paysandu-PA)
2015 – Cuiabá-MT (Remo-PA)
2016 – Paysandu-PA (Gama-DF)
2017 – Luverdense-MT (Paysandu-PA)
2018 – Paysandu-PA (Atlético-ES)
2019 – Cuiabá-MT (Paysandu-PA)
2020 – Brasiliense-DF (Remo-PA)
2020 – Remo-PA (Vila Nova-GO)

Nº de títulos da Copa Verde (8 edições)
2x – Cuiabá e Paysandu
1x – Brasília, Brasiliense, Luverdense e Remo

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