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Rangel marcou um dos gols, mas a 13ª vitória na C não adiantou. Foto: Rafael Melo/Santa Cruz.

O Santa Cruz começou a partida precisando vencer o Brusque e torcendo por um resultado específico no jogo entre Ituano e Vila Nova. Não tinha como ser fácil, pois a situação não estava no controle do clube. Num Mundão, que teria mais de 40 mil pessoas numa situação normal, o vazio ensurdecedor foçando a concentração ali, naquele gramado. Era preciso fazer a sua parte.

E o Santa até fez cedo, com Pipico e Victor Rangel fazendo 2 x 0 com meia hora de jogo. Com apenas 13 minutos o time pernambucano já estava na zona de classificação, com o empate em branco seguindo em Itu. Com o jogo praticamente definido diante do já classificado Brusque, aí sim o “jogo do dia” dos corais passou a ser o outro, aguardando o resultado necessário.

Lá no interior paulista, numa noite chuvosa no Novelli Júnior, o Ituano errou errou bastante e quando chegou parou no goleiro Fabrício e no zagueiro Donato. Em termos ofensivos, o Vila Nova se lançava todo ao ataque, deixando a partida completamente aberta, no limite da tensão do tricolor aqui no Recife. Após um gol bem anulado aos 21 minutos, veio o gol definitivo dez minutos depois, com o argentino Emanuel Biancucchi, primo de Messi, batendo de fora da área – só ficou nem 5 minutos em campo, fazendo o gol e tomando dois amarelos.

O Ituano, mesmo obrigado a golear, foi digno e lutou até o fim, inclusive acertando a trave aos 47. Contudo, o Vila confirmou a vitória, o acesso e a vaga à final da Série C. Quanto ao Santa Cruz, que fez 3 x 1 e venceu apenas pela 2ª vez nas últimas nove semanas (ou nove jogos), um desfecho cruel. Com um time experiente, fez a melhor campanha na 1ª fase, mas o desempenho caiu na reta final e não foi algo pontual. Acabou sendo determinante, com o time frustrando mais uma vez a torcida. Na temporada “2021”, disputará a terceira divisão pela 4ª vez seguida, sendo a 7ª em 14 anos (2008, 12, 13, 18, 19, 20 e 21). Mais uma vez com receita de tevê limitada, mais uma vez com calendário limitado. E uma mancha cada vez maior…

Santa Cruz em 24 jogos na Série C de 2020*
Mandante (12 jogos, 24 pts e 66.6%): 7V, 3E e 2D
Visitante (12 jogos, 21 pts e 58.3%): 6V, 3E e 3D
* O clube terminou em 5º lugar na classificação geral

A classificação final do Grupo C (2ª fase)
1º) 10 pontos (3V, 1E e 2D) – Vila Nova (-1 SG; 6 GP e 7 GC)*
2º) 9 pontos (2V, 3E e 1D) – Brusque (+3 SG; 9 GP e 6 GC)*
3º) 8 pontos (2V, 2E e 2D) – Santa Cruz (+1 SG; 8 GP e 7 GC)
4º) 5 pontos (1V, 2E e 3D) – Ituano (-3 SG; 7 GP e 10 GC)
* Conseguiram o acesso

Escalação do Santa Cruz (melhores: Pipico e Didira)
Maycon Cleiton; Toty, Danny Morais (Célio Santos), William Alves e Leonan; Bileu, Paulinho (Tinga), Chiquinho e Didira; Victor Rangel (Lourenço) e Pipico. Treinador: Marcelo Martelotte

Escalação do Brusque (piores: João Carlos e Ianson)
Ruan Carneiro; João Carlos, Ianson, Éverton Alemão e Airton; Zé Mateus, Rodolfo Potiguar (Índio) e Thiago Alagoano; Edilson (Jefferson Renan), Maurício Garcez (Dener) e Marco Antônio (Gustavo Henrique). Treinador: Jerson Testoni

Histórico de jogos entre Santa e Brusque (ambos pela Série C)
12/12/2020 – Brusque 0 x 0 Santa Cruz (Augusto Bauer)
17/01/2021 – Santa Cruz 3 x 1 Brusque (Arruda)

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A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Celso Ishigami, Fred Figueiroa e Diego Borges):


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