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Arbitral da 2ª divisão do Pernambucano

A reunião aconteceu durante as festividades pelo 107º aniversário da FPF. Foto: Rafael Vieira/FPF.

A partir de 2023, o Campeonato Pernambucano será ampliado de 10 para 12 clubes, quantidade vista pela última vez em 2017. A definição sobre a nova composição da 1ª divisão estadual foi anunciada sem alarde durante o conselho arbitral da 2ª divisão desta temporada, prevista para começar em 27 de agosto e com o provável recorde de participantes. Até hoje, o maior número foi de 17 clubes, em três oportunidades, a última delas há 17 anos (2000, 2004 e 2005). Pois para 2022 são nada menos que 29 times interessados, e sem limite de inscritos para a disputa. Basta atender aos pré-requisitos burocráticos e entregar o ofício de confirmação à FPF.

Esse volume de equipes, com nomes tradicionais como Central e Porto, que já foram vice-campeões na elite, e recém-filiados como Santa Fé e Torres, vem do novo número de acessos à disposição: quatro. Está aí a principal alteração na Série A2, que dobrou o número de vagas. E esta não foi a única mudança. Com o torneio consolidado no segundo semestre, agora os rebaixados na A1, que ocorre no primeiro semestre, poderão disputar a volta no mesmo ano!

Por mais estranho que seja, e é mesmo, isso não foi criação local, pois já vinha acontecendo no Rio de Janeiro. Por este motivo, Vera Cruz e Sete de Setembro, rebaixados em 2022, poderão jogar a A2 de 2022. No próximo ano, a Série A1 passará a rebaixar 4 clubes – ou seja, 1/3 do campeonato. Portanto, a nova estrutura do futebol profissional de Pernambuco seguirá com duas divisões, deixando de lado a A3, tendo quatro descensos e quatro acessos anuais.

Sobre a mudança, há uma justificativa plausível numa época de disputas mais enxutas e de reorganização do calendário nacional? Segundo o mandatário da federação, sim. Eis o trecho da nota no site oficial: “na intenção de priorizar as disputas estaduais, sobretudo no tocante às datas no calendário, Evandro Carvalho, presidente da FPF, levantou a proposta de ampliar, a partir de 2023, de 10 para 12 o número de participantes na Série A1”. Me pareceu uma indireta a uma copa regional no mesmo período, sem contar a ideia num ano de eleição, no país e na FPF, com mais clubes (e municípios) abarcados, à parte da real capacidade técnica.

Os 29 clubes interessados na Série A2 do Pernambucano 2022
1º de Maio, América, Araripina, Atlético, Barreiros, Belo Jardim, Cabense, Central, Centro Limoeirense, Chã Grande, Decisão, Ferroviário do Cabo, Flamengo de Arcoverde, Ipojuca, Jaguar, Maguary, Olinda, Pesqueira, Petrolina, Porto, Santa Fé, Serra Talhada, Serrano, Sete de Setembro, Timbaúba, Torres, Vera Cruz, Vitória e Ypiranga.

Regulamento com grupos regionalizados

Apesar das novidades sobre a Segundona, a definição ficou para o próximo conselho arbitral, em 7 de julho. Neste, já com os clubes confirmados através de ofício. Porém, já há um esboço do regulamento, inclusive considerando a possibilidade de contar com os 29 interessados. No caso, trata-se de uma primeira fase regionalizada, com uma chave no Sertão e outras duas misturando Agreste, Zona da Mata e Grande Recife. De acordo com a direção de competições da FPF, a ideia é uma disputa com pelo menos 20 datas, de agosto a novembro. Achei um número bem elevado. Comparando com a edição passada, o Caruaru City só fez 12 partidas.

Nº de clubes na Série A2 nos últimos dez anos (e o total de jogos do campeão)
2013 – 15 clubes (Vitória, 23 jogos)
2014 – 16 clubes (Vera Cruz, 21 jogos)
2015 – 12 clubes (Belo Jardim, 19 jogos)
2016 – 8 clubes (Flamengo, 13 jogos)
2017 – 10 clubes (Pesqueira, 14 jogos)
2018 – 14 clubes (Petrolina, 12 jogos)
2019 – 8 clubes (Decisão, 16 jogos)
2020 – 13 clubes (Vera Cruz, 13 jogos)
2021 – 14 clubes (Caruaru City, 12 jogos)
2022 – 29 clubes?

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